Aqui no Rio os ciclistas contam com uma malha de ciclovias relativamente extensa, que abrange a maior parte da orla e ainda passa por outros pontos importantes da cidade. Mas não são todas as cidades que contam com esse espaço próprio e adequado para os ciclistas, o que acaba pondo em risco a segurança deles (vide a mulher que foi atropelada semana passada por um ônibus em plena Avenida Paulista), que são obrigados a dividir as vias com os demais veículos.
Para essas que pessoas que cultivam esse hábito saudável e usam a bicicleta como meio de transporte, vem essa invença simplesmente genial que vai ajudar e muito na segurança: a LightLane.
A LightLane é uma ciclovia virtual, portátil. É uma projeção luminosa (através de lasers) no chão que torna o ciclista muito mais visível para os motoristas, especialmente à noite. A Light Lane ainda é apenas um conceito e ainda não está sendo produzida comercialmente, mas vamos torcer para que ela logo esteja aí a disposição de todos os ciclistas.
Eu adoro o David Fincher. E o que mais gosto nos filmes dele é a capacidade que eles têm em me envolver. Em Se7en, eu fiquei borrado de medo. Em Zodíaco, senti a tensão o tempo todo, era como se pudesse cortar o ar com uma faca. Em Clube da Luta, nem se fala. mergulhei naquele caos.
É por isso que o fato de O Curioso Caso de Benjamin Button, seu filme mais triste e reflexivo, não ter me emocionado, acaba contando um bocado contra o longa. O filme não é ruim, longe disso. É repleto de planos belíssimos, passagens incríveis, etc. Mas no fim das contas, o tal Benjamin Button e todas as situações que ele viveu (assim como as formas como ele afetou as pessoas à sua volta) não passaram de… curiosas.
O grande problema foi o excesso. A mensagem do filme era clara: a vida é efêmera. É um longa sobre perdas. Mas ele precisava mesmo repetir isso (seja visualmente ou no roteiro mesmo, onde essa fala é repetida algumas vezes) a cada 20 segundos? Essa redundância serviu para, ao invés de reforçar o significado, tirar o efeito dele. Tornou a mensagem do filme algo banal, o que não deveria acontecer.
Enfim, um belo filme para os olhos, mas que falha em atingir a cabeça ou o coração.