Depois de falar de burrice no post anterior, vamos para algo que pode ter efeitos similares: a falta de atenção. É um vídeo que eu recebi ontem de várias pessoas e, mesmo só sendo compreensível pra quem lê em inglês, valia muito a pena postar.
A história é a seguinte: o sujeito foi para um mochilão de 2 semanas na Europa e sua namorada avoada simplesmente não prestou atenção a esse fato sobre o qual ele falava.
Resultado? Quando ele foi, ela não sabia, e começou a enviar diariamente e-mails para ele.
É hilário acompanhar as mudanças de reação dela, do estranhamento à tristeza, da tristeza ao ódio, e depois à vingança, ao arrependimento, ao ódio de novo, até o desespero.
Enfim, essa série de e-mails é basicamente um resumo de como é sempre bom ter cuidado com as flutuações de humor das mulheres.
E vale a pena aprender com as duas conclusões do sujeito no fim do vídeo:
Um dos vídeos mais famosos da internet certamente é aquele feito por um programa humorístico que saiu às ruas dos EUA para fazer perguntas de cultura geral ao povo americano.
As respostas, em sua maioria, eram absolutamente estúpidas.
Se você andou passeando pela Lua nos últimos anos e nunca viu tal vídeo, olha só ele aqui embaixo, com legendas em português:
Pois bem, é natural ver respostas imbecis, uma vez que a maioria das pessoas lá é… bem, imbecil.
Mas daí passei a ouvir também muita gente usar esse vídeo para argumentar que o americano é mais idiota que o resto do mundo.
E… será que é mesmo?
Pois bem, dessa vez alguns brasileiros resolveram reeditar a experiência, mas por aqui, nas ruas do centro de Porto Alegre.
E olha só o resultado:
Pois é, igualmente imbecis…
O que isso conclui? Nada.
Ou melhor: conclui, no mínimo, que não dá pra se basear em um vídeo (que é algo editável, vale lembrar) para traçar qualquer afirmação sobre o nível de cultura (dispenso discussões sobre o verdadeiro significado de cultura, aqui estamos falando do uso raso e de senso comum do termo) e informação de uma nação.
Mas querem saber o que eu acho mesmo? Que no fim das contas, o mundo todo é formado por uma cambada de Homer Simpsons mesmo, só que ninguém gosta de admitir.
Mas achei o vídeo brazuca uma iniciativa legal e pensei que valia a pena a reflexão.
Um dos riffs mais clássicos da história do rock e maior sucesso da longa carreira de uma das maiores bandas de todos os tempos.
Satisfaction é a música mais conhecida dos Rolling Stones, e não é à toa que desde os anos 60 recebe vários covers e versões, que agora estão reunidas em mais um Baú dos Covers.
Nada melhor que antes conferior o original, com Mick Jagger, Keith Richards e cia mandando ver no seu maior hit:
Pra começar, vamos para 1966 e ver essa versão cheia de swing do mestre Otis Redding:
A Rainha do Soul também se encontrou com o hit do Stones um ano depois, e sua versão para o hit é tão foda que até parece que a música é dela. Olha como Aretha Franklin e sua Satisfaction são sensacionais:
Na década seguinte foi a vez do new wave do Devoser responsável por mais um cover da música. É um tanto quanto, hmmm, diferente:
Eu não curto tanto essa versão do Devo, mas outra bem diferente da original que achei excelente é a próxima. E pelo visto Mick Jagger concorda comigo, já que elegeu essa a melhor versão de Satisfaction depois da dos Stones.
É de um tal de Johnatan King, que admito nunca ter ouvido falar antes, de 1974:
Continuando na gama de covers que fogem bem do original, tem esse do The Residents, que pra mim ganha fácil como o pior de todos. É só barulho:
E para se desintoxicar disso, nada como ouvir Björk e PJ Harvey salvando à sua maneira do hit dos Stones:
Outra cantora bem famosa que tem uma versão de Satisfaction é… Britney Spears.
Isso mesmo, ela cantou o clássico antes da sua apresentação de Oops I Did It Again no VMA de 2000. Heresia? Pode ser, mas podia ter ficado pior:
Pelo menos teve o strip, né?
E na fase pré-loucura e pré-gordura.
E pra fechar, que tal uma versão abrasileirada? O Samba de Rainha cantou Satisfaction em ritmo de, duh, samba:
Para quem trabalha com publicidade ou qualquer outro trabalho que envolva criatividade, está chegando um documentário que promete ser, no mínimo, interessantíssimo.
Lemonade Movie é um filme que, a partir das mais de 70 mil demissões de criativos de agências nesse período de crise, mostra como a vida de alguns desses se transformou e de como eles passaram a usar a criatividade deles para seguir novos rumos e cuidar da vida.