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Confronto Ordinário: Anos 70 x Anos 80

Postado em : 13-01-2009 | Por : Alexandre Esposito | Em : Arte & Design, Cinema, Comportamento, Confrontos, Cultura (In)útil, Curiosidades, Humor, Música, Nostalgia

8

Se lembram quando o Vídeo Show puxava aquela vinheta e falava “Direto do Túnel do Tempo”?

Pois é, entramos nesse túnel. E fomos para duas décadas da história recente que marcaram época, principalmente pelo seu estilo. E é por isso que chegou a hora de confrontá-las aqui no Vida Ordinária. Os anos rebeldes contra a década perdida: Anos 70 x Anos 80.

70x80

1º Round (Cabelos): Black Power x Mullets

2º Round (Moda): Calça Boca-de-Sino e Salto Plataforma x Ombreiras e Polainas

3º Round (Música): Disco x Rock Farofa

4º Round (Dança nas telonas e telinhas): Os Embalos de Sábado à Noite  e Dancin’ Days x Flashdance, Dirty Dancing e Footloose

5º Round (Tribos): Hippies x New Wave

6º Round (Michael Jackson): Menino-prodígio x Rei do Pop

7º Round (Cinema): O nascimento do cinema pipoca x John Hughes

8º Round (3 Ícones): Bee Gees x Prince, Madonna e Rick Astley

Últimos confrontos:

Cães x Gatos

Sopranos x Corleones

Obama x McCain

Depois do jump, vamos agitar altas confusões com essa turma do barulho!

1º Round (Cabelos): Black Power x Mullets

blackO uso do cabelo de cogumelo mais comumente chamado de black power pelos negros começou pra valer nos anos 60, mas foi na década de 70 que ele se popularizou de ganhou o mundo. Sei lá porque, mas as pessoas pareciam gostar de parecer um microfone. E se tivesse o pentezinho enfiado como um acessório, melhor ainda.

E de fato, apesar de horroroso, o black power tinha e ainda tem um certo estilo. Mas o grande problema com ele é o inconveniente para a vida alheia.  Imagina sentar atrás de alguém assim no cinema (vale lembrar, nos anos 70 não haviam cinemas estilo stadium), ou num show. Eu sou um cara alto e gordo,  também “atrapalho” no cinema e em outras situações do tipo, e tenho que dizer, as pessoas ficam incomodadas. O olhar é quase fulminante. Como esse pessoal aguentava voluntariamente isso?

mullet-1958Por outro lado, seu concorrente, que também era feio, não tinha nada de estiloso. Aliás, não tem, porque se vocês repararem por aí, muita gente ainda usa mullets. Para quem por acaso não sabe o que é um mullet, eu explico. É aquele cortezinho curto na frente e meio comprido atrás. Tipo o que o Chitãozinho e o Xororó usavam na época.

Enfim, eu consigo entender o que leva alguém a usar black power. É por estilo, por afirmação de identidade, etc. Já um mullets? Além de feio, é imperdoável. Isso porque eu nem citei as permanentes que eram moda nos anos 80.

70’s 1 x 0 80’s

2º Round (Moda): Calça Boca-de-Sino e Salto Plataforma x Ombreiras e Polainas

moda70Eu tava aqui olhando umas fotos, lembrando de uns filmes. Enfim, dando uma vasculhada em coisas dos anos 70 pra poder falar com pelo menos um pouco de propriedade. E fiquei impressionado com uma coisa. Não importa o sexo, não importa a ocasião, não importa o lugar. Todas as pessoas naquela época só vestiam calças com boca-de-sino. Durante o dia eram de jean. Na “night” podia variar o tecido. Homem, mulher, indecisos. Era todo mundo igual. Já na parte de cima, acontecia uma parada meio estranha, o oposto do meu mundo ideal, pelo menos durante o dia. As mulheres, vejam só, usavam uma camisas fechadas, feias. Valorizavam pouco o material. Já os homens ficavam com aquela camisas de botão 2 números menor abertas até metade da barriga mostrando o peito cabeludo. Uma coisa horrorosa. Menos mal que à noite a mulherada caprichava em alguns vestido ou tops. Só não digo que levavam os homens ao delírio porque o LSD já providenciava isso antes. E elas, para dançar, não tinham muitas dúvidas. Ou eram aquelas botinhas style que vinham dos anos 60 ou os famosos salto plataforma. Sinceramente, fico impressionado com elas. Aquele troço deve ser um pedido pra mulher cair ou virar o pé. E elas usam. E não caem. Sério, eu admiro esse tipo de equilíbrio. Só pra finalizar, vale lembrar que muitos dos homens ainda usavam um chapéuzinho de aba larga, às vezes com uma pena. Hoje em dia ainda existem os caras assim. Eles atendem pelo nome de cafetão.

81_physical_98Já olhando as referências dos anos 80, não consegui achar nada de igual nos visuais. Aliás, só uma coisa: eram todos horrorosos. Desde os cabelos já citados, às ombreiras. Quem será que foi a criatura que um dia estava lá em seu atelier e pensou “ei, será que se eu colocar umas almofadinhas nos ombros dessas roupas femininas fica legal?”? E quem foi o filho da mãe que disse que ficava? Mulher de óculos enormes, permanente e roupa com ombreiras são a imagem típica da mulher trabalhadora dos anos 80. Entre os homens foi a época do boom dos yuppies, então nem era tão diferente do que se vê por aí.

Mas não podemos nos esquecer que também era a época das boates. Das danceterias. E da explosão da ginástica. Com Olivia Newton-John lançando moda, passou a ser visto como legal ir pra academias, se exercitar, etc. E qual era o acessório indispensável para a aeróbica ou para uma night dançante: as polainas.

Gostaria muito que um dia alguém me explicasse o motivo da existência das polainas. Para mim elas são meias que não cobrem os pés. Qual a utilidade delas? Estética? Não é possível que o mau gosto fosse TÃO grande.

varandaMas antes de terminar esse round, lembrei de outro acessório dessa malhação oitentista. E que também era onipresente nos rapazes que passeavam em dias ensolarados. E também nos tiozões fazendo seus churrascos na laje. E isso até hoje. O shortinho da Adidas. Ah, o shortinho da Adidas. Quem nunca teve um desses? Na foto ao lado, eu próprio, nos meus tenros 7 anos de idade, usando o meu. Aliás, nos anos 80 também tinha aquele conjuntinho de calça e agasalho da Adidas que todo mundo tinha.

Enfim, depois de tantos argumentos, pode parecer que a vitória dos anos 70 vai ser fácil. Mas vamos parar pra pensar. A moda dos anos 70 é icônica, mas em boa parte com coisas que já vinham da década anterior. Já os anos 80 foram uma ruptura. Uma ruptura com a década de 70, uma ruptura com o bom gosto. Enfim, de tão ruim, a moda oitentista foi bem mais marcante. E por isso, leva esse round.

70’s 1 x 1 80’s

3º Round (Música): Disco x Rock Farofa

STOP!

In the naaaaaaaaaaaame of looooove… before you brake my heart!

earth_wind_fire_ewfAssim cantou Diana Ross e as Supremes, um dos grupos mais populares da Disco Music, o gênero musical que dominou as pistas de dança nos anos 70. Talvez alguém mais afobado venha me criticar por me focar nesse tipo de som, e não no rock’n'roll, no psicodelismo, no punk ou outras correntes que tiveram seus ápices criativos nessa época. Mas qualé, quando a gente pensa nos anos 70 a primeira imagem que a gente vê é a do John Travolta jogando o dedinho pro alto enquanto dança Bee Gees.

Além do trio de ouro da Motown e dos três irmãos australianos de voz fina, outros grupos ajudaram a criar o fenômeno disco da década de 70. Kool and the Gang é um deles, e os caras continuam fazendo show até hoje, embora pareçam mais aqueles grupos cover bregas tipo Celebrare. Até porque essas bandas cafonas adoram tocar o maior hit do Kool… Ceeeeeeeeeelebrate good times, come on! No mesmo estilinho havia também o Earth, Wind and Fire. Só pelo nome já dá pra sacar o naipe dos caras.

Outro grupo ainda na ativa e pra lá de icônico é o Village People. Que atire a primeira pedra quem nunca dançou a coreografia de YMCA. Mas apesar do grupo de homossexuais ter conseguido uma certa afirmação entre o público GLS, nessa época a Disco Music produziu a musa máxima dos gays: Gloria Gaynor e seu I Will Survive. Ela é tão perfeita para eles que tem até Gay no nome!

Só pra não passar em branco, também foi a época do ABBA, e sua coleção de hits: Mamma Mia, Gimme Gimme, The Winner Takes It All, SuperTrouper e claro, Dancing Queen.

E claro, não podíamos esquecer deles. Do grupo de 5 irmãos que desde o fim dos anos 60 fazia o pessoal da época balançar o esqueleto, com seu caçula prodígio no vocal principal: os Jackson 5.  Mas se a gente começar a falar de Michael Jackson nesse ponto, vai começar a ser covardia… então vamos esperar mais um pouco. Aliás, ele merece um round próprio.

Mas voltando ao assunto desse round, os anos 80 foram do rock. Do metal. Do glam. Enfim, foi a década do rock farofa. Não bastava tocar rock. Tinha que ter letras melosas, cabelos armados, usar roupas ridículas e passar batom.

poison_80sbighair

Foi a década do Poison (foto acima), do Bon Jovi (Eu vou ser a água quando você estiver com sede, baby / E quando se embebedar eu vou ser o vinho), do Whitesnake (de David Coverdale, que tem cover até no nome de tanto que tenta imitar o Robert Plant), do Skid Row (Todo mundo junto: Remember yesterday, walking hand in hand / Love letters in the sand - I remember you!) , do Guns’n'Roses e do Quiet Riot. Foi a década em que o Kiss (It’s foreeeeeeeeeever, this time I know and there’s no doubt in my mind / Forever, until my life is through, girl, I’ll be loving you forever) tirou a maquiagem e a gente entendeu porque eles esconderam a cara deles por tanto tempo. E foi a década do Twisted Sister. Que saudades do Twisted Sister…

A Disco Music foi bacana e tal, mas gente como Diana Ross, os irmãos Gibbs, etc, poderiam aparecer em qualquer época da história. Sempre tem alguém atrás de música pra dançar. Mas que outra época seria tão tosca e bizarra a ponto de criar aberrações como as supracitadas dos anos 80 (mesmo que algumas fossem ótimas bandas - ou tenham se tornado)? Os anos 80 foram únicos, e suas crias anormais idem.

70’s 1 x 2 80’s

4º Round (Dança nas telonas e telinhas): Os Embalos de Sábado à Noite  e Dancin’ Days x Flashdance, Dirty Dancing e Footloose

saturday_night_fever_xl_05-film-bComo eu falei, a disco dominou as nights dos anos 70. Mas quando a febre estava prestes a passar, um filme foi responsável por um último respiro. Os Embalos de Sábado à Noite trazia John Travolta em seu terno branco como Tony Manero, que ia pras discotecas dançar no ritmo dos Bee Gees. O sucesso foi tão grande que fizeram uma sequência vergonhosa.

No Brasil, que naquela época era atrasadíssimo quanto aos modismos, o auge do “movimento” foi a novela Dancin’ Days, de Gilberto Braga. Basicamente era a disco music pasteurizada numa trama protagonizada por Sônia Braga e com As Frenéticas na trilha (Abra suas asaaaas, solte suas feeeeras… ).

Os anos 80 continuaram bastante animados e também tiveram alguns filmes onde a dança era protagonista. Flashdance, por exemplo, contava a história de uma garota metalúrgica (!) que sonhava em ser dançarina. A cena do “What a Feeling”, a do balde d’água e da audição (She’s a maaaaaaaniac) são antológicas.

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Mas Flashdance não cativou tanta gente quanto a paixão entre Patrick Swayze e a irmã do Ferris Bueller em Dirty Dancing. Baby é uma garota que durante o verão se apaixona pelo professor de dança do acampamento. É claro, o final com Time of My Life é clássico.

E pra fechar a lista dos grandes filmes de dança dos anos 80, nada melhor que citar o divertido Footloose, com Kevin Bacon no papel de um cara de cidade grande que chega num lugar onde o rock e a dança foram proibidos.

Eu podia citar também Lambada - A Dança Proibida, mas isso provavelmente atrapalharia a vitória certa deles nesse round.

70’s 1 x 3 80’s

5º Round (Tribos): Hippies x New Wave

Os hippies vêm dos anos 60, mas o auge de sua contestação contra a Guerra do Vietnã e pregação pela paz e amor foram na primeira metade dos anos 70. O amor livre, os ideais de uma nova era o uso de drogas são alguns dos elementos que ajudaram a tornar o movimento hippie uma das correntes culturais mais conhecidas até hoje, embora seus seguidores sejam cada vez mais escassos. Mas muita gente ainda respeita e tenta tirar boas lições da filosofia de vida deles. Enfim, o mundo seria um lugar mais pobre culturalmente, e certamente pior, se eles não tivessem existido.

hippies

new-waveAssim como seria um lugar menos divertido sem a galera do New Wave dos anos 80. Que foi um movimento mais puxado pro lado artístico e comportamental, com forte influência da pop art. Apesar deles terem sido bem menos influentes que o movimento hippie, as marcas que eles deixaram na moda e na música estão até hoje aí (principalmente na moda, que vive um revival daquela década). A explosão de cores, com contraste forte (como esse povo adorava botar magenta num fundo ciano, e vice versa), design quase quadrinesco, a alegria, a celebração do pop. Enfim, uma boa personificação para esse movimento seria talvez a banda B-52’s ou a Cindy Lauper. No Brasil, a Blitz.

Mas por mais que esse pessoal tenha nos feito curtir a vida, os hippies trouxeram lições para ela. E se o modo de vida deles pode parecer extremo, exagerado, pelo menos serve de contraponto a toda a violência e frieza do mundo, que também estão num ponto extremo e exagerado. Na guerra ninguém vence. Mas nesse round, os hippies ganharam.

70’s 2 x 3 80’s

6º Round (Michael Jackson): Menino-prodígio x Rei do Pop

Como eu disse antes, esse cara merece um round próprio. Afinal, foi um dos grandes ídolos das duas décadas.

Nos anos 70, ele era o menino prodígio. O mais novo de 5 irmãos em uma banda de black music, com muito R&B, disco  e swing. Os Jackson 5 conquistaram o mundo com canções como I’ll Be There, ABC, I Want You Back, The Love You Save…

O talento e o carisma do moleque eram tão evidentes que não ia demorar para ele partir para uma carreira solo. E no fim da década, ele fez isso. E aí foi sua vez de conquistar o mundo, sozinho. E dominá-lo. Mas isso já foi na década seguinte.

Nos anos 80 Michael Jackson virou o Rei do Pop. Idolatrado por multidões, bateu recordes atrás de recordes e se tornou uma lenda da música. Michael Jackson está num patamar onde poucos chegaram. Só Elvis, ele, talvez John Lennon e Frank Sinatra. E desses, é o único que ainda vive, embora numa decadência que começou nos anos 90 com a série de escândalos e bizarrices. Mas é a maior lenda viva da música.

E como não dá pra dissociar o que ele fez de uma década para outra, não dá para dizer qual foi o maior. O MJ dos anos 80 chegou ao topo. Mas foi o pequeno Michael que começou a subir as escadas pra lá. Por isso esse round vai ser empate.

70’s 3 x 4 80’s

7º Round (Cinema): O nascimento do cinema pipoca x John Hughes

starwars-posterCinéfilos, não venham me xingar. Claro, os anos 70 foram ótimos para o cinema. Era uma época em que o cinema autoral tinha uma certa força autoral. O Poderoso Chefão I e II, Operação França, Um Estranho no Ninho, Apocalypse Now, Taxi Driver, Laranja Mecânica. Enfim, foi uma época em que os melhores diretores do mundo fizeram seus melhores filmes e eles foram reconhecidos por público e crítica. Truffaut até concorreu ao Oscar!

Mas considerando que esse é um blog que sempre puxou sardinha pra cultura pop, como a gente pode ignorar os caras que chegaram e redefiniram a forma de fazer cinema para as massas? Afinal, George Lucas e Steven Spielberg fizeram os filmes mais pops da história. E tudo começou nos anos 70.

Primeiro com Tubarão, do Spielberg, primeiro filme pipoca, primeiro blockbuster. E em 77, com ele. O filme que foi mais que um filme. Que foi uma religião. Que tem seguidores fiéis até hoje pelo mundo inteiro. E que é o maior fenômeno popular que o cinema já produziu: Star Wars.

E a grande questão é que os dois são filmes bons. Mais que isso, são filmes excelentes. Se hoje em dia filmes pipocas são rasos, vazios, ruins, e estão apenas pensando no aspecto comercial, azar o dos incompetentes que estão fazendo eles e dos idiotas que estão consumindo. Spielberg e Lucas mostraram que era possível fazer um cinema bom, divertido e altamente rentável. Pena que o Lucas acabou esquecendo, mas vá lá…

E o melhor é que o cinema blockbuster que eles criaram não tirava o mérito nem o espaço para os outros filmes que dominavam na época. Spielberg é amigaço do Scorsese, George Lucas começou a carreira bancado pelo Coppola. E essas parcerias continuaram na década seguinte.

E atingiram seu ápice. Os filmes de Indiana Jones, as continuações de Star Wars (incluindo o melhor de todos, O Império Contra-Ataca), ET.

Mas por outro lado, a década de 80 também conheceu outro lado do cinema pipoca: os filmes adolescentes! Quem hoje vê American Pie, Superbad e afins, às vezes não sabe nem teve a oportunidade de ver a série que inspirou tudo isso: Porky’s. Os filmes de Porky’s deixavam os atuais no chinelo nessa questão de politicamente correto (uma invenção dos anos 90). Eram engraçados, honestos e explícitos. Numa linha mais família, haviam os filmes de aventura, como Goonies.

Só que os mais clássicos, aqueles que a gente viu mais vezes na Sessão Tarde, eram de um só diretor: John Hughes. A mente responsável por A Garota de Rosa-Shocking, Mulher Nota Mil, Gatinhas e Gatões, Clube dos Cinco (meu favorito dele) e claro, o filme-ícone de quem cresceu nos anos 80: Curtindo a Vida Adoidado. Ferris Bueller foi um modelo de vida para a maioria das pessoas que hoje tem entre 20 e poucos e 20 e muitos anos. Aliás, esse é um dos únicos filmes do Hughes que não conta com a Molly Ringwald no elenco.

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E pode parecer que, por causa de todos esses clássicos que nos acompanharam enquanto crescíamos, eu vá dar a vitória para a década de 80. Mas seria injusto. Porque, se por um lado os anos 80 produziram pipocas excelentes, não foi uma década muito boa para os filmes menos comerciais. Enquanto isso, nos anos 70 tivemos o nascimento do blockbuster, responsável pelo surgimento desses pipocas, e ainda tivemos uma série dos melhores filmes de toda a história.

70’s 4 x 4 80’s

8º Round (3 Ícones): Bee Gees x Prince, Madonna e Rick Astley

beegeesE chegamos a esse round final com um empate. Nada melhor então do que pegar alguns dos representantes mais marcantes de cada década para essa luta.

Depois de falar em Disco Music e de Embalos de Sábado à Noite, ficou fácil decidir quem era mais a cara dos anos 70.

Os irmãos Gibbs, os famosos Bee Gees, produziram alguns dos maiores hits da década, e, mais que isso, ajudaram a criar a identidade delas. E fizeram isso com música boa. Words é uma balada bonitinha. I Started a Joke é sensacional (embora a versão do Faith no More seja disparada a melhor). How Deep Is Your Love já embalou muito casalzinho apaixonado. E Fever Night foi responsável por várias pessoas dando uma de Tony Manero na pista. Mas sem dúvida o grande trunfo do trio é Stayin’ Alive. O hino dos anos 70. A melô do dedinho levantado.

Mas como eles são 3, eu tinha que equilibrar as coisas. Menos mal que os anos 80 tinham uma trinca do pop: Michael Jackson, Prince e Madonna. Só que como falar do Michael agora? Ele já teve até round próprio, que terminou empatado. Então decidi trocá-lo por um azarão: Rick Astley, o cara com aparência de fedelho e voz de tiozão.

Primeiro o Prince. Hoje em dia ele é uma figura exótica, e é o menos famoso da trinca clássica da década. Mas na época ele era quase tão famoso quanto o Michael e, vejam só, era considerado sexy, mesmo com visual andrógeno e dancinhas pra lá de afetadas. Mas bastava ele cantar Kiss ou Purple Rain e a mulherada ficava louca pra dar pra ele derretida por ele.

Madonna, nem se fala. Já protagonizou com o MJ o confronto mais popular da história desse blog e não foi a toa. A rainha do pop reina até hoje, e foi um ícone que influenciou praticamente todas as meninas daquela geração (e alguns meninos também, que coincidente gostavam de meninos). Ela foi mais do que um ídolo musical. Foi um ídolo musical e comportamental. Mudou a moda e o jeito de pensar de muita gente.

E só por isso talvez os anos 80 já levem a melhor nesse round. Afinal, os Bee Gees foram fodas em afirmar a identidade dos anos 70. Mas Madonna não só afirmou a identidade dos anos 80 como ajudou a influenciar o rumo até os anos 90.

E se isso não fosse o bastante, chega o fator Rick Astley. O menos famoso dos 3. O menos talentoso dos 3. O mais preso aos anos 80. Mas quem não foi rickrolled nesse último ano? Pois é, o patinho feio virou pop. Virou moda. Virou viral.

Os anos 80 venceriam de qualquer forma esse round, mas não dá pra evitar… esse confronto foi RICKROLLED!

70’s 4 x 5 80’s

Vitória dos Anos 80!

________________________________________

Talvez seja por causa do fato de eu ter vivido os anos 80 e nem ter visto os anos 70. Mas o fato é que a década perdida foi bem divertida. Aliás, curiosamente a década perdida é a de 80, mas a década que perdeu é a de 70.

Até o próximo confronto!

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Comentários (8)

Que emoção ver esse confronto. E mais ainda, essa vitória.

Grande época em que eu via meu irmão cabeludo (era quase uma cópia do Bon Jovi) ouvindo todos os Rocks farofas acima citados e ficava completamente encantada com tudo aquilo, com aquela geração coca-cola/cara pintada!

Sem comentar a sequëncia antológica e, que me arranca lágrimas até hoje, que começa com o Patrick Swayse, momentos antes da dança ao som de “Time of my life” falando: “Nobody put´s Baby on a corner!”. FANTÁSTICO!

[Reply]

pronto. Li.

=D

[Reply]

[...] Anos 70 x Anos 80 Cães x Gatos Sopranos x Corleones Obama x McCain Mac x PC [...]

ah, nem vem.
a década de 80 só ganhou pra você poder fazer esse trocadilho do “década perdida não perdeu”.
ahahahaha

cara, você é muito bom!

[Reply]

Meu, muito 10 esse confronto!Vc é ótimo!
maior nostalgia mesmo….
Justo eu,que me achava tão moderninha e jurava olhar somente para o futuro…
agora fico com aquele aperto ao ouvir “forever young”, “take on me” ,”boys don’t cry” , que ainda guarda com carinho o velho nintendo e seus cartuchos empoeirados,io-ios e fofolétis na estante, e hei! as polainas,ainda guardadas imagine: rosa com listras azuis!!!!!uau!
hehe!

[Reply]

[...] x Maísa Anos 70 x Anos 80 Cães x Gatos Sopranos x Corleones Obama x [...]

any updates coming ?

[Reply]

I should email you about this.

[Reply]

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