3/08
2008
Seja legal, rebobine
Por Alexandre Esposito em Uncategorized
Be Kind Rewind é o novo filme do Michel Grondry, diretor do excelente Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Assisti há poucas semanas cheio de expectativas, e existe uma palavra que define perfeitamente o filme: decepcionante.
Com uma premissa bizarra e interessante (sem querer um magnetizado Jack Black apaga todas as VHS de uma locadora de Danny Glover, que está aos cuidados do seu amigo Mos Def; e a partir disso eles passam a refilmar todos os filmes perdidos para que a loja não fiquei – ainda mais – perto da falência), o filme acaba se tornando uma experiência boba, onde poucas piadas funcionam. Fica sempre um gosto de que poderia ter sido melhor. Você muitas vezes esboça um sorriso, mas nunca consegue chegar de fato ao riso. O próprio Jack Black está abaixo do normal (ele, como sempre, basicamente interpreta a si mesmo, mas dessa vez não consegue divertir tanto).
Se você não viu, nem se preocupe. Procure o trailer no youtube e divirta-se, ele é melhor que o filme.










Não vi, mas uma pena que seja ruim. Mas Brilho Eterno tem roteiro do Charlie Kaufman, que é o principal fator para o resultado final do filme. Então estou esperando o filme novo que ele não só escreveu como dirigiu, Synecdoche, New York. Veremos…
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Exatamente o que eu ia comentar! O que faz de Brilho Eterno um filme excelente tá longe de ser o diretor, e sim o roteirista gênio que fez Adaptação e Quero Ser John Malcovich…
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PEraí, o Kauffman é brilhante mesmo, mas dizer que o único mérito de Brilho Eterno é o roteiro é besteira. O roteiro é foda, mas a direção tá no mesmo nível.
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Concordo com o Sr. Esposito.
Diria inclusive que o caso de Brilho Eterno é justamente uma daquelas raras junções de um roteiro foda com uma direção sensacional. Na verdade, eu não consigo imaginar outro diretor dirigindo Brilho Eterno e dando ao filme o clima louco/onírico/desesperante e ao mesmo tempo apaixonante que o Gondry consegue.
De qualquer forma, quanto ao post: Gondry tem crédito.
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Be Kind é meio so-so mesmo. Dei nota 7 porque ando boazinha nas minhas avaliações. Mas no final é bem o que você disse: sempre a sensação de que poderia ser melhor.
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Eu não disse que o roteiro era o único fator, disse que era o principal. Nesse filme novo do Gondry, pelo seu comentário, fica a sensação que a história do filme é fraca. E não te diretor que faça milagre com roteiro ruim. Sem falar no Jack Black, pelo visto. Brilho Eterno não tem nenhuma atuação brilhante, na minha opinião, mas estão todos de razoável para bom.
Mas de fato, em geral eu acho que diretores são superestimados. Filmes fodas de verdade são fodas por causa de vários fatores e os diretores ficam com a maior parte do crédito injustamente.
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Assisti tanto Brilho Eterno como Be Kind Rewind e fica claro a diferença do resultado final dos dois filmes. Não concordei com o “decepcionante” que o Esposito usou mas sim, poderia ter sido melhor. o Trailler te deixa esperando um filme melhor do que o que foi visto, mas não cheguei a me decepcionar tanto.
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