Magneto é a favor da extinção humana. Nos acha uma espécie inferior, um bando de merdas imbecis que merecem a morte imediata. Eu geralmente discordo dele, até por pertencer a essa espécie. Mas em alguns casos, a estupidez humana supera os limites aceitáveis e eu não tenho como negar: Magneto estava certo.
Sticky (grudento) por causa da combinação de chuva + suor + capas plásticas vagabundas.
Sweet aproveitando a gíria/adjetivo típico de americanos à la Ashton Kutcher, e que significa legal.
É com o nome da própria turnê que posso definir o show da Madonna, que vi há poucos instantes aqui no Rio.
Show aliás ao qual eu nem pretendia ir. Mas em cima da hora bateu uma ansiedade e curiosidade e fui arriscar. Comprei hoje mesmo os ingressos, poucas horas antes do show (e ainda consegui meia-entrada!).
E foi um espetáculo digno do preço e do nome da Rainha do Pop. Super-produção, cuidadosa e megalomaníaca, e um repertório que funcionou muito bem, mesclando músicas recentes com alguns hits clássicos da carreira da cantora mais popular da história.
Melhores momentos: Like a Prayer (melhor música dela, disparada) levando o estádio a pular muito e cantar junto; La Isla Bonita, que nem curto tanto, mas que ficou espetacular e empolgante acompanhada de um trio de bandoleiros e dançarinos mandando ver no flamenco (com direito a um sósia do Sidney Magal); You Must Love Me, de Evita, que achei que ela só fosse tocar na Argentina, e que ficou belíssima (apesar de um vergonhoso ensaio de vaias num momento em que no telão passava de relance uma bandeira argentina); e, meu momento favorito: Borderline, num arranjo totalmente rock’n'roll. Ficou foda!!!
Esses 4 foram o auge, mas Hung Up, Human Nature, Ray of Light, Vogue, Into the Gro0ve e 4 Minutes também levantaram o Maraca. Aliás, por falar em Maraca, eu devia ser o melhor partido no estádio inteiro: moreno, alto, solteiro e, aí que entra o diferencial: hetero. Mas ainda sobre o show, foi tão bom que é possível que a maioria das pessoas esqueça o leve escorregão que dona Veronica Ciccone levou por causa da chuva. Ela pode ser uma lenda viva, mas ainda não tem moral pra mandar em São Pedro.
Enfim, pra fechar o post fica abaixo o vídeo que fiz no celular. É ela interagindo com o público clamando pelo fim da chuva e, depois, pegando a sugestão de alguém da platéia para ela cantar. Acabou sendo Express Yourself. Vejam:
PS: A festa pré-show capitaneada pelo famosíssimo DJ Paul Oakenfold (sim, o da trilha de Matrix) foi bem legal.