9/05
2009
Onde EU jamais estive: vendo Star Trek
Nunca vi nenhum episódio da série clássica de Star Trek, nem das séries subsequentes. Idem para os 10 primeiros filmes.
Mas por algum motivo, o trailer desse reboot de Star Trek dirigido por JJ Abrams me deixou curioso, com vontade de ver. E as críticas bem positivas só serviram para reforçar isso.
Pois bem, hoje pela primeira vez mergulhei nesse universo do qual eu só conhecia as referências mais icônicas e um pouco que pesquisei pro confronto dessa semana.
E devo dizer que gostei bastante do filme.

Afinal, não havia do que não gostar. Foi uma aventura espacial como toda aventura deve ser: divertida, com uma história simples sem ser simplória, com ação na medida certa sem deixar de lado o humor e atuações que não comprometem (e em alguns casos até ajudam a impulsionar o filme).
Como eu não sou trekkie, não posso dizer sobre a fidelidade dos personagens e de alguns detalhes da mitologia de Star Trek, mas um acerto do roteiro para combater a ira dos fãs foi se basear numa trama sobre viagem no tempo e mudança da história. Ou seja, tudo pode acontecer e até quem nunca teve contato algum com a série pode se divertir.

No filme, Nero, um romulano puto da vida porque seu planeta foi pro beleléu, acaba voltando sem querer pro passado e quer vingança contra aquele que ele considera o responsável por isso: Spock. Isso inclui destruir seu planeta natal, Vulcano (aliás, não pude deixar de lembrar um pouco de outra história… planeta sendo destruído na frente de um habitante…. hm… Aalderan, alguém?). E assim que volta acaba se deparando com uma nave da Federação e a destruindo. No entanto, seu capitão interino consegue, ao custo da própria vida, salvar 800 tripulantes, inclusive sua mulher em trabalho de parto. E nessa hora tensa nasce James T. Kirk.
A partir daí somos apresentados à infância e juventude dele e de Spock. Um era o moleque rebelde que cresceu sem o pai e não aproveitava o potencial. O outro, uma mente brilhante que sofria com a dualidade da sua existência e o preconceito que sofria por ser um híbrido entre um vulcano e uma humana.
Daí o desenrolar em si, de como cada um entra na Frota Estelar, o começo da relação entre eles e como a Enterprise acaba com a configuração que todos conhecem, vale a pena vocês conferirem no cinema.

O destaque do filme sem dúvidas é Chris Pine, que cria um Kirk absolutamente carismático e verdadeiro. A gente torce por ele genuinamente.
Zachary Quinto também faz um bom trabalho como Spock, mas é sempre difícil dissociá-lo do seu Sylar de Heroes. E quando a gente fica constantemente lembrando de um personagem ruim de uma série pior ainda, é complicado aproveitar a atuação da forma que deveríamos.
Karl Urban foi para mim, o melhor do elenco depois do protagonista. E devo dizer até que seu Dr. McCoy teria sido meu personagem preferido do filme, se não fosse tão negligenciado pelo roteiro na metade final.
Zoe Saldana faz um trabalho correto como Uhura (embora tenha me parecido que tentaram aumentar a participação dela por ser a única figura feminina do filme). Sulu, Scotty e Chekov têm participações pequenas, mas bastante satisfatórias, principalmente como alívios cômicos (embora em diferentes momentos sejam essenciais para a vitória da tripulação).

E por fim vale mencionar Leonard Nimoy, o Spock clássico, que nesse filme tem uma participação crucial e é a chave para a transformação final do Kirk (e até mesmo do jovem Spock) no que ele deveria ser. Mesmo sem ter a ligação que os trekkies têm com aquele personagem e esse ator, não pude deixar de sentir um grande respeito, até mesmo reverência, aos momentos em que ele esteve em cena.

Resumindo: vale o ingresso. E muito. É um filme ótimo e divertido.
Bom o suficiente até para fazer alguém como eu ter vontade de conhecer melhor a série, coisa que os trekkies sempre me tiraram a vontade com suas chatices e esquisitices.









Se te interessar, te indico os meus 5 episódios favoritos da série clássica:
1. The balance of terror
2. Galileo seven
3. City on the edge of forever
4. Mirror mirror
5. Carbomite manouver.
A série clássica é realmente excelente, mesmo tendo demorado tanto pra aprender a gostar. É um treco bom em outro nível, sabe? Em contrapartida, acho as spin offs bem chatas, com exceção do filme First contact, que conta a vida do Zephran Cochran, o terráqueo que inventou o warp drive.
Ainda na linha nerdística plena, sugiro o filme Fanboys, sobre fãs de Star Wars. Aparecem vários conflitos engraçados envolvendo trekkies.
Ah, e é Alderaan, não Aalderan
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Alexandre Esposito Reply:
May 9th, 2009 at 20:36
Ué, superou seu nariz torcido por Fanboys?
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Que nariz torcido por fanboys?
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Alexandre Esposito Reply:
May 11th, 2009 at 22:48
Não era você que achava revoltante a trama envolver um moleque terminal desesperado pra ir ver um filme e na hora H esse filme ser o Episódio 1?
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Eu não achava revoltante, só achava o ápice do humor negro, o que é confirmado na última fala do filme
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Bem vindo ao mundo trekker. Um novo horizonte se abriu na tua vida. Vida longa e próspera.
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[...] dizer o quanto pesou o fato de eu já conhecer as personagens e tudo o mais julgando o post do Knolex lá no Vida Ordinária, acho que não é algo tão importante [...]
“Bom o suficiente até para fazer alguém como eu ter vontade de conhecer melhor a série, coisa que os trekkies sempre me tiraram a vontade com suas chatices e esquisitices.”
Isso mesmo..sou chata e esquisita com muito orgulho
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[...] 2009 realmente foi o ano da ficção-científica. Além da diversão de Star Trek, da surpresa de Distrito 9 e do fenômeno de Avatar, marcou o lançamento dessa pequena obra-prima [...]