27/02 2008
Barrados na Rave

Hoje terminei de ver a primeira temporada de Skins.

Não sei quanto a vocês, mas sempre que eu ouço falar em séries adolescentes, me vem direto à cabeça Barrados no Baile, Dawson’s Creek e genéricos, como The O.C., etc. Não que essas séries sejam necessariamente ruins (embora a maioria seja), mas são meio que parecidas, né? Eu, por exemplo, até me divertia vendo Barrados no Baile (nunca vi The O.C., mas há quem diga que também era boazinha), o problema era sempre ser a mesma coisa jovens de classe média ou ricos morando na Califórnia, em NY ou em alguma cidadezinha do Wisconsin e passando por dramas banais adolescentes entre a escola e a vida pessoal.

Skins é uma série adolescente. Focada nos dramas adolescentes entre a escola e a vida pessoal. Mas não é nada, nada igual às séries supracitadas. E é muito foda.

Pra começar, se passa na Inglaterra, e ingleses são naturalmente muito mais cool que americanos. Mas, se não bastasse, a série nos brinda com roteiros ágeis e divertidos, que conseguem fluir das situações mais barra-pesada possíveis (quando eles são sérios, a parada é realmente heavy) ao humor mais escrachado e assumido, de forma completamente natural.

Fala-se bastante de sexo e mostra bastante sobre drogas, etc, mas não a ponto de virar um filme do Larry Clark (tipo Kids ou Ken Park). O amor está lá, mas não de forma piegas. E o humor é foda. Tem a típica ironia britânica, mas não se limita a ela e acaba passando por um humor de comédias pastelão, como a cena em que um personagem tem uma ereção de 15 horas por causa de uma overdose de Viagra, ou quando vão fazer uma excursão de escola num vilarejo russo, com direito à lenhadora gostosa e piadinhas culturais. Ah, e o mais importante, a série não deixa de, o tempo todo, se auto-sacanear. “This is looking like a fucking episode of The O.C.!”.

Isso tudo muito bem dirigido, com uma trilha bacana e com personagens extremamente cativantes e que ao longo dos 9 episódios da primeira temporada, se mostram tridimensionais e muito bem interpretados.

É até curioso ver o garoto que em 2002 fez o Marcus em Um Grande Garoto (o moleque idiota que ficava amigo do Hugh Grant e gostava de cantar Killing me Softly pra mãe suicida) fazendo agora o carinha canalha que come todo mundo e é meio que o “líder” do pessoal.

Ainda temos o cara tímido e atrapalhado de quem todos gostam, a anoréxica maluca viciada em pílulas que é talvez um dos personagens mais doces e cativantes que eu já tenha visto numa série, a gostosa que no fundo se mostra insegura e com pouco amor próprio ao se submeter a uma relação emocionalmente destrutiva, entre muitos outros.

A segunda temporada começou em janeiro no canal E4 na Inglaterra, assim que eu assistir comento mais aqui. Recomendo a todos, sério.

Foi uma excelente surpresa, que só vim a conhecer graças a um vídeo no Youtube com uma cena em que parte do elenco canta Wild World, do Cat Steves.

O vídeo está aí embaixo, mas não veja se não quiser spoilers, já que é justamente a última cena do Season Finale.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

27/02 2008
Celular-transformer

Esse são os novos celulares Softbank 815T PB da Toshiba, híbridos de telefone celular e robôs.

Foram criados para um seriado novo da TV japonesa, mas convenhamos, isso não os
torna menos imbecis.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

Parceiros

Divulgue o Vida Ordinária

..............

Copie e cole esse código: