22/01
2009
Comentários em Série (15 de jan. – 21 de jan.)
Por Alexandre Esposito em TV
Lost – 5×01 – Because You Left
A estréia televisiva mais esperada do ano, e provavelmente uma das mais esperadas das história. Depois de uma 4ª temporada espetacular, Lost volta para seu penúltimo ano. E afinal, a season premiere correspondeu às expectativas?
Difícil dizer, na verdade. Esse é um episódio que tem que ser visto e pensado, repensado, questionado. Foi muita coisa junta, e muita coisa confusa. Pode ter sido genial ou uma merda, eu ainda não sei. Mas a questão é que agora estamos envolvidos numa corrente de acontecimentos interligados rumo ao final, e é impossível sair dela.
Entre os Oceanic 6, basicamente tivemos as cenas dos Sneak Peeks. Jack e Ben se preparando para partir e levar o corpo de Locke, Kate fugindo com Aaron depois que a verdade sobre a maternidade dele está próxima, Sun continuando seu contato com Widmore, iniciado no Season Finale da temporada passada, e, é claro, Sayid e Hurley prosseguindo com sua fuga, com direito a muitas mortes no caminho.
Mas é na ilha que sua mente realmente vai explodir. Os sobreviventes, como já era especulado, estão agora se movendo constantemente no tempo e só nesse episódio passam por varios períodos da Ilha. Locke presencia a queda do avião nigeriano, leva um tiro de Ethan e já em outro tempo recebe os cuidados e a ajuda de Richard. Já no grupo maior, o destaque é Farday encontrando Desmond, ainda um apertador de botões da escotilha, e mandando ele o procurar no futuro em Oxford. E é com Desmond lembrando disso que termina esse furacão que foi o primeiro episódio.
Lost – 5×02 – The Lie
Nesse premiere Lost veio não apenas com um, mas dois episódios. E nesse, o que parecia confuso no primeiro, fica ainda mais. Só que é tanta coisa foda, ou pretensamente foda, acontecendo, que simplesmente não dá para tirar os olhos da tela.
Depois que a gente vê como Jack e os outros Oceanic 6 combinaram a mentira a respeito desse tempo todo que ficaram desaparecidos., pulamos para os desdobramentos deles no futuro. Sun e Kate protagonizam a melhor cena dramática desse começo de temporada. Enquanto isso, Hurley tem que lidar com Sayid desacordado e conta com a ajuda dos pais (aliás, ele até conta toda a verdade para sua mãe). No fim, temos Jack salvando Sayid e Ben indo recrutar Hurley, que prefere se entregar à polícia do que cair em mais um mind game dele.
Mas é mais uma vez a Ilha que guarda os melhores momentos, como aquele em que os sobreviventes, agora sem nada da estrutura que montaram em 90 dias, precisam fazer fogo, arrumar comida, etc. E como se isso não fosse o bastante, começam a chover flechas de fogo neles (inclusive matando um figurante ao estilo Dr. Arzt). O grupo se dispersa e Sawyer e Juliet acabam sendo capturados pelo pessoal da Dharma.Quem os salva? John Locke.
E no fim, a cena mais mind blowing. Em Oxford, vemos a Sr. Hawkings (aquela que conversou com Desmond quando este voltou no tempo na 3 temporada), provavelmente mãe de Faraday, avisando a Ben que ele tem apenas 70 horas para levar todos para Ilha. Caso contrário, “Deus proteja a todos nós.”
A verdade é que as peças de Lost ainda vão levar mais alguns episódios para se encaixar e para finalmente descobrirmos se esse começo alucinante foi realmente espetacular ou foi apenas muito barulho por nada.
The Office – 5×12 – The Duel
Melhor episódio da temporada. Aliás, The Office, que andava irregular desde a 4ª temporada (fato agravado pela 5ª temporada e alguns deslizes – afinal, por que mandar a Holly pra longe? Os roteiristas me pareceram meio confusos e perdidos). Mas em The Duel a série volta à sua melhor forma, e mostra porque é brilhante desde a primeira cena, que mostra os funcionários da Dundler Mifflin (liderados é claro por Michael) apostando corrida perto de um radar rodoviário colocado em frente ao escritório. No episódio em si, o foco foi a traição da Angela com Dwight. Mais de 2 semanas depois de Phyllis entregar os dois na festa de Natal, Andy ainda não sabe que sua noiva anda pulando a cerca com o nosso nerd favorito. Depois de muita pressão para ela confessar, é Michael (óbvio) que conta tudo para Andy, que acaba duelando com Dwight pra ver quem fica com a contadora. Vale mencionar alguns momentos hilários, como quando Andy sarcasticamente agradece a todos por esconderem o chifre que ele estava levando e o Creed responde com um sincero “de nada”, ou quando Jim, responsável pelo escritório, começa a achar em tudo quanto é lugar, armas de Dwight, como ceifas, estrelas ninja, nunchakos. E no fim, quem perde o duelo é Angela, que fica sem o noivo e o amante.
Enquanto isso, Michael vai à matriz em Nova York para uma reunião com David Wallace, o CFO da empresa, que quer entender como a filial de Scranton é a que está indo melhor nesses tempos de crise. E aí ficamos por conta do velho show que o Steve Carrell é capaz de fazer.
Um episódio hilário do começo ao fim, como há muito tempo a série não fazia. Veja no vídeo abaixo a tal cena do Andy e do Creed e outro com Dwight falando sobre as regras que os meninos da família Schrute aprendem.
Grey’s Anatomy – 5×12 – Sympathy for the Devil
Depois de 4 anos e meio pegando o Derek, enfim Meredith conhece sua sogrinha. E para isso usa a ajuda de Izzie (relembrando seus melhores tempos), que a ajuda a ser a nora que toda mãe sonha em ter. A chegada da mãe do Derek também serve para Mark finalmente levar o esporro que precisava e começar a ver de forma diferente sua relação com Lexie. E por falar em relação, uma que está indo adiante é a do Alex com a Izzie, que finalmente resolveu dar um pé na bunda do fantasma do Denny. Pra finalizar, tivemos a Christina e seu primeiro encontro com o major Hunt. O bom do Hunt é que ele ainda é totalmente imprevisível na série, coisa que anda rara de acontecer em Grey’s.
Quanto aos casos do hospital, o foco principal ainda foram os dois de semana passada. O do garotinho que precisa de transplante e do condenado à morte interpretado por Eric Stoltz. E agora as duas histórias estão entrelaçadas, com direito a um final foda. Aliás, foi um bom episódio como um todo.
PS: Eu não sei se eles pretendem manter essa Dr. Robbins como fixa, mas gostei dela e da dinâmica que ela pode trazer à série. Agora, alguém viu o George nesse capítulo? Alguém lembra de alguma coisa que ele tenha feito? Foi praticamente um figurante de luxo…
How I Met Your Mother – 4×13 – Three Days of Snow
Durante uma tempestade de neve de 3 dias, acompanhamos 3 tramas diferentes: Ted e Barney tomando conta do McLaren’s enquanto esperam 2 universitárias com quem marcaram um encontro; Marshall tentando cumprir seus rituais de quando Lily viaja, contando com a ajuda de Robin; e Lily fazendo o mesmo.
Se a não-procura pela cara-metade de Ted continua sendo um problema, no caso desse episódio ficou em segundo plano. A única trama realmente engraçada foi a do bar, com destaque para Ted e Barney fazendo drinks (e no processo quebrando copos e garrafas) ao som de Beach Boys. Além, claro, do Bingo que o Barney criou para ele mesmo cujo objetivo é comer garotas das 25 universidades de uma lista da Playboy. Mas apesar disso, o final, que reuniu as tramas do Marshall e da Lily foi bem legal.
Não foi um ótimo episódio, mas pelo menos fez jus à série e foi bem superior ao de semana passada.
The Big Bang Theory – 2×13 – The Friendship Algorithm
Apesar de começar com uma piada absurdamente boba, ridícula e desnecessária do Sheldon quase “explodindo” porque não o deixavam terminar de falar, o episódio dessa semana de The Big Bang Theory foi relativamente divertido, e graças ao próprio Sheldon. Isso porque, por interesse em usar um computador, ele resolve ficar amigo do Kripky, e para isso desenvolve um algoritmo da amizade. Para chegar a isso, ele faz um questionário gigante para seus amigos. É justamente durante esse processo e quando ele põe em prática o algoritmo que o episódio funciona. Destaque para o momento “America’s Next Top Model”, quando ele decide que precisa eliminar um dos seus amigos e começa a falar para cada um os motivos da pessoa continuar ou não.































