Nenhum português vai ter moral de reclamar das piadas sobre eles depois de Anabela:
Há marromenos um mês, o escritor e quadrinista Neil Gaiman (de Sandman, Stardust, etc, caso você seja um herege que não saiba quem é ele) disponibilizou online um conto seu: How to talk to girls at parties (em português, Como falar com garotas em festas).
Um conto que mistura o turbilhão de hormônios e incertezas da adolescência com… ficção-científica das cascudas. E ficou foda.
Inclusive ele colocou em áudio, que vocês podem fazer download clicando com o botão direito e em “Salvar link como…” no link abaixo:
How To Talk To Girls Ar Parties (audio)
O conto é tão legal que decidi pedir pro próprio Neil (um usuário assíduo do twitter) permissão para traduzir e postar aqui.

Ele não respondeu.
Ok, esperei um tempo, e pedi de novo.
Só que dessa vez antes mesmo dele poder ver o pedido, o @reinaldojlopes veio me avisar que esse texto já tem tradução, publicada na coletânea Coisas Frágeis (compre aqui), da Conrad. Ou seja, nada de tradução.
Ou pelo menos, em princípio. Porque decidi insistir mais um pouco e fiz o pedido pelo site dele.
E ele liberou:

Como a idéia é ser uma tradução não-oficial, só para facilitar o acesso de mais pessoas ao conto, aqui está.
E agora a gente espera e torce para que a Conrad não implique. Afinal, o próprio cara falou que tá na boa, né?
Então, sem mais delongas, leia logo depois do jump uma tradução de Como Falar Com Garotas Em Festas, conto de Neil Gaiman indicado ao Prêmio Hugo de 2007, com ilustrações de Jouni Koponen, aprovadas pelo próprio Neil.
“Vamos lá,” disse Vic. “Vai ser ótimo.”
“Não, não vai,” eu respondi, embora já tivesse perdido essa briga horas atrás, e eu sabia disso.
“Vai ser demais,” disse Vic, pela centésima vez. “Garotas! Garotas! Garotas!” Ele sorriu com dentes brancos.
Nós dois estudávamos em uma escola só para rapazes no sul de Londres. E embora fosse uma mentira dizer que não tínhamos experiência nenhuma com garotas – Vic parecia ter tido várias namoradas, enquanto eu havia beijado três amigas da minha irmã – seria, creio eu, perfeitamente verdadeiro dizer que nós dois só conversávamos, interagíamos e realmente conseguíamos nos relacionar, basicamente, com outros garotos. Bem, pelo menos eu. É complicado falar por outra pessoa, e eu não vejo Vic faz 30 anos. E não tenho certeza se eu saberia o que dizer a ele agora se o visse.
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