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O Cavaleiro das Trevas, o Palhaço das Trevas, o Promotor das Trevas…

Postado em : 19-07-2008 | Por : Alexandre Esposito | Em : Uncategorized

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Acabei de chegar da minha sessão de Batman: O Cavaleiro das Trevas e esse meu review começa logo indo na contramão da maioria: não, esse filme não é o melhor filme de super-heróis já feito.

E isso porque ele simplesmente não é um filme de super-herói e sim um filme com um super-herói.

Podem ficar tranqüilos que todo e qualquer spoiler será devidamente sinalizado para alertar quem não viu.

Entonces…

O filme cumpre com louvor tudo o que a espetacular campanha de marketing prometeu. E só não é o melhor do ano por enquanto porque 2008 nos brindou com aquela obra-prima que é WALL•E.

Pra começar, o filme é denso. Muito denso, quase desconfortável.

Isso porque os irmãos Nolan conseguem nos mergulhar numa sensação de desesperança e medo. Claro, muito ajudados pelo Curinga (sim, amiguinhos, com U. Coringa com o não existe, nem no baralho nem no Batman) de Heath Ledger.

O Curinga funciona bem justamente porque é apenas uma metáfora para o caos e a destruição. Ele não tem motivos, não tem origem, não tem ganância e nem sentimentos. Ele é apenas uma força  insana de desordem. E isso que é aterrorizante. A excelente atuação do Heath Ledger só reforça isso. E ao contrário do que muita gente diz, eu não consegui me esquecer da morte dele. Se isso atrapalhou? Ao contrário, só serviu pra tornar a experiência toda ainda mais perturbadora. Eu realmente tive medo do Curinga. Cagaço total. Não pisaria em Gotham City nem que a Scarlet Johansson ficasse nua no alto da Torre Wayne e chamasse por mim.

Por exemplo, na cena [AQUI COMEÇA UM SPOILER] do vídeo daquele cara vestido de Batman que o Curinga mata, fiquei extremamente perturbado. O cara desesperado, falando que o Batman mostrou que as pessoas não podem se deixar ter medo de gente como ele, e o Curinga gargalhando para matá-lo. Badass.[AQUI TERMINA O SPOILER]

Aliás, o filme trata essencialmente disso. Dessa crise existencial, da culpa. Por um lado, salvo as pessoas e tento tornar a cidade melhor. Por outro, inspiro pessoas despreparadas a saírem se achando vigilantes, e loucos psicopatas a serem minha antítese. É claro que isso tudo fica mastigado no fim na fala do Gordon, mas a verdade é isso mesmo. Ele é o vigilante que Gotham precisa, não o herói.

E aí que entra outra força desse filme, Aaron Eckhart e seu Harvey Dent. Ele realmente é um cara foda. Você confia nele e nas suas intenções. E por isso que as consequências dos atos do Curinga são ainda mais devastadoras, e afundam ainda mais a nossa esperança (ok, a cena nas barcas resgata um pouco, mas ainda assim).

Christian Bale, Michael Caine e Morgan Freeman estão bem como sempre, normal. A Maggie é ótima atriz, mas coitada, é bem menos bonita que a Katie Holmes. Gary Oldman tá fodaço.

Aliás, o Gordon e o Batman chutam bundas nesse filme. Pra quem gosta de porrada, tem uns bons socos e pontapés bem reais em O Cavaleiro das Trevas. O Heath deve ter ficado todo roxo de tanto apanhar.

Agora, algumas considerações gerais:

[AQUI COMEÇAM MUITOS SPOILERS ATÉ O FIM]

  • Perfeito não terem matado o Curinga. Ele ser derrotado não é ele morrer e sim ver a esperança em Gotham resgatada através do pessoal das barcas e da não-demonização do Duas Caras. Mas com a morte do Heath esse acerto de roteiro se torna uma grande questão a ser resolvida no caso de mais filmes. Como ignorar a existência dele? E como substituir por outro ator depois dessa performance magnífica? Ficam as indagações.
  • Ótimo também matarem o Duas Caras. No filme ele é um vilão de ocasião, um homem que teve a vida despedaçada e que perdeu sua esperança e parte da sua sanidade. Ele quer vingança, não apenas do Gordon e do Batman, mas de todo aquele mundo que o traiu. E pra um vilão trágico, um fim trágico.
  • Me incomodou um pouco o excesso de tecnologia, mais especificamente o lance do sonar. No primeiro filme, a tecnologia é justificada, ela serve pra viabilizar o Batman num filme pseudo-realista. Mas no caso de Cavaleiro das Trevas, algumas coisas ficam sem propósito. Jason Bourne consegue localizar qualquer um por triangulação usando um Blackberry, e o Bruce Wayne, com muito mais recursos, precisa transformar todos os celulares de Gotham City num sonar? C’mon… O lance da moto ser na verdade o módulo mais protegido do Batmóvel, no entanto, ficou fodaço.
  • Não é nem a favor nem contra, mas só pra dar uma bossinha: a pessoa que o Gordon mais ama não podia ser a Barbara (a filha, é claro)? Ia ser simpático ela aparecer, ainda mais num filme com o Curinga (mesmo que a cena fosse com o Duas Caras). Pô, ia fazer um link legal com A Piada Mortal (onde ela, já como Batgirl, é assassinada pelo Curinga).

[AQUI TERMINAM OS SPOILERS]

E aqui termina o post.

PS: Vão rolar mais filmes? E se rolarem, quem vão ser os vilões. Pra um primeiro filme dava pra mandar o Espantalho (que aliás, é tão foda, que deu pena ver tão pouco dele nesse segundo filme) e o Ra’s Al Ghul, mas depois de um Curinga, os caras tem que manter um certo ritmo. Deve rolar uma Mulher-Gato ou Pingüim… ou pelo menos um Charada. E por favor, sem Robin!

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Comentários (11)

http://www.nababu.org/?p=1136

Na verdade, como já foi traduzido como Coringa desde sempre, o personagem é Coringa mesmo. Mas a carta é curinga, e todo mundo vai errar isso pra sempre. =/

E o Coringa só atira na Barbara Gordon, não mata ela não. =)

[Reply]

Mas ela fica paraplégica ou algo do tipo, certo? Ou tô confundindo?

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é! daí ela deixa de ser a batgirl e vira um outro personagem burocrático que eu não lembro o nome…

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Em “A Piada Mortal”, o Coringa (é com O mesmo… nome próprio pode ser escrito da maneira que o inventor quiser) atira em Bárbara Gordon e ela fica paraplégica. Ela já era a Batgirl na época, mas o Coringa não sabia: atirou porque era filha do Comissário Gordon.

A princípio, ela se afastou do universo do morcego, mas depois resolveu voltar com um espírito de continuar ajudando. Montou super-equipamentos eletrônicos e se tornou a maior hacker do Universo DC: o Oráculo. Suas histórias sempre foram ligadas ao Batman e seus “asseclas”, até que começou a ajudar a Liga da Justiça e resolveu montar uma euipe só de mulheres: as Aves de Rapina.

Hoje, continua no comando do grupo e ajuda todo o Universo DC. Passou por uma cirurgia e começou uma fisioterapia que está recuperando os movimentos (por enquanto) de seu pé.

Detalhe: o filme é MUITO bom. Concordo que talvez não seja necessário um Oscar porque a dita “academia” não deu um Oscar para Johnny Depp como Capitão Jack Sparrow. Coringa sensacional, Harvey muito bom, Gordon dando show, Morgan Freeman e Michael Caine nem precisam de comentários. Acho que o pior ator no filme é o Christian Bale, mas ele se salva só por ser o Batman.

A trilogia deve vir e, provavelmente, virão dois vilões. Coringa deve aparecer no Arkham, escondido, nas sombras, só a voz editada. Existem rumores de que Ra’s Al Ghul volta, mas poderia ser sua filha Talia pra dar um tom de sedução no filme, ao invés da Mulher-Gato. O Charada parece ser o mais querido pelos roteiristas por causa das possibilidades de jogos e enigmas.

[Reply]

Pois é, nome pode ser do jeito que o inventor quiser. Mas o inventor criou Joker. A obrigação dos tradutores era manter a intenção original, e, por isso, usar Curinga.

Quanto ao Oscar, o Depp não ganhou porque não merecia ganhar. A indicação já era justa o bastante.

E não achei o Christian Bale ruim.

Quanto aos viloes que vc citou, não conheço essa Talia.

[Reply]

O Coringa não é Curinga do mesmo jeito que o Ciclope não é Cíclope. Ficar racionalizando isso é bobagem.

[Reply]

[...] de Harvey Dent e seu Duas-Caras, já que foi um dos grandes personagens do cinema esse ano (veja o review de Cavaleiro das Trevas do VO aqui). Ele é o ex-promotor de Gotham City, o herói caído, trágico, que depois de ficar com metade da [...]

[...] de Harvey Dent e seu Duas-Caras, já que foi um dos grandes personagens do cinema esse ano (veja o review de Cavaleiro das Trevas do VO aqui). Ele é o ex-promotor de Gotham City, o herói caído, trágico, que depois de ficar com metade da [...]

Eu concordo que o Heath fez um coringa antológico que será lembrado medido e comparado para sempre com qualquer outro ator que venha(o que eu não acredito)a substitui-lo no personagem.não que não haja atores a altura de representar o coringa não é isso mas o que Heath conseguiu fazer com o personagem deixou para sempre dentro do mesmo a sua marca e o seu espirito.em resumo quando Heath morreu ele não apenas se matou mas também matou o coringa que havia dentro dele.já o Cristian bale eu não gostei dele para o papel do batman talvez seja por que ainda tenha no meu subconsciente o batman que o michael keaton representou nos dois primeiros filmes da franquia(batman e batman o retorno)que por sinal eu gostei muito.alguns pontos negativos dessa nova versão de batman para mim:o bat movel que mais parece o thunder tank dos thunder cats só que na versão black;o trage do batman no cavaleiro os vazados que fizeram para o trage e que se localizam bem na região dos peitos do cara e que mais parecem um sutiã meia taça tá ligado;a mudança na máscara mais precisamente na região da nuca que para mim tirou do morcegão o ar de medo e de moral que impunha antes.na minha opinião o diretor já tá começando a se achar de mais e vai acabar fazendo a mesma merda que o joel schumacher fez com o filme batman forever e outros que ele deve ter dirigido em resumo uma festa de fantasias e equipamentos ultra modernos que vão acabar estragando o filme de novo.

[Reply]

Ol

[Reply]

Ol

[Reply]

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