“Because of food I never stray too far from the refrigerator“
É, dona Kelly Clarkson, uma mudança na letra de Because of You cairia bem no seu atual estado. Bem-vinda à turma dos gordos.
Vi essas fotos no Papel Pop, que a comparou muito bem (embora ela ainda esteja longe de chegar lá) com a Mama Cass, vocalista genial do The Mammas & The Pappas e intérprete da melhor versão de Dream a Little Dream of Me (ou, para os fãs de Lost, de Make Your Own Kind of Music, da abertura da 2ª temporada).
O curioso é que não tem nem um mês que eu estava vendo uma apresentação dela no Saturday Night Live, já cheinha, mas bem bonita.
Como ela tava no SNL eu pegava sem pensar 2 vezes
Enfim, como ela continua cantando pacas, e isso que importa, tá valendo. Mas que dá pena de ver um material tão bom sendo depredado, ah, isso dá.
PS: E por falar na Kelly Clarkson, já ouviram My Life Would Suck Without You do último álbum dela? É bem legalzinha:
PPS: Quem também acha a Allison da atual edição do American Idol parecidíssima com ela, de rosto e voz? Pena que foi eliminada no Top 4… merecia ter ido pra final com o Adam.
Volta e meia, quando alguém me vê aceitando e usando em mim mesmo o adjetivo “nerd” ou “geek”, acha estranho. Pergunta o porquê. Ainda entende a expressão como algo pejorativo.
E não há dúvidas que muita gente por aí ainda acha que é uma ofensa (ao melhor estilo dos jogadores de futebol americano do filme “A Vingança dos Nerds”), e não uma forma simples de nomear um estilo de vida.
Ou melhor, vários estilos de vida diferentes.
É isso que vocês podem ver no vídeo abaixo, onde várias pessoas mostram as diferentes formas de ser geek. Inclusive ícones do mundo geek, como o ator Samm Levine, o web-celebrity Tay Zonday e o gênio por trás da Apple Steve Wozniak. E até mesmo gente que os desinformados jamais veriam como nerd ou geek, caso do astro do basquete Shaquille O’Neal, o rapper MC Hammer e o ator Kevin Pollack.
Vejam só:
E eu gostei um bocado da definição de dicionário para o termo, que abre o vídeo:
Geek, substantivo – gíria
Uma pessoa interessada em tecnologia, especialmente computação e novas mídias…
que escolheu a concentração ao invés da conformidade;
alguém que apaixonadamente persegue a habilidade e a imaginação, e não a aceitação social mainstream.
Ou, como bem resumiu Alexandre Ottoni (vulgo Jovem Nerd) no Nerdcast 143 (acho que foi nesse, mas mesmo que tenha sido em outro, 0uçam, é absurdamente hilário e uma das melhores edições entre os mais de 150 episódios), o nerd é um curioso em sua essência, uma pessoa interessada. Que gosta de se aprofundar nos assuntos. Seja lá pelo o que for (especialmente se for fora do cotidiano).
Mas voltando à definição do vídeo, o mais curioso é justamente ver que essas pessoas que não perseguem a aceitação social (ou seja, que preservam sua individualidade e personalidade, e não necessariamente anti-sociais, como muita gente enxerga equivocadamente), por conhecerem as novas mídias, acabam sendo os introdutores dos novos meios de comunicação e interação… social!
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No fundo, no fundo, nerd, geek, whatever, são apenas rótulos, simplificações, e se prender a elas, pelo bem ou pelo mal, é idiota. O importante é manter a individualidade e entender que ser ou não geek ou nerd não é o que torna você melhor ou pior que alguém.
Mas se me chamarem de nerd ou geek, podem deixar que aceito o adjetivo com orgulho e sem ressentimentos.
E se você também é assim, aproveita para tentar se encaixar nos tipos de geeks desse pôster que é bem popular na rede:
É isso. Termina a 5ª temporada de Lost e agora só nos resta uma. Em menos de 20 episódios essa saga com 6 anos de tantas reviravoltas termina.
E depois desse Season Finale completamente embasbacante, é hora de um balanço desse penúltima temporada.
Que foi a temporada da Ciência, por assim dizer. Afinal, mergulhamos na profunda engenharia por trás de Lost e por trás da construção de tudo que vimos até aqui.
E que respondeu muita coisa, mas deixou boa parte das perguntas para trás, que serão respondidas na última temporada, que eu tenho certeza que vai ser a temporada da Fé, corroborando com essa dualidade que a série explora desde o princípio.
No último ano vamos mergulhar na mitologia da Ilha e, provavelmente, no sobrenatural. Jacob, seu nêmesis, a fumaça preta, Richard, os Outros. Neles reside a última peça para completar esse quebra-cabeça chamado Lost.
Que quanto mais se completa, mais difícil fica de ver seu desenho final.
Afinal, Lost se reinventou completamente. Em apenas um episódio, a série desconstruiu e reconstruiu boa parte dela mesma. É uma outra série. Qualquer palpite a partir de agora é um mero chute.
[Alerta de SPOILERS - Muitos detalhes da 5ª temporada nesse post]