14/06
2009
Apenas a continuação…
Ontem fiz um review sobre o ótimo Apenas o Fim e fiquei de explicar minha segunda razão para ter tido vontade de ver o filme e que aumentou ainda mais minha admiração pelo longa. Enfim, aqui vai…
Para quem não sabe, ele foi escrito e dirigido por um aluno da PUC, na época no 4º período. Com a ajuda de amigos e de muita gente que participou do projeto de graça, ele conseguiu completar seu filme e depois mostrar para uma produtora que gostou e bancou a pós-produção e distribuição. Mais do que confiança no próprio trabalho, isso mostra coragem.

E vendo esse cara conseguir algo assim me deixa com uma ponta (ou mais que isso) de inveja. Mas não inveja de “que filho da puta”, mas aquela inveja boa. Afinal, dos 10 anos de idade (a partir do exato momento em que eu estava num cinema vendo um braquiossauro ficar sobre duas patas em Jurassic Park) até os 19, o que eu mais quis na vida era fazer cinema. Até que, por alguns míseros décimos, não passei no vestibular da UFF (na época não tinha curso de cinema na PUC) e migrei pra minha segunda opção, a publicidade, na ESPM.
E não me arrependo do que aconteceu, acho que foi pra melhor e hoje não consigo me imaginar como um aluno de cinema da UFF, arrotando baboseiras pseudo-intelectuais e ideologia esquerdista superficial (na contra quem é de lá e não é assim, mas a maioria acaba caindo nesse estereótipo)
E no fim das contas o que eu faço ainda é o que sempre quis… Minha praia sempre foi escrever, contar histórias, criar, de preferência com humor. Seja roteiros de filme, de TV, música, projetos de livro e até esse blog. Sem esquecer, claro, de propaganda (e pra quem acha que é mais fácil, lembre-se: uma coisa é contar uma história em um roteiro de 200 páginas, outra é contar uma história – e ainda com poder de persuasão – em um título de 2 linhas… é um trabalho da porra).
Mas claro, ainda rola um saudosismo, uma dúvida de “como seria se eu tivesse continuado no lado do cinema”. Por isso, ver um cara “realizar o sonho” é bacana, e fica impossível de não me imaginar no lugar dele.
Até porque vocês não fazem idéia de quantos esboços de roteiros e histórias eu tenho aqui onde o foco é justamente uma relação entre um nerd e uma garota não-nerd (embora quase todos com uma pegada bem diferente da dele).
Então é muito bom ver que alguém não ficou só no esboço e botou o projeto pra frente. E no fim das contas, o resultado foi foda.
Quem sabe não é o impulso que eu precisava para tirar essas histórias do rascunho e tornar algo maior? E nem precisa ser algo para cinema ou TV. Vai que isso vira um livro, um conto ou… posts de um blog?
Vamos ver.








