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Comédia Bromântica

Postado em : 01-05-2009 | Por : Alexandre Esposito | Em : Cinema

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O título desse post acabou soando estranho, mas eu explico. É que acabei de ver “Eu te amo, cara” (I Love You, Man no original), e se eu tivesse que definir o gênero dele, provavelmente seria esse.

Afinal, ele tem todos os ingredientes de uma comédia romântica, mas não trata de uma relação amorosa, e sim de uma amizade entre dois caras (dois manos, “Bros” em inglês, daí a expressão “Bromance”).

E se a premissa já é mais promissora que a de outros filmes do gênero, no fim ele acaba não emplacando de vez e termina sendo apenas ok.

É legalzinho, mas nada mais.

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Na trama, Peter (Paul Rudd, mais famoso por papéis secundários em Friends e em filmes do Judd Apatow) pede sua namorada em casamento (Rashida Jones, de The Office), que aceita e logo sai contando a novidade para as melhores amigas. Enquanto isso, Peter não tem ninguém pra contar, e logo essa falta de amigos fica evidente. As grandes amizades de Peter são mulheres: sua mãe e as colegas de trabalho.

Vendo que isso pode prejudicar sua relação com a noiva e lembrando que precisa de um padrinho para o casamento, parte numa cruzada para arrumar um amigo homem, não tendo muito sucesso. Um é uma figura maluca, um  é um velhinho que ele conhece por um site de amizades, outro é um gay que o beija e outro, marido da melhor amiga de sua noiva, é um cretino (muito bem interpretado nessa ponta pelo Jon Favreau). Enfim, o filme por sorte não perde muito tempo nisso, já que nunca consegue ser tão engraçado quanto poderia ou pretendia.

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É justamente quando ele desiste da procura que conhece o bizarro Sidney (Jason Segel, de Freaks & Geeks e How I Met Your Mother), com quem tem uma empatia quase imediata, apesar da personalidade tão diferente dos dois. Mas as carências de cada um quanto à questão da amizade, assim como o fanatismo pelo Rush[bb], acabam tornando os dois unha e carne.

E o ponto alto do filme é justamente a atuação de Segel, que consegue fazer de Sidney uma figuraça sem se tornar uma caricatura. Ele é diferente e peculiar, sem deixar de ser um cara humano. É apenas meio sem-noção. E isso consegue tornar seu personagem e a amizade com Peter muito mais verossímil. Rashida Jones e Paul Rudd também estão ok, especialmente esse segundo nos momentos em que tenta soar cool, mas ainda assim ficam um degrau abaixo do Segel. JK Simmons nas suas poucas cenas está hilário e perfeito, mas isso já é o normal dele.

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Mas claro, uma relação tão nova e diferente para Peter acaba abalando seu convívio com a noiva. Da mesma forma que a personalidade “louca” de Sidney acabaria entrando em colapso com a sua em algum momento.

Só que, como eu já disse, tem todos os ingredientes de uma comédia romântica clássica. Inclusive os clichês e o final feliz, seja para o casal romântico como para o casal “bromântico”.

E é justamente por isso que o filme acaba não deslanchando, apesar de momenos inspirados, como a briga com Lou Ferrigno (o próprio, o Hulk do seriado) e a “caminhada dos padrinhos”.

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Vale a assistida, mas espere sair em DVD que vale mais a pena.

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