24/09 2008
Arte móvel

Essa mesa de centro criada por Philip Toledano ficaria horrorosa em qualquer sala de estar, por isso é mais fácil a gente encará-la como uma peça de arte e protesto.

O móvel é inspirado naquele vazamento de imagens de tortura na prisão de Abu Ghraib.

Via Freshome.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

24/09 2008
Deu samba…e deu rock

Ontem aconteceu em Botafogo uma ação bem legal pra divulgar a banda Mané Sagaz, que toca uma mistura de Rock com Samba. Todo mundo sabe que o mercado fonográfico continua completamente perdido em relação a forma de vender os seus artistas, e talvez seja por isso que as bandas independentes vêm fazendo ações diferentes e ganhando cada vez mais destaque, já que não ficam presas a um modelo antiquado das grandes gravadoras. Essa que aconteceu em Botafogo é um exemplo disso.

Como eu disse aqui em cima, o Mané Sagaz é uma banda que mistura Rock e Samba. Na semana passada, apareceu bem na frente da saída do Metrô, em uma das ruas mais movimentadas de Botafogo, esse outdoor aqui embaixo.

Uma semana depois, a mensagem mudou.

Na internet, a ação contava com dois sites: cadê o rock e cadê o samba. Neles, tinha uma brincadeirinha com os ritmos que iam se misturar no dia do show, mas ainda não entregava do que se tratava.

Pra divulgar tudo isso e gerar o maior burburinho possível em uma semana, o Orkut foi o grande escolhido. Um perfil do Samba rodava pelas comunidades em busca do rock e interagia com as pessoas que adicionavam o perfil através do Buddy Poke, o aplicativo mais famoso de lá.

O resultado disso tudo aconteceu ontem na saída do Metrô. Rolou um show, literalmente, no outdoor, em um palco suspenso. A ação foi criada em uma parceria entre a banda Mané Sagaz, Quê Comunicação e DS One. O resultado você confere nesses vídeos.

Pra quem quiser saber mais sobre a banda, é só entrar no site ou no perfil do MySpace. No site, você encontra todas as músicas pra download, e ainda pode montar o seu CD com capa e tudo. Afinal, o que importa pros caras é que você curta o som e vá nos shows. =)

Especialista em achar bizarrices na internet, rir da desgraça alheia e falar mal de tudo. Resumindo: o capeta em forma de guri.

24/09 2008
Show me your genitals

Você sabe quem é Jon Lajoie? Trata-se de um dos rappers mais promissores da nova geração. Sua coreografia é de deixar qualquer Chris Brown no chinelo. A letra de suas músicas te fazem refletir sobre muitas coisas da vida. E o som fica na sua cabeça a semana inteira.

Seu grande hit, “Show me your genitals”, tem tudo para ganhar todos os prêmios, de VMA a Grammy.


E ele já fez até continuação para a música! O nome? “Show me your genitals 2: E=MC Vagina”

Dica do @1ogro

24/09 2008
We Don’t Need Another Heroes

Essa semana Heroes voltou para sua terceira temporada. E provou que conseguiu se superar: aquilo que já era ruim, ficou ainda pior.

Se a segunda temporada foi mais curta por conta da greve dos roteiristas, os dois episódios que marcaram o lançamento desse novo volume mostram o que eu sempre suspeitei: que os roteiristas de Heroes, desde o começo da série, estão em greve. Ou pelo menos os cérebros deles estão.

Então, vou começar a falar spoilers. Então, se você ainda não viu os episódios novos, pode parar de ler aqui.

A terceira temporada com o Peter do futuro (aliás, pelas linhas temporais alteradas, esse deve ser o 5° Peter do futuro diferente, então não faz sentido que TODOS eles tenham uma cicatriz gigante) sendo perseguido pela Claire e voltando ao passado para evitar que a verdade sobre os poderes seja revelada e o mundo vire o caos que está daqui a 4 anos. E assim descobrimos que foi ele quem atirou no Nathan. Ok, até aí, tudo bem. Uma boa virada de trama.

E os acertos acabam por aí.

Agora o Parkman tá na África com um Isaac Mendez zulu e o Peter tá preso no corpo de um vilão (vamos a isso mais à frente). Enquanto isso, o Peter do futuro tá perambulando no presente no lugar do original.

Logo em seguida encontramos Sylar atacando Claire na California. Se vocês lembrarem bem, isso acontece apenas poucas horas depois dele injetar o sangue dela em Nova York e recuperar os poderes. Que nunca incluíram nada que o tornasse capaz de chegar lá em pouco tempo. Mas já que estamos falando de cronologia desajustada, é sacanagem eu citar esse caso, quando existem outros bem piores. Afinal, no mesmo dia em que Nathan leva o tiro, Nikki já aparece como assessora de um governador. Sendo que ela havia “morrido” no dia anterior. Pouco me importa a nova personalidade dela e vai ser ótimo se eu nunca mais precisar ver o Micah, mas peraí, ela precisaria de meses ou anos pra virar a amante conselheira do governador. Considerando que ela apresentou o poder de congelar, e não a superforça, é possível que não seja a Nikki e sim uma irmã gêmea ou coisa do tipo. Caso contrário, os gênios roteiristas preferiram ignorar a lógica, certo?

E isso numa série que, por tratar de um tema de fantasia, pode distorcer a lógica. Daí ser aceitável o Mohinder Suresh criar um soro pra dar poderes a todo mundo (depois de, pela enésima vez, abandonar a pesquisa de seu pai e mudar de idéia logo depois). O problema é que é óbvio, clichê e ruim. E o problema ainda maior é isso envolver o Suresh, o mais imbecil e pamonha personagem da TV mundial. É óbvio que ele injetou em si o soro e virou um cara exibido com sentidos aguçados que come a Maya (que continua chorona – será que ela é botafoguense?) e depois começa a sentir efeitos colaterais. Tomara que morra.

Outro que voltou foi o Linderman. Aliás, isso mata a credibilidade da série. Todo mundo volta da morte, mesmo que seja só pro Nathan, como foi o caso do Linderman. Um cara como Malcolm McDowell, que protagonizou Laranja Mecânica, não devia se sujeitar a fazer um papelão desses pra pagar as contas. Constrangedor.

Enfim, de um lado temos Nathan voltando pra política. Do outro, Sylar, agora invulnerável (ele consegue pegar o poder da Claire, que não morre e ainda ouve o vilão dizer que ela é diferente dos outros), vai à Companhia para roubar os poderes dos mais poderosos vilões encarcerados. Mata Bob (que tinha o poder de Midas, de tornar tudo ouro), mas acaba falhando num confronto contra a Elle (aliás, que vilão overpower é esse que apanha de todo mundo?) e é preso. Mas nesse meio tempo, esses super-vilões fogem (entre eles Peter, no corpo de um tal de Jesse), assim como o Bennet, que agora vai à caça desse povo (junto da Claire). Angela Petrelli (que tem o poderde sonhos premonitórios) é a nova cabeça da Companhia. E aparentemente pode ser que o Sylar seja filho dela e irmão dos manos Petrelli.

E por fim o Hiro, que deixa de ser o nerd carismático pra virar um imbecil que faz cagada atrás de cagada e mesmo com um poder foda leva trolha de uma velocista.

A temporada mal começou e começou mal.

Só não digo que foi uma decepção porque Heroes é tão mal-escrito que já não gera mais expectativas.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

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