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Sopranos x Corleones: 2º round (”Como se fossem filhos”)

Postado em : 10-04-2008 | Por : Alexandre Esposito | Em : Cinema, Confrontos, TV

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Chegou a hora do 2° round do confronto entre Sopranos e Corleones. No primeiro round dessa disputa, os Corleones saíram na frente no embate entre os filhos bundões. Dessa vez a parada é entre aqueles que são os prováveis sucessores, os parentes distantes que são tratados como filhos pelos chefões. Dão orgulho e preocupação. Decepcionam. Christopher Moltisanti x Vincent Mancini.

Lembrando, mais uma vez: esse é um post com muitos spoilers.

Chris é primo de sei lá quantos graus de Tony Soprano, mas mesmo assim é tratado como um filho, até certo ponto. Em parte porque seu pai era uma espécie de mentor e ídolo do Tony.

O problema é que Chris só faz cagada atrás de cagada. É um viciado em concaína e heroína, e um bêbado inveterado. Essa instabilidade funciona porque transforma o personagem num dos mais bem construídos da série, e cria uma ótima relação de amor e desprezo entre os dois.

As drogas, a vontade de Chris trabalhar com cinema, a trairagem da Adriana… são muitos os fatores que envolvem a saga trágica dele, que termina quando achávamos que os dois já estavam com todos os problemas superados. Mas a bagagem era pesada demais e Tony, por mais que seja simpático, é um mafioso filho da puta que faz o que é mais prático pra ele. E o mais prático era se livrar daquele viciadinho que vivia com rancor dele. O lance do assento para o bebê era só pretexto. Chris é um personagem foda tanto pelo que ele foi quanto pelo que ele poderia ter sido se tivesse feito escolhas diferentes. Não que ele seja o único responsável pela sua tragédia. As recaídas dele eram apenas frutos do meio em que ele vivia.

Melhor momento: a intervenção que ele sofre para que procure tratamento para as drogas. É uma das sequências mais engraçadas (de humor negro, é claro) de toda a série.

Vincent Mancini é um personagem menos complexo. Até porque seria difícil comparar 6 temporadas de um com 3 horas de outro. O fato é que ele simplesmente não convence muito. Não que não seja um bom personagem. O sobrinho de Michael Corleone (filho bastardo do Sonny) tem o lado estourado do pai e uma fidelidade irrestrita ao tio. Contra ele tem o mau gosto de pegar a feiosa da Mary, sua própria prima. Ele segue uma trajetória bem mais amena que a do Chris, e acaba se tornando o sucessor do Michael. É claro, ele perde a Mary, assassinada, mas o Chris também perde a Ade, e se ferra muito mais.

Melhor momento: quando dá uma de Mike Tyson e morde a cara do Joey Zasa, num rompante à la Santino.

Nessa fica fácil decidir o vencedor. Por mais de um nariz de distância (até porque, se fôssemos comparar narizes, Michael Imperioli e Andy Garcia protagonizariam outra disputa épica – embora com o mesmo vencedor), vence o Chris. Talvez a maior vítima de tudo que a Máfia representa em todas as temporadas de Família Soprano. Abdicou dos sonhos, da mulher amada, de uma vida saudável… pôs tudo a perder pela famiglia. Inclusive a vida.

Na próxima rodada, chefões de outras famílias. Amigos, parceiros comerciais, conselheiros, inimigos mortais? Johnny Sack e Don Altobello se aprontam em seus ternos Armani com uma rosa na lapela para se enfrentar.

E pra vocês? O Chris também levaria a melhor ou perderia pro Vincent?

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Comentários (1)

O Christopher é o melhor!
sem dúvidas!

O cara era o mais desequilibrado o mais drogado, embora fosse bem limitado na luta contra as drogas, sempre dava o seu máximo pela famiglia, e pelo Tony. Muito bom esses posts sobre sopranos e corleones.

[Reply]

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