Magneto é a favor da extinção humana. Nos acha uma espécie inferior, um bando de merdas imbecis que merecem a morte imediata. Eu geralmente discordo dele, até por pertencer a essa espécie. Mas em alguns casos, a estupidez humana supera os limites aceitáveis e eu não tenho como negar: Magneto estava certo.
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Até a hora da vitória pode representar um momento de derrota na vida.
Que o diga essa idiota depois de fazer um strike, estragando tudo com sua burrice:
This Is It é um filme fundamental. Indispensável para qualquer um, embora tenha um valor especial maior para os fãs de Michael Jackson.
As filmagens que geraram o documentário de Kenny Ortega (que era o diretor do concerto homônimo que MJ apresentaria durante 50 noites em Londres) só foram captadas para o arquivo pessoal de Michael, e se não fosse sua triste morte, nunca teríamos tido acesso a esse material.
O que é irônico, uma vez que This Is It é a peça que faltava para completar o quebra-cabeça chamado Michael Jackson. A última face que restava para vermos.
Um conhecido meu disse essa semana que tinha certeza de que esse filme seria apenas “mais do mesmo”. Ele não poderia estar mais errado. This Is It é tudo, menos algo que a gente viu.
Não é sobre a carreira dele, sobre o menino prodígio que virou Rei do Pop. Não é sobre as polêmicas da vida pessoal, as bizarrices que viraram temas de piadas e deboches.
E não é um exercício de adoração à imagem dele, embora essa exaltação acabe vindo à tona pela nossa parte, como público, muitas vezes representados pelos dançarinos assistindo ao cantor no palco em delírio. E ela vem porque temos a chance de ver a construção do mito Michael Jackson no dia-a-dia. Uma mistura de muito talento com muito trabalho.
Pra quem não é fã do MJ, vale a pena pra ver o que é profissionalismo, perfeccionismo, mas com modéstia. Ele pede pro baixista “funkear” mais uma canção, mas pede isso com educação, deixando claro o que quer e porque quer aquilo. Quando quer um teclado menos apressado, metaforiza dizendo que quer como “se fosse arrastando para fora da cama”. E é impressionante como cada mudança que ele pede surte um efeito imediato no resultado da música ensaiada. É aí que entra a parte do talento.
E um talento que não se entrega. Logo depois de avisar pra equipe que estava poupando a voz, para ninguém estranhar, em seguida ele encerra o (extraordinário!) momento de I’ll Be There cantando lindamente. E na música seguinte se entrega nas notas mais difíceis em um dueto com uma das backing vocals, a ponto de no fim ele se censurar por ter se deixado levar pelo momento e dizendo que não podia ainda ir tão longe com a voz.
Pros fãs, além das músicas e do saudosismo por um show que nunca aconteceu, fica a emoção de ver o porquê de todo aquele detalhismo do ídolo: ele apenas quer que as músicas fiquem o mais próximo possível do que os fãs conhecem, porque é assim que eles passaram a amar cada uma delas. O caso mais flagrante é em The Way You Make Me Feel, a que teve mais problemas e ajustes até chegar na forma que Michael queria para seus fãs.
Por não ter sido pensado originalmente como filme, This Is It tem alguns problemas de ritmo lá para o final, mas aí a limitação (perdoável) de Kenny Ortega é compensada por Michael Jackson, já que era hora de Billie Jean. MJ e sua melhor canção são tão hipnotizantes que ninguém vai notar problemas de direção. Até porque ela também tem muitos acertos, como abrir o filme com entrevistas com os dançarinos no dia de suas audições. Ali temos gente comum prestes a fazer um teste de emprego para a pessoa que os inspirou, e a emoção e ansiedade de cada um é a arrancada perfeita pra mergulharmos nessa experiência criativa de um mega-show.
E essa compreensão maior do que havia por trás do fenômeno Michael Jackson só torna ainda mais impressionante e admirável a imagem do artista que ele foi. Recomendo e muito.
Como cada votante da revista tinha direito a indicar 30, resolvi fazer, como prometido, a lista do Vida Ordinária com esse número também.
Então fiquem com o nosso ranking e digam o que acham:
As 30 Maiores Músicas Brasileiras (pelo Vida Ordinária)
30 – Fio Maravilha
Pode parecer estranho um tricolor colocar num ranking desses uma música que fala de um gol do Flamengo. Mas a canção de Jorge Ben sobre o folclórico jogador rubro-negro (uma espécie de Obina da época) evoca tudo que um torcedor de futebol gosta. Da tensão da jogada à emoção do gol. E é empolgante pra caramba.
29 – Tristeza
Quem diria que uma das maiores odes à alegria se chama justamente… tristeza. A melodia, uma das mais lindas da música nacional, ajuda a fazer exatamente o que a letra diz: levar a tristeza embora.
28 – Mas Que Nada
Eu odeio a expressão “brasilidade”, mas no caso de Mas Que Nada, acho que se encaixa perfeitamente. O samba de Jorge Ben exprime toda a autenticidade, simpatia, bom humor e animação da nossa gente.
27 – Eu Preciso Dizer Que Te Amo
Essa é sensacional não só pela excepcional letra, mas também pela gravação que também passa toda a atmosfera intimista (ou mais que isso: íntima mesmo). Gravador simples, vozes baixas e procurando ser claras, violãozinho pra acompanhar. Uma verdadeira pérola de Cazuza, Dé e Bebel Gilberto.
E no filme Cazuza até recriaram a cena da composição (embora não seja exatamente a da gravação clássica, onde ouvimos a Bebel pedindo ao pai João Gilberto pra ficar quieto):
26 – Você
Pra muita gente Primavera é a grande gravação de Tim Maia, provavelmente a maior voz que esse país já viu. Mas pra mim, nada supera Você. Com seu começo sutil, quase sussurrado, depressivo, a música de repente cresce com toda a potência daquela voz e daquilo que o velho síndico tinha a dizer.
25 – Exagerado
O rock não tem limites, é desregrado, exagerado? Então Cazuza leva isso ao pé da letra até na hora de fazer uma declaração de amor que tem toda a energia típica do maior poeta do rock brasileiro.
24 – Rancho Fundo
Aposto que aqui vai ter muita gente chiando, torcendo o nariz ao lembrar das várias versões sertanejas que esse clássico já teve, especialmente a de Chitãozinho e Xororó. Mas a verdade é que essa música é a grande ode à vida no campo e ao bucolismo dela. E também fala de saudade, de nostalgia… enfim, é uma verdadeira poesia.
Olha só que beleza essa gravação que o João Gilberto fez dela em 1983:
Curiosamente o rancho que inspirou essa música é do avô de um amigo meu.
23 – Foi um rio que passou em minha vida
Aqui no Rio é quase instintivo torcer pra uma Escola de Samba. Tenho amigos que nem sequer gostam de Carnaval, mas que se eu perguntar pra qual Escola torce, responde meio que de bate-pronto. E mesmo sendo mangueirense de nascença, não consigo não me empolgar com a declaração que Paulinho da Viola faz à sua Portela e que consegue ser melhor do que a de muita gente para a pessoa amada.
22 – Eu Sei Que Vou Te Amar
Se a Inglaterra pode se orgulhar da parceria Lennon e McCartney, o Brasil não deve em nada com Tom Jobim e Vinícius de Moraes. E se no Soneto do Amor Eterno o próprio poetinha já dizia “que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure”, em Eu Sei Que Vou Te Amar ele e Tom unem forças para deixar essa idéia do amor eterno ainda mais forte.
21 – Baby
Eu sei que isso pode parecer uma heresia, mas no geral a voz da Gal Costa me irrita. É algo pessoal, entendam, mas não consigo evitar. Exceto em raros casos. Como em Baby, onde ela abre mão dos exageros para abraçar a suavidade da melodia e da ótima letra de Caetano Veloso.
20 – Disparada
“Prepare o seu coração… pras coisas que eu vou contar…”
É nesse tom épico que Jair Rodrigues, sem sombra de dúvidas um dos maiores nomes da música brasileira, nos recebe em Disparada. E sua força de intérprete ajuda a transformar essa canção incrível em uma das maiores obras da MPB, alternando os momentos de grandiosidade com os de mais energia.
A sua apresentação no Festival de 1966 que eu já havia colocado no post com a lista da Rolling Stone é absolutamente arrepiante:
19 – Que Tudo Vá Pro Inferno
Nos anos 60 e 70 o Brasil vivia uma época conturbada politicamente e, por conta disso, tinha uma forte participação dos músicos no engajamento através de letras críticas. E isso acabava refletindo contra artistas que não faziam música de protesto. Principalmente os da Jovem Guarda, bem subestimados por muita gente.
E ignorar o valor da Jovem Guarda é deixar de lado verdadeiras obras-primas como essa do Roberto Carlos. Quem nunca se pegou dançando como bobo em alguma festa ao som dos versos “Quero que você me aqueça nesse inverno e que tudo mais vá pro inferno”?
18 – Para Não Dizer Que Não Falei das Flores
Ok, já que falei em canções de protesto, tai a mais icônica de todas elas. Esse verdadeiro hino pela liberdade convocava todos a tomarem uma atitude contra a situação política do país: “Vem, vamos embora, que esperar não é fazer. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”
Geraldo Vandré acabou perseguido pelos militares e jamais foi o mesmo, mas sua obra-prima permaneceu na memória e na ideologia de muita gente.
17 – País Tropical
O hino não-oficial do Brasil, é no fundo muito mais patriota que a Aquarela do Brasil, por exemplo. Afinal, não se preocupa apenas em exaltar o que nosso país tem de bom, mas em fazer isso do jeito que o brasileiro é e do jeito que o brasileiro gosta: com samba e suingue. Em um pot-pourri com Taj Mahal e Fio Maravilha então, é imbatível.
16 – O Bêbado e a Equilibrista
Se a canção de João Bosco já é excelente, Elis Regina no seu vocal mais inspirado só ajudam mais. Ela traduz toda a vibração e a dor guardada à espera do retorno dos exilados da ditadura.
15 – Carinhoso
“Meu coração, não sei porque, bate feliz, quando te vê”. O amor é simples, não precisa de joguinhos. Pixinguinha percebeu isso e fez essa pérola da música nacional, onde diz o que sente diretamente, sem rodeios, apenas decorando melodicamente com seu saxofone.
14 – As Rosas Não Falam
Quem diria: um dos maiores poetas que o Brasil já teve era favelado e sem estudos. E tem gente que ainda acha que não existem gênios. Mas existem sim, e Cartola foi um.
“Queixo-me às rosas/ Mas que bobagem!/ As rosas não falam… / Simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”.
Olha, não sei a quantas tava o namoro dele com a Dona Zica quando ele compôs isso, mas aposto que depois de fazer uma serenata tocando essa música ele conseguiu… hmm… como dizer… “regar” a “rosa” dela.
13 – Samba do Avião
Acho que colocar o Samba do Avião na lista está diretamente relacionado ao fato de eu ser um carioca. E ainda mais ao fato de, por 2 anos, eu ter sido um carioca vivendo longe do Rio. Afinal, eu entendo perfeitamente o que Tom quis dizer com “Minha alma canta / Vejo o Rio de Janeiro / Estou morrendo de saudades…”. Se o Rio é a cara do Brasil, o Samba do Avião é a cara do Rio.
12 – Balada do Louco
O piano entra, e só ele já basta. “Dizem que sou louco, por pensar assim. Se eu sou muito louco por eu ser feliz, mais louco é quem me diz e não é feliz.”
Não sei o que no que o Arnaldo Baptista e a Rita Lee estavam pensando quando compuseram essa música e qual o sentido real dela. Mas até hoje se encaixa como uma luva para todos aqueles que são autênticos e que têm personalidade. Que seguem suas vontades para serem felizes, independente do que as pessoas pensam.
E quem vai ser louco de dizer que estão errados?
11 – Gita
A melhor canção do Raulzito é para mim meio que uma síntese de toda a loucura e energia que ele trouxe pro rock brasileiro, com toda a grandiosidade que o gênero merece.
10 – Preta Pretinha
Os Novos Baianos são geniais, e claro que tinha que ter alguma coisa deles em uma das primeiras colocações. E se a gente idolatra os Ramones que faziam música boa com três acordes, presta atenção nisso: Preta Pretinha tem apenas dois!
9 – Nem Vem Que Não Tem
Se nos EUA ninguém tinha mais suingue que Marvin Gaye, podemos dizer que Wilson Simonal era o Marvin Gaye brasileiro. Mas em vez de suingue, o papo aqui é ginga, coisa de malandro. Quer coisa mais malandra que começar a música mandando uma risada emendada de um “Vamos voltar à pilantragem”? E depois os amigos bebuns no fundo comemorando animados?
No mais, “Não vem de garfo que hoje é dia de sopa” é o melhor verso da história da música nacional.
8 – As Curvas da Estrada de Santos
Um cara leva um pé na bunda, fica putaço e resolve andar como um louco em uma estrada. Emo? Playboy de merda? Porra nenhuma! Esse cara é Roberto Carlos, e seu desespero amoroso resultado na melhor música do cantor mais popular do país (e compositor dos mais subestimados pelo pessoal mais novo!).
7 – O Mundo É um Moinho
Olha Cartola de novo. Se o poeta da Mangueira antes apareceu com uma declaração de amor, agora é vez dele usar a melancolia pra convencer seu amor a ficar. Uma visão triste sobre a vida e os amores, mas absurdamente linda.
6 – O Tempo Não Pára
Cazuza tem uma ótima gravação de O Mundo É um Moinho, mas seu repertório próprio é tão rico quanto o do mestre Cartola, e O Tempo Não Pára é a prova disso. Um verdadeiro desabafo, um grito sobre a vontade de tomar atitudes e viver a vida, feitos e cantados por alguém que sabia que não tinha muito tempo para isso. Só que a tristeza e a melancolia que isso poderia remeter ficam de lado, dando espaço para a energia e para… a vida.
5 – Apesar de Você
“É proibido proibir”, “Vem, vamos embora”. As canções de protesto tinham uma certa tendência a serem diretas nos anos 60 e 70.
Mas Chico Buarque introduziu, ou pelo menos popularizou, uma fina ironia que gerou letras magníficas, como essa, onde ele enche todas as acusações de tons educados. É quase uma ameaça precedida de um “por favor”. E ainda por cima, otimista! Por isso mesmo, mais voraz que qualquer grito.
Essa versão da Maria Bethânia é ótima:
4 – Alegria, Alegria
Criticar a ditadura com uma paródia animadinha, Caetano? “Eu vou, por que não?”
Praticamente um hino à juventude, principalmente àquela que faz uso do frescor da idade e do vigor para manter vivo aquele velho sonho de “mudar o mundo”.
3 – Como Nossos Pais
Se Alegria, Alegria é sobre juventude, Como Nossos Pais é sobre o amadurecimento e, ao mesmo tempo, a capacidade de aceitarmos o novo. Um problema que nós temos atualmente, se vocês pararem pra pensar, em um sentido superficial pelo menos. Quem aqui não acha que a música, a TV e o cinema da atualidade são um lixo perto do que a gente tinha na infância?
Pois bem, “é você (ou melhor, somos NÓS) que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”.
Na voz da Elis, essa canção do ex-sumido Belchior ganha uma força quase épica. Espetacular.
2 – Chega de Saudade
A música mais importante do Brasil. Simples assim.
Por que? Bem, além de ser o marco do surgimento da Bossa Nova, é a obra-prima máxima de Tom Jobim e Vinícius de Moraes como compositores, tendo acrescida a si a técnica de João Gilberto, tanto na maneira de tocar o violão como de cantar.
Com Chega de Saudade, a música brasileira ganhou conhecimento e respeito internacional. Ela saiu da adolescência metendo o pé na porta. Depois da Bossa Nova, a música brasileira foi outra. E a Bossa Nova deve muito a essa canção.
1 – O Que É, O Que É?
Ok, muita gente acha Gonzaguinha over. E tecnicamente nem sei o que acham dessa música. Mas como toda lista é uma coisa pessoal, vou ligar o foda-se pro que as pessoas acham. Afinal, sempre que O Que É, O Que É? começa a tocar, eu vejo ao redor, quase em uníssono as pessoas cantarolarem. Isso sem falar na verdadeira coreografia formada involuntariamente pelos pés se mexendo os pelas mãos dando batidinhas nas coxas.
E isso tudo para uma música sobre a vida. Sobre o que ela é. E o refrão, que todo mundo sabe e que todo mundo conta, é uma verdadeira lição de otimismo e de como abraçar a vida:
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita…
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Então? Qual a melhor lista: a minha ou a da Rolling Stone? Ehehehe
E pra vocês, quais são as maiores músicas brasileiras já feitas?
Já aviso que comentários citando NX Zero e Fresno serão devidamente avacalhados.
Uma coisa que muitos leitores do Vida Ordinária não sabem, é que também escrevo como colaborador no blog Apaixonados por Séries.
E além de cuidar dos reviews de The Office e (a partir de semana que vem) de The Big Bang Theory, escrevi por lá também um ranking com os melhores episódios da história de Lost, com direito a um ou dois parágrafos sobre cada um desses episódios (confesso que nos primeiros colocados foi complicado e tive que escrever mais).
Dá só uma espiada:
Janeiro vem se aproximando, e junto dele, a sexta e derradeira temporada de Lost. E se os 18 episódios que vêm pela frente nos deixam cheios de ansiedade, que tal a gente relembrar os melhores 18 episódios que já passaram e que ficaram marcados:
Há 3 anos no Brasil, a revista Rolling Stone tem se consolidado como a melhor publicação sobre música, entretenimento e cultura pop em geral no país (pelo menos enquanto a Billboard – que vem aí! – não chega).
E a edição desse mês teve como matéria principal uma lista com as 100 Maiores Músicas Brasileiras.
Lista eclética, sem preconceitos e que, salvo as controvérsias que TODA lista traz, é muito boa.
O curioso é que, mesmo sendo uma revista de pop e rock, no ranking só aparecem músicas de um desses gêneros a partir do 7º lugar, que ficou com Panis Et Circenses d’Os Mutantes (sendo que depois só reaparece a partir do 16º lugar de Raul Seixas com sua Ouro de Tolo.
Mas isso não é negativo não! A música brasileira é tão boa e tão rica, que mesmo o sujeito mais roqueiro do mundo não discutiria de uma lista encabeçada por Chico Buarque, Tom Jobim e Pixinguinha.
Só que acabei ficando com vontade de fazer minha própria lista. E como os jurados da revista tiveram que indicar apenas 30 nos seus votos, vou fazer igual. Por isso, seguem abaixo ambas: as 100 Maiores Músicas Brasileiras pela Rolling Stone e as 30 Melhores Músicas Brasileiras pelo Vida Ordinária.
90 – 2001 (Os Mutantes)
89 – A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho)
88 – Sá Marina (Wilson Simonal)
87 – Meu Mundo e Nada Mais (Guilherme Arantes)
86 – Nervos de Aço (Paulinho da Viola)
85 – O Barquinho (Maysa)
84 – Rosa (Orlando Silva)
83 – Ideologia (Cazuza)
82 – Sossego (Tim Maia)
81 – Que País É Este? (Legião Urbana)
80 – Vapor Barato (Gal Costa)
79 – Maria Fumaça (Banda Black Rio)
78 – Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento)
77 – Insensatez (Tom Jobim)
76 – Samba de Verão (Marcos Valle)
75 – Foi um Rio Que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola)
74 – Sentado à Beira do Caminho (Erasmo Carlos)
73 – Wave (Tom Jobim)
72 – Gita (Raul Seixas)
71 – Como Uma Onda (Lulu Santos)
70 – Ronda (Inezita Barroso)
69 – Rosa de Hiroshima (Secos & Molhados)
68 – Comida (Titãs)
67 – A Banda (Nara Leão)
66 – Clube na Esquina nº2 (Milton Nascimento)
65 – BR-3 (Toni Tornado)
64 – As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos)
63 – Alagados (Paralamas do Sucesso)
62 – Luar do Sertão (Luiz Gonzaga)
61 – Chão de Estrelas (Silvio Caldas)
60 – Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Hyldon)
59 – Minha Namorada (Carlos Lyra)
58 – Apesar de Você (Chico Buarque)
57 – Conversa de Botequim (Noel Rosa)
56 – A Lua e Eu (Cassiano)
55 – Balada do Louco (Os Mutantes)
54 – Sabiá (Cynara e Cybele)
53 – Brasileirinho (Waldir Azevedo)
52 – Diário de um Detento (Racionais MC’s)
51 – Disparada (Jair Rodrigues)
50 – Ando Meio Desligado (Os Mutantes)
49 – Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben)
48 – Maracatu Atômico (Chico Science & Nação Zumbi)
47 – Me Chama (Lobão e os Ronaldos)
46 – Ponteio (Edu Lobo e Marília Medalha)
45 – Carcará (Maria Bethânia)
44 – Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
43 – Como Nossos Pais (Elis Regina)
42 – Sampa (Caetano Veloso)
41 – Manhã de Carnaval (Luis Bonfá)
40 – Sangue Latino (Secos & Molhados)
39 – Metamorfose Ambulante (Raul Seixas)
38 – Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (Sérgio Sampaio)
37 – Primavera (Tim Maia)
36 – O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina)
35 – Trem Azul (Lô Borges)
34 – Brasil Pandeiro (Novos Baianos)
33 – Pérola Negra (Luiz Melodia)
32 – Ovelha Negra (Rita Lee)
31 – Travessia (Milton Nascimento)
30 – Baby (Gal Costa)
29 – Nanã – Coisa Número 5 (Moacir Santos)
28 – Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Geraldo Vandré)
27 – Garota de Ipanema (Pery Ribeiro)
26 – Roda Viva (Chico Buarque e MPB4)
25 – País Tropical (Wilson Simonal)
24 – Eu Sei Que Vou Te Amar (Vinícius de Moraes)
23 – Inútil (Ultraje a Rigor)
22 – Da Lama ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi)
21 – Tropicália (Caetano Veloso)
20 – Preta Pretinha (Novos Baianos)
19 – Quero Que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos)
18 – Sinal Fechado (Chico Buarque)
17 – O Mundo É um Moinho (Cartola)
16 – Ouro de Tolo (Raul Seixas)
15 – Trem das Onze (Demônios da Garoa)
14 – Desafinado (João Gilberto)
13 – As Rosas Não Falam (Cartola)
12 – Aquarela do Brasil (Francisco Alves)
11 – Domingo no Parque (Gilberto Gil e Os Mutantes)
10 – Alegria, Alegria (Caetano Veloso)
9 – Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
8 – Detalhes (Roberto Carlos)
7 – Panis et Circenses (Os Mutantes)
6 – Chega de Saudade (João Gilberto)
5 – Mas Que Nada (Jorge Ben)
4 – Asa Branca (Luiz Gonzaga)
3 – Carinhoso (Pixinguinha)
2 – Águas de Março (Elis Regina e Tom Jobim)
1 – Construção (Chico Buarque)
Vale lembrar que entre parênteses estão os intérpretes, e não os compositores.
E a matéria está bem completa, com textinhos sobre todas as 100 músicas. Vale muito a pena comprar pra ler e ter.
Mas enquanto você não vai à banca, dá pra ouvir as 10 primeiras colocadas no site da edição.
Mas agora é hora de botar o meu na reta… Só que isso só em um outro post ainda hoje.