Antes de qualquer outra coisa, é bom deixar claro: Transformers 2 é sim bem divertido e nele você vai ver tudo o que você quer. Ou seja, robôs se porrando.
Além de algumas piadas no meio e muito decote e perna de fora da Megan Fox.

Mas mesmo assim, essa sequência não deixa de ser um bocado inferior ao original. E por que? Por causa do roteiro.
Agora é a hora que você, leitor nerd, começa a me xingar das mais diferentes formas e, no meio dos xingamentos, diz algo mais ou menos assim: “mas isso é Transformers, o roteiro é o que menos importa, aliás, nem precisava ter roteiro, só a Megan Fox, umas piadas e muitos robôs caindo na porrada.”
E pois é, eu concordo. O roteiro de Transformers não precisa ser bom. Ou melhor, até faz mais sentido que seja ruim (embora alguns deslizes irritem, como a pergunta que não quer calar: “se o Soundwave podia parasitar no satélite americano, por que raios não fez isso nos últimos 2 anos?” ou “Se 5 Decepticons desceram ao mar, um foi morto e outro foi ressucitado, eram pra subir… 5, e não 6″).
Mas seja como for, precisa ser simples. E Transformers 2 acaba sendo uma grande (e põe grande nisso, o filme podia ter pelo menos meia-hora a menos) salada. Aliás, salada não, um risoto. Daquele entupido de coisa.
Enfim, começa marromenos assim: num mundo em que Decepticons fazem ataques ocasionais, o exército americano tem um departamento que aliado aos Autobots enfrenta e acoberta essas ameaças. E enquanto isso Sam está às voltas com sua ida para a faculdade, deixando para trás o Bumblebee e a Megan Fox. Ou seja, Sam é um idiota, certo?

E até aí tá simples. Pois é, só até aí. O resto da trama é a tal bagunça que dá voltas e voltas e que levaria um século pra eu resumir aqui.
Shia LeBeouf continua mostrando porque é o novo queridinho do Spielberg e segura as pontas como Sam novamente. Megan Fox é lindíssima, gostosa, mas continua atuando como uma porta. E nesse filme até encontrou uma rival à altura na gostosice, pena que ela tinha um (nada-)pequeno defeitinho. John Turturro volta e está espetacular, funcionando como o grande personagem de humor que o colega de quarto de Sam tenta e não consegue ser (tirando em um ou outro momento). Os militares só serviram para protagonizar o momento clássico da “caminhada do Michael Bay”¹.
Bumblebee continua foda como sempre, tanto no heroísmo como no humor. E já que comecei a falar dos robôs, hora de comentar a porrada, finalmente!
A maioria das brigas é OK, mas se no primeiro os efeitos permitiam que a gente visse lutas inimagináveis até então, a edição dessa vez fez com que simplesmente não conseguíssemos ver a luta, tirando o golpe final. Outra coisa, por que o Megatron ficou tão fracote? No primeiro filme ele sozinho porrava geral e dessa vez ele sempre tá junto do Starscream nas brigas.
Mas mais decepcionante de tudo é a luta final. A gente tá com a bunda quadrada da poltrona depois de 2 horas e meia pra finalmente ver o Optimus Prime contra o tal do Fallen e… a luta dura 10 segundos? WTF?!
No mais, Jetfire foi um personagem foda, melhor robô introduzido nesse filme (também pudera, os gêmeos Autobots eram um porre). Duca mesmo!

Se você for fã de Transformers e quiser desligar o cérebro pra rir um pouco, corra até um cinema e saia sorrindo de orelha a orelha.
Mas se não for, fuja desse filme.

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¹Não sabe do que tô falando? Todo filme do Michael Bay tem um grupo de pessoas andando em slow motion para cumprir uma missão. olha só:

Transformers 2

Bad Boys 2

Armageddon
E não achei foto, mas a cena final de A Ilha é a maior caminhada Michael Bay da história, com centenas de figurantes.