28/10
2008
Fantasmas do passado: Twister
Não é sempre que a gente tem a oportunidade de presenciar ali, ao vivo e a cores, o início dos 15 minutos de fama de alguém. No caso do Twister, eu tive essa oportunidade.
O ano era 2000 e eu costumava freqüentar às vezes o auditório do Caldeirão do Huck. Num certo dia, ele avisa que vai tocar uma banda nova, uma boy band, etc, que iria fazer ali sua primeira aparição na televisão. Primeiríssima. E chama pro palco o Twister.
Eles começam a cantar 40 Graus e a cena é tão, mas tão tosca, que quando eles dão aquele pulinho bizarro no refrão, o Luciano precisa desviar o rosto e se virar pra platéia para gargalhar. Platéia que já estava rindo desde o segundo verso.
Vamos analisar 40 Graus, única música do Twister da qual as pessoas ainda tem alguma lembrança:
A cada dia, a cada vez
Que eu te vejo, ali no play,
Sander e cia, por favor, aprendam: nunca, NUNCA, comecem uma música romântica falando que viram a garota “ali no play”.
Eu fico tonto, eu fico mal
É claro que nada é igual!
Como se eu andasse
no sol sem chapéu…
Como se meus dedos tocassem
o inferno e o céu!
Por trás do meu óculos ray-ban
Eu te vejo todas as manhãs…
Todas as manhãs… Todas as manhãs…
E se já não estivesse ruim, vem o refrão:
Meu amor, esse amor
Dá 40 graus de febre
Queima pra valer… Queima pra valer…
É assim como o sol
Derretendo toda a neve
Dentro de você… Dentro de você…
Queria tanto poder perguntar
Mas a resposta, sua resposta qual será?
Se eu fico mudo eu mesmo digo não!
Refrão horroroso e brega? Ah, isso porque você não viu a dancinha (e o pulinho!). Segue o clipe (a coreografia tá no segundo refrão):
Putz, eu não lembrava desse “Yeah yeah, nada mal” no começo! Sensacional! Continuando a letra…
Ok! ok! Só mais uma vez…
Ando assim até o fim da street
E você me olha mais sweet
Olha a poesia… “ando assim até o fim da street” e “você me olha mais sweet”. Os rapazes do Twister são praticamente os Djavans do pop adolescente.
Os seus olhos são quase um mar
Que eu queria tanto mergulhar
Sei que isso é um drama
Que eu estou exagerando
Mas não é assim que age
quem tem esses anos?
Até eu ter coragem de dizer
Que eu quero… Que eu quero você…
Que eu quero você… Que eu quero você…
Enfim, depois de algum tempo houve troca de membros na banda, o líder Sander teve problemas ligados a drogas e a banda acabou voltando ao limbo musical. E assim termina o sucesso de uma banda que eu estive presente no momento em que chegou a ele.
Esquecidos por muitos, lembrados pelo Vida Ordinária.
E agora, quem devemos resgatar do ostracismo?










hahaha lembro muito!
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Nossa, só você pra se lembrar de coisas como essa…eu não sabia do que você estava falando até ler o refrão da música.
Essa foi uma época negra, “boy bands” como essa pipocavam por aí toda a semana e faziam mó sucesso nos programas de auditório pelo mundo.
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Eu gostava do Twister, quando tinha 7 anos, mas preferia a música “Perdi você” que não tem uma letra muito melhor que “40 graus”..
“Quando joguei, eu arrisquei
O que não havia pra jogar
Sei que eu errei, agora eu sei
E por causa deste engano
Eu paguei e fiquei só”
hauhauahuaauahuahauahuahauah
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ta bom eu gostava dessa música,mas nem lembro se eles tiveram outro sucesso relampago como a carreira deles.
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[...] o Twister e sobre 40 Graus, já tive o (des)prazer de falar antes aqui no blog. Tem até uma análise da letra, que conta com pérolas como “te vejo ali no play”, [...]