Ano passado era bem comum eu colocar umas ilusões de óticas legais por aqui. Não é a toa que um dos termos de busca que mais trouxeram visitantes ao blog seja justamente “ilusão de ótica”.
Por isso, depois de tanto tempo, nada melhor do que voltar com esse hábito, começando por essa imagem que recebi por e-mail e que deve deixar muita gente rodando, rodando, rodando como se fosse Leila Lopes no carro com a Berenice.
Bem engraçada essa compilação que o BuzzFeed fez reunindo 10 comerciais que tentam conscientizar sobre os riscos da pornografia na Internet.
Esse “sua irmã pode ser a garota da câmera” poderia ser bem pior no Brasil… quem sabe um “sua irmã pode ser a Felina”.
Irônico o nome do moleque ser Claus, né? Justamente o nome do moleque brasileiro que se filmou tentando comer a namorada e acabou ridicularizado pelo Franlitos que chamava de pau e pelas brochadas sequenciais.
O mais bizarro é que nesse caso não tem problema o cara sair navegando atrás de fotos de ninfetas, e sim de uma delas ser a filha dele.
Ok, nesse caso nem é internet, e sim pornografia impressa mesmo. Mas tudo tem um começo, uma origem. E esse comercial é tão hilário que ultrapassa as barreiras do tempo.
Olha, melhor sua filha apalpando o mouse do que aquele vizinho espinhento do outro lado da rua, né?
Ok, eu queria entender o que uma menina dançando (ou melhor, pulando) completamente vestida tem de pornografia? Eles querem impedir a putaria ou apenas coreografias mal ajambradas?
Eu vejo mais perigo num pai que fica oculto em sombras no quarto do filho do que na pornografia online.
Por que a Sarah está tão espantanda que tanta gente lê seus posts? Ela não tem um Analytics ou coisa do tipo?
MEDO. Aparentemente pornografia na Internet é a nova Coréia do Norte.
Ontem fiz um review sobre o ótimo Apenas o Fim e fiquei de explicar minha segunda razão para ter tido vontade de ver o filme e que aumentou ainda mais minha admiração pelo longa. Enfim, aqui vai…
Para quem não sabe, ele foi escrito e dirigido por um aluno da PUC, na época no 4º período. Com a ajuda de amigos e de muita gente que participou do projeto de graça, ele conseguiu completar seu filme e depois mostrar para uma produtora que gostou e bancou a pós-produção e distribuição. Mais do que confiança no próprio trabalho, isso mostra coragem.
E vendo esse cara conseguir algo assim me deixa com uma ponta (ou mais que isso) de inveja. Mas não inveja de “que filho da puta”, mas aquela inveja boa. Afinal, dos 10 anos de idade (a partir do exato momento em que eu estava num cinema vendo um braquiossauro ficar sobre duas patas em Jurassic Park) até os 19, o que eu mais quis na vida era fazer cinema. Até que, por alguns míseros décimos, não passei no vestibular da UFF (na época não tinha curso de cinema na PUC) e migrei pra minha segunda opção, a publicidade, na ESPM.
E não me arrependo do que aconteceu, acho que foi pra melhor e hoje não consigo me imaginar como um aluno de cinema da UFF, arrotando baboseiras pseudo-intelectuais e ideologia esquerdista superficial (na contra quem é de lá e não é assim, mas a maioria acaba caindo nesse estereótipo)
E no fim das contas o que eu faço ainda é o que sempre quis… Minha praia sempre foi escrever, contar histórias, criar, de preferência com humor. Seja roteiros de filme, de TV, música, projetos de livro e até esse blog. Sem esquecer, claro, de propaganda (e pra quem acha que é mais fácil, lembre-se: uma coisa é contar uma história em um roteiro de 200 páginas, outra é contar uma história – e ainda com poder de persuasão – em um título de 2 linhas… é um trabalho da porra).
Mas claro, ainda rola um saudosismo, uma dúvida de “como seria se eu tivesse continuado no lado do cinema”. Por isso, ver um cara “realizar o sonho” é bacana, e fica impossível de não me imaginar no lugar dele.
Até porque vocês não fazem idéia de quantos esboços de roteiros e histórias eu tenho aqui onde o foco é justamente uma relação entre um nerd e uma garota não-nerd (embora quase todos com uma pegada bem diferente da dele).
Então é muito bom ver que alguém não ficou só no esboço e botou o projeto pra frente. E no fim das contas, o resultado foi foda.
Quem sabe não é o impulso que eu precisava para tirar essas histórias do rascunho e tornar algo maior? E nem precisa ser algo para cinema ou TV. Vai que isso vira um livro, um conto ou… posts de um blog?
Eu não sei se aí onde você mora está fazendo o frio e o tempo ruim que está tomando conta aqui do Rio de Janeiro nos últimos dias, mas independente das condições metereológicas, qualquer domingo começa mais bonito com Gisele Bündchen, clicada pelo consagrado fotógrafo Mario Testino.
Há algum tempo eu já estava bem afim de assistir a Apenas o Fim, filme do estreante (e ainda estudante!) Matheus Souza, estrelado pelo Gregório Duvivier e pela Érika Mader. Em primeiro lugar, pelo fato de ser o primeiro filme nacional a ter um protagonista nerd. E depois por toda a história que envolveu a produção do longa.
Filmes com personagens nerds e que exploram esse universo em diálogos inteligentes e peculiares (para não dizer às vezes bizarros) não são exatamente novidade. Não digo o nerd estereotipado de um A Vingança dos Nerds (embora foda) ou de um The Big Bang Theory, mas sim aquele nerd que é real, que parece com os geeks que a gente vê, que a gente conhece ou que a gente é. Kevin Smith faz filmes assim com maestria desde o começo dos anos 90 (O Balconistaé um marco, e Barrados no Shopping é igualmente brilhante), e temos até exemplos bem recentes, como o próprio Fanboys, embora mais escrachado.
Só que todos esses são nerds americanos, então dá pra gente se identificar com eles, mas só até certo ponto. Falta nessa mistura referências brasileiras, dessa nossa geração nascida nos anos 80 e que cresceu nos 90.
E isso tudo tem em Apenas o Fim, que, por questões de limitação, se passa inteiramente (ou quase inteiramente, não sei com certeza) no campus da PUC-Rio, e até por isso pode ser considerado O Balconista brasileiro (no Nerdcast #163 inclusive, o próprio Matheus Souza fica meio sem jeito de fazer essa comparação, mas ele pode ficar tranquilo que ela é pertinente sim).
Usar a rivalidade entre Sony e Nintendo em uma discussão de casal, ou referências sobre vídeo-game, desenhos animados, brinquedos e até mesmo sobre o maior trauma da nossa geração (descobrir que a Vovó Mafalda era homem) foram usados brilhantemente.
No filme, o protagonista está sendo deixado pela namorada, que só diz que vai embora para algum lugar, sem dizer para onde e nem exatamente o porquê. Até porque isso pouco importa. O interessante é ver dois personagens interessantes e semi-opostos (ele um nerd clássico, ela uma garota com um perfil mais descolado, mas com alguns gostos em comum com ele) orquestrando esse réquiem para uma relação, relembrando os bons momentos, os maus momentos e tudo entre isso. E funciona muito bem a química entre eles. Em apenas 80 minutos de filme, você consegue enxergar ali uma relação de alguns anos.
E o grande mérito disso é o roteiro, do próprio Matheus, que sabe passear pela estranheza do momento sem deixar de explorar a personalidade de cada um dos dois. Tanto que, mesmo sendo uma separação, o que o filme mais provoca é risos, principalmente graças a Gregório Duvivier, perfeito no papel.
Se em Podecrer! ele já é responsável pela melhor atuação como um bicho-grilo e em Z.E. – Zenas Emprovisadas não deixa a desejar em comparação aos hilários Marcelo Adnet e Fernando Caruso, aqui ele se torna um nerd completamente crível.
Ou melhor, ele se torna eu (ou quase, afinal, eu não sou magro, não uso óculos e, infelizmente, não pego a Érika Mader). Nunca vi um personagem que tivesse personalidade, gostos e opiniões tão iguais às minhas.
E ao contrário do que ouvi de amigos que viram o filme no último Festival do Rio, não achei que a Érika foi mal. Sim, concordo que ela ta parecendo mais ela mesmo do que uma personagem (e não no sentido de “nem pareceu que estava atuando”), mas acho que o roteiro permitia isso, criando uma personagem que, de fato, era muito parecida com a própria.
Ah, e as duas cenas de “esbarrões” na PUC, primeiro com um amigo sem noção e depois com a garota meio hippie são disparadas as duas melhores do filme, engraçadíssimas, assim como comentário sobre Iguaba Grande no começo (embora esse só quem seja do Rio deva ver a graça).
Recomendo a todos.
E agora, sobre o segundo motivo para eu querer ver esse filme… Bem, esse review já ficou longo pra cacete, então o tal motivo eu explico num outro post, amanhã.
Vejam Apenas o Fim para permitir que ele represente apenas o começo desse tipo de filme no Brasil.
Como já virou tradição nesses anos recentes, acaba de sair o mashup dos maiores hits do ano que passou.
As 25 canções melhores rankeadas na parada da Billboard, reunidas em uma única faixa remixada pelo DJ Earworm.
E também juntas em um único clipe, que vocês veem abaixo.
Para quem se interessar, seguea lista das músicas que entraram:
Flo Rida Feat. T-Pain – Low Leona Lewis – Bleeding Love Alicia Keys- No One Lil Wayne Feat. Static Major - Lollipop Timbaland Feat. OneRepublic- Apologize Jordin Sparks & Chris Brown- No Air Sara Bareilles – Love Song Usher Feat. Young Jeezy - Love in This Club Chris Brown - With You
Chris Brown – Forever
Ray J & Yung Berg - Sexy Can I Rihanna- Take a Bow Coldplay- Viva La Vida
Katy Perry – I Kissed a Girl
T.I. – Whatever You Like Rihanna - Disturbia
Rihanna - Don’t Stop the Music Natasha Bedingfield - Pocketful of Sunshine
Chris Brown Feat. T-Pain - Kiss Kiss Ne-Yo- Closer Colbie Caillat – Bubbly Mariah Carey – Touch My Body
Madonna Feat. Justin Timberlake – 4 Minutes Pink - So What
Finger Eleven – Paralyzer
Resumindo: no ano passado só deu Chris Brown e Rihanna nas paradas americanas. Que sem graça.
Ontem foi o dia dos casais apaixonados passarem horas na fila de um restaurante e depois de finalmente serem atendidos, passarem mais algumas horas numa fila de carros para o motel.
O que eles fizeram lá dentro, todo mundo sabe bem o que é. Mas e por trás da sacanagem, o que rola?
É exatamente isso, os bastidores de um motel, que você descobre nesses 3 curtas feitos pela rede de motéis Wego, lá de Taiwan.