8/05
2009
Nessa noite eu sou um rock’n'roll star
Ontem tive a oportunidade de ver pela 3ª vez na vida um show da banda que costumo considerar a minha favorita: Oasis.

Claro, há momentos em que ouço mais, outros menos, em grande parte devido ao declínio criativo que a banda sofreu no começo dessa década. Mas ainda assim, é a banda que foi mais importante para a minha vida, de certa forma.
E na hora de escrever um review sobre o show de ontem, eu não pude deixar de, primeiro, voltar um pouco, para antes dessa noite de 7 de maio de 2008.
Voltar para o ano de 1996.
Eu tinha uns 13 anos e não podia ser chamado exatamente de um alienado musical (tudo bem, ainda sofria com resquícios de uma fase onde ouvia constantemente e quase que exclusivamente funk, mas quem foi pré-adolescente e adolescente em 1995 no Rio dificilmente escapou disso). Ouvia um bocado de MPB, já considerava Chico um ídolo. E já nutria uma grande simpatia pelo tão odiado e massacrado pop.

Só não era muito de rock. Não que eu não gostasse. Afinal, no ano anterior eu já tinha até ido a um show dos Rolling Stones e havia conhecido a banda que me fez virar os olhos do funk: os Mamonas Assassinas
.
Mas tirando o lado humorístico (por parte dos Mamonas) ou grandioso (dos Stones) que me tornavam uma espécie de espectador contemplativo, o rock não fazia parte da minha vida.

Até que um certo dia lá pro fim de 96 eu estava ouvindo rádio no carro do meu pai quando começa uma canção.
A introdução dela eu conhecia bem, mas o que veio depois era totalmente diferente, e eu comecei a gostar um bocado. Até que veio o refrão.
And so Sally can wait
She knows it’s too late
As we’re walking on by
Her soul slides away
“But don’t look back in anger!”
I heard you say
E ali aquela banda, seja qual fosse, me ganhou. Eventualmente descobri que se tratava do Oasis e procurei mais sobre a banda. Claro, já conhecia Wonderwall de algumas ouvidas em rádios alheias.
Meu primeiro álbum deles foi o Be Here Now e não demorou para eu comprar o debut deles, Definitely Maybe e a obra-prima máxima (What’s the Story) Morning Glory?, que contava com aquela música, a que me conquistou no carro, e que viria a se tornar minha canção preferida. Não, não minha canção preferida deles: minha canção preferida e ponto final. De todas, entre todos os artistas. Ela é Don’t Look Back in Anger.

Mas mais importante do que conhecer o Oasis e virar fã da banda, foi que eles me abriram as portas pro rock. Comecei a conhecer novas bandas motivado por aquele som, e daí foi um pulo praquele gênero se tornar parte fundamental da minha vida. Foram eles inclusive que me incentivaram a ter um primeiro contato mais fundo com a obra dos Beatles. Meu Deus, como eu vivia sem ouvir os Beatles?!
Por isso podemos dizer que o Oasis me batizou no rock.
E se em 1996 houve o batismo, a noite de ontem foi a crisma.

Mas isso merece um post próprio, que deve sair logo mais ou amanhã.









Porra, foi minha segunda banda favorita na ‘juventude’ (a primeira foi beatles).. mas de uns anos pra cá não tenho ouvido mais, sei lá pq… Mas deu dó de não ter iso ao show!
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[...] Eu esperei por mil anos pra vocês virem e me fazerem sair da minha cabeça. Ok, na verdade foram 8 anos, desde a última vez que vi um show do Oasis, no Rock in Rio 3. Antes disso havia tido o show de 1998, no mesmo local onde eu estava de volta nessa quinta-feira pra ver o show da minha banda favorita. E aqui está o review que prometi no meu outro post sobre o grupo inglês e a importância que ele teve sobre a minha vida musical. [...]
meu primeiro contato com rock foi com os beatles, depois comecei a ouvir Oasis, e como tu minha musica favorita é dont look back in anger, o começo dela me lembra muito imagine do Jonh Lennon e essa “intertextualidade musical” é muito bacana, ainda mais o estilo rock britanico muito parecido das duas bandas.
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Alexandre Esposito Reply:
November 16th, 2009 at 20:08
Na verdade não apenas é bem parecido com Imagine como é um sampler assumidamente retirado da música. O que é ótimo, porque já traz o ouvinte comum para junto da música e logo depois quebra para mostrar do que realmente aquilo se trata.
Sou louco por essa música.
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Sophia Reply:
November 16th, 2009 at 20:15
pois é, quando ouvi pela primeira vez essa musica foi uma esperiencia muito engraçada, pq por ser tão parecida com Imagine foi a musica que mais se surpreendeu no decorrer da mesma
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