27/05 2009
Ainda bem que Luana Piovanni não é invisível

Nessa última segunda-feira tive a oportunidade de ir à pré-estréia de A Mulher Invisível, novo filme de Cláudio Torres (do divertido Redentor), estrela pelo Selton Mello e pela Luana Piovani.

E se o filme não chega a ser mil maravilhas, pelo menos é bem divertido e funciona como uma boa comédia romântica brazuca.

Na trama, Pedro (Selton Mello) é um marido extremamente dedicado que, justamente por isso, leva um pé na bunda da esposa. A cura para a depressão pós-dispensa é Amanda (Luana Piovani), uma garota que parece ser sua alma gêmea e que passa o tempo todo de lingerie. O único problema é que ela só existe na imaginação dele.

Selton Mello está espetacular, completamente hilário como o sujeito pasional à beira da loucura. As cenas dele interagindo com o nada (achando estar com a Amanda) são impagáveis. Luana Piovani, bem, como eu disse, passa o filme todo seminua, e o diretor soube explorar cada canto dela a cada plano. Então não temos do que reclamar.

Completando o elenco, temos um Vladimir Brichta no modo automático (é engraçado, mas a gente já o viu melhor) e Fernanda Torres hilária no papel da irmã de Vitória, a outra “mulher invisível” (uma vizinha que tem uma paixão platônica por Pedro, mas em quem ele nunca havia reparado). Maria Manoella, que faz Vitória, é bonita e atua direitinho. Mas sei lá, faltou um certo carisma.

Pra finalizar, o roteiro escorrega em alguns clichês de comédias românticas americanas. Mas convenhamos, melhor cair nos clichês de lá do que nos das comédias daqui (aka Novela das Sete).

No mais, vale a ida ao cinema. É impossível não rir do Selton e da Fernanda Torres, e pra nós homens já valeria só pelas cenas da Luana.

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Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

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