A impressão que essa primeira semana de 2009 para as séries deu é de que todo mundo ainda estava meio que no clima dos feriados de fim de ano. O resultado foi episódios de medianos para fracos, com alguns bons momentos.
How I Met Your Mother – 4×12 – Benefits

Agora que estão dividindo o apartamento, Ted e Robin não param de brigar sobre a bagunça de um ou o desleixo do outro. E a forma que o ex-casal arruma para não discutir é clássica: sexo. O segredo é comprometido quando eles são flagrados por Marshall, que foi ao apartamento por não se sentir à vontade para cagar no escritório. E Barney tem que lidar com essa situação, já que está apaixonado por Robin sem que ninguém (exceto Lily) saiba. Como ele faz isso? Destruindo TVs no beco atrás do pub.
Enfim, no geral o episódio é meio bobo, tanto com a trama principal como com o lance do Marshall e seu receio de cagar no trabalho. Mas pra variar Neil Patrick Harris nos garante alguns bons momentos, como quando vai fazer terapia de grupo… na turma de jardim de infância da Lily.
No fim, Ted descobre sobre a paixão de Barney por Robin e resolve acabar com o sexo casual para não magoar o amigo.
Enfim, espero que logo a série volte aos eixos do Ted procurando pela mulher da sua vida. É mais engraçado e flui melhor. E resta torcer para esse sentimento do Barney não atrapalhar a personalidade feladaputa que tornou dele o melhor personagem da série.
The Big Bang Theory – 2×12 – The Killer Robot Instability
Talvez vocês se lembrem de alguns comentários meus sobre essa série, criticando os estereótipos, etc. Continuo achando isso, mas depois de ser convencido por alguns amigos, peguei a série para assistir desde o começo e ela realmente é boazinha. Longe de ser ótima e engraçadíssima, e não chega nem perto das melhores séries de humor atual (HIMYM e The Office). Mas é assistível. E esse episódio provou porque ela não passa disso.
Em The Killer Robot Instability, os quatro nerds criam um robô para participar de uma competição de luta entre robôs. E é nesse começo que tem o único momento realmente engraçado do episódio, quando Penny morre de susto com a criação dos seus vizinhos saltando para o corredor depois de destruir a porta.
Logo em seguida Howard tenta mais uma vez cantar a vizinha gostosa do Sheldon e Leonard e acaba levando uma esculachada de respeito e fica deprimido em casa. Sem o engenheiro do grupo, os nerds aceitam um desafio contra o robô superior feito por um colega da universidade, e obviamente perdem. Nesse meio tempo, Leonard convence Penny a se desculpar com Howard. O que ela faz, a troco de ouvir todas as histórias de frustrações do geek metido a pegador, que no final ainda tenta dar um beijo nela (retribuído com um soco na fuça).
Grey’s Anatomy – 5×11 – Wish You Were Here
Essa quinta temporada de Grey’s anda meio perdida. Mesmo com a relação mais assentada, as indecisões da Meredith a respeito do Derek enchem o saco. O George perdeu muito o destaque e a simpatia que ele tinha, e isso desde a temporada passada. Antigamente ele era o personagem amigo, gente boa e que garantia a risada nos episódios. Agora ele é só um cara irritadiço, pilhado. A Christina ainda é foda, apesar de ter ficado apagada no último episódios. A entrada do major Hunt deu novo gás pra personagem. Mas o problema maior é a Izzie e o fantasma do Denny Duquette. A Izzie foi sempre a minha preferida, junto do Alex. Mas estão cagando a personagem com essa relação dela com o fantasma.
Enfim, nesse último episódio tivemos a participação de Eric Stoltz, no papel de um prisioneiro do corredor da morte que foi ferido numa briga na cadeia e vai para o Seattle Grace. Enquanto Meredith tenta tratar ele cordialmente, Derek se mostra completamente frio e de má-vontade com o criminoso (que mais a frente conta o motivo de sua condenação – era um serial killer frio que esfaqueava mulheres), assim como Christina, que está brigada com sua melhor amiga. Essas briguinhas delas e do casal já estão ficando repetitivas.
Do outro lado do hospital, o Chefe está em crise vendo o respeito de seu hospital cair com a perda de profissionais, seja por demissão ou falecimento (no caso desse episódio, o chefe de pediatria morre), e temos que aturar a Bailey no seu pior episódio da série inteira, chata e kinda stupid.
Menos mal que temos Alex, melhor personagem da série, para carregar bem a sua trama, tanto ao lado de Izzie, que revela a ele que anda vendo o fantasma de Denny, como com o garotinho doente que quer por que quer entrar num programa que ajuda a realizar o desejo de crianças terminais (o que não era o caso dele, pelo menos até então. E no lado mais leve, Mark e Callie estão segurando muito bem o humor da série, tentando refrear seus instintos carnais (ele pela Lexie e ela pela Sadie).