31/10 2009
Magneto estava certo (parte 57)

Relembrando a explicação dessa seção:

Magneto é a favor da extinção humana. Nos acha uma espécie inferior, um bando de merdas imbecis que merecem a morte imediata. Eu geralmente discordo dele, até por pertencer a essa espécie. Mas em alguns casos, a estupidez humana supera os limites aceitáveis e eu não tenho como negar: Magneto estava certo.
____________________________

Até a hora da vitória pode representar um momento de derrota na vida.

Que o diga essa idiota depois de fazer um strike, estragando tudo com sua burrice:

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31/10 2009
Michael Jackson pelo buraco da fechadura

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This Is It é um filme fundamental. Indispensável para qualquer um, embora tenha um valor especial maior para os fãs de Michael Jackson[bb].

As filmagens que geraram o documentário de Kenny Ortega (que era o diretor do concerto homônimo que MJ apresentaria durante 50 noites em Londres) só foram captadas para o arquivo pessoal de Michael, e se não fosse sua triste morte, nunca teríamos tido acesso a esse material.

O que é irônico, uma vez que This Is It é a peça que faltava para completar o quebra-cabeça chamado Michael Jackson. A última face que restava para vermos.

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Um conhecido meu disse essa semana que tinha certeza de que esse filme seria apenas “mais do mesmo”. Ele não poderia estar mais errado. This Is It é tudo, menos algo que a gente viu.

Não é sobre a carreira dele, sobre o menino prodígio que virou Rei do Pop. Não é sobre as polêmicas da vida pessoal, as bizarrices que viraram temas de piadas e deboches.

E não é um exercício de adoração à imagem dele, embora essa exaltação acabe vindo à tona pela nossa parte, como público, muitas vezes representados pelos dançarinos assistindo ao cantor no palco em delírio. E ela vem porque temos a chance de ver a construção do mito Michael Jackson no dia-a-dia. Uma mistura de muito talento com muito trabalho.

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Pra quem não é fã do MJ, vale a pena pra ver o que é profissionalismo, perfeccionismo, mas com modéstia. Ele pede pro baixista “funkear” mais uma canção, mas pede isso com educação, deixando claro o que quer e porque quer aquilo. Quando quer um teclado menos apressado, metaforiza dizendo que quer como “se fosse arrastando para fora da cama”. E é impressionante como cada mudança que ele pede surte um efeito imediato no resultado da música ensaiada. É aí que entra a parte do talento.

E um talento que não se entrega. Logo depois de avisar pra equipe que estava poupando a voz, para ninguém estranhar, em seguida ele encerra o (extraordinário!) momento de I’ll Be There cantando lindamente. E na música seguinte se entrega nas notas mais difíceis em um dueto com uma das backing vocals, a ponto de no fim ele se censurar por ter se deixado levar pelo momento e dizendo que não podia ainda ir tão longe com a voz.

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Pros fãs, além das músicas e do saudosismo por um show que nunca aconteceu, fica a emoção de ver o porquê de todo aquele detalhismo do ídolo: ele apenas quer que as músicas fiquem o mais próximo possível do que os fãs conhecem, porque é assim que eles passaram a amar cada uma delas. O caso mais flagrante é em The Way You Make Me Feel, a que teve mais problemas e ajustes até chegar na forma que Michael queria para seus fãs.

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Por não ter sido pensado originalmente como filme, This Is It tem alguns problemas de ritmo lá para o final, mas aí a limitação (perdoável) de Kenny Ortega é compensada por Michael Jackson, já que era hora de Billie Jean. MJ e sua melhor canção são tão hipnotizantes que ninguém vai notar problemas de direção. Até porque ela também tem muitos acertos, como abrir o filme com entrevistas com os dançarinos no dia de suas audições. Ali temos gente comum prestes a fazer um teste de emprego para a pessoa que os inspirou, e a emoção e ansiedade de cada um é a arrancada perfeita pra mergulharmos nessa experiência criativa de um mega-show.

E essa compreensão maior do que havia por trás do fenômeno Michael Jackson só torna ainda mais impressionante e admirável a imagem do artista que ele foi. Recomendo e muito.

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30/10 2009
O Fluxograma de Hey Jude

#GÊNIO. Tanto o Paul McCartney por ter feito Hey Jude quanto a pessoa que criou esse fluxograma:

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Aliás, vocês já repararam que aos 5:35 da música dá pra ouvir o Paul gritando “pega o cavaquinho” ao fundo? Clássico!

Essa imagem é via uma porrada de gente no Twitter.

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30/10 2009
As 30 Maiores Músicas Brasileiras (pelo Vida Ordinária)

Vocês viram mais cedo aqui a lista que a Rolling Stone fez com as 100 Maiores Músicas Brasileiras.

Como cada votante da revista tinha direito a indicar 30, resolvi fazer, como prometido, a lista do Vida Ordinária com esse número também.

Então fiquem com o nosso ranking e digam o que acham:

As 30 Maiores Músicas Brasileiras (pelo Vida Ordinária)

30 – Fio Maravilha

Pode parecer estranho um tricolor colocar num ranking desses uma música que fala de um gol do Flamengo. Mas a canção de Jorge Ben sobre o folclórico jogador rubro-negro (uma espécie de Obina da época) evoca tudo que um torcedor de futebol gosta. Da tensão da jogada à emoção do gol. E é empolgante pra caramba.

29 – Tristeza

Quem diria que uma das maiores odes à alegria se chama justamente… tristeza. A melodia, uma das mais lindas da música nacional, ajuda a fazer exatamente o que a letra diz: levar a tristeza embora.

28 – Mas Que Nada

Eu odeio a expressão “brasilidade”, mas no caso de Mas Que Nada, acho que se encaixa perfeitamente. O samba de Jorge Ben exprime toda a autenticidade, simpatia, bom humor e animação da nossa gente.

27 – Eu Preciso Dizer Que Te Amo

Essa é sensacional não só pela excepcional letra, mas também pela gravação que também passa toda a atmosfera intimista (ou mais que isso: íntima mesmo). Gravador simples, vozes baixas e procurando ser claras, violãozinho pra acompanhar. Uma verdadeira pérola de Cazuza, Dé e Bebel Gilberto.

E no filme Cazuza até recriaram a cena da composição (embora não seja exatamente a da gravação clássica, onde ouvimos a Bebel pedindo ao pai João Gilberto pra ficar quieto):

26 – Você

Pra muita gente Primavera é a grande gravação de Tim Maia, provavelmente a maior voz que esse país já viu. Mas pra mim, nada supera Você. Com seu começo sutil, quase sussurrado, depressivo, a música de repente cresce com toda a potência daquela voz e daquilo que o velho síndico tinha a dizer.

25 – Exagerado

O rock não tem limites, é desregrado, exagerado? Então Cazuza leva isso ao pé da letra até na hora de fazer uma declaração de amor que tem toda a energia típica do maior poeta do rock brasileiro.

24 – Rancho Fundo

Aposto que aqui vai ter muita gente chiando, torcendo o nariz ao lembrar das várias versões sertanejas que esse clássico já teve, especialmente a de Chitãozinho e Xororó. Mas a verdade é que essa música é a grande ode à vida no campo e ao bucolismo dela. E também fala de saudade, de nostalgia… enfim, é uma verdadeira poesia.

Olha só que beleza essa gravação que o João Gilberto fez dela em 1983:

Curiosamente o rancho que inspirou essa música é do avô de um amigo meu.

23 – Foi um rio que passou em minha vida

Aqui no Rio é quase instintivo torcer pra uma Escola de Samba. Tenho amigos que nem sequer gostam de Carnaval, mas que se eu perguntar pra qual Escola torce, responde meio que de bate-pronto. E mesmo sendo mangueirense de nascença, não consigo não me empolgar com a declaração que Paulinho da Viola faz à sua Portela e que consegue ser melhor do que a de muita gente para a pessoa amada.

22 – Eu Sei Que Vou Te Amar

Se a Inglaterra pode se orgulhar da parceria Lennon e McCartney, o Brasil não deve em nada com Tom Jobim e Vinícius de Moraes. E se no Soneto do Amor Eterno o próprio poetinha já dizia “que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure”, em Eu Sei Que Vou Te Amar ele e Tom unem forças para deixar essa idéia do amor eterno ainda mais forte.

21 – Baby

Eu sei que isso pode parecer uma heresia, mas no geral a voz da Gal Costa me irrita. É algo pessoal, entendam, mas não consigo evitar. Exceto em raros casos. Como em Baby, onde ela abre mão dos exageros para abraçar a suavidade da melodia e da ótima letra de Caetano Veloso.

20 – Disparada

“Prepare o seu coração… pras coisas que eu vou contar…”

É nesse tom épico que Jair Rodrigues, sem sombra de dúvidas um dos maiores nomes da música brasileira, nos recebe em Disparada. E sua força de intérprete ajuda a transformar essa canção incrível em uma das maiores obras da MPB, alternando os momentos de grandiosidade com os de mais energia.

A sua apresentação no Festival de 1966 que eu já havia colocado no post com a lista da Rolling Stone é absolutamente arrepiante:

19 – Que Tudo Vá Pro Inferno

Nos anos 60 e 70 o Brasil vivia uma época conturbada politicamente e, por conta disso, tinha uma forte participação dos músicos no engajamento através de letras críticas. E isso acabava refletindo contra artistas que não faziam música de protesto. Principalmente os da Jovem Guarda, bem subestimados por muita gente.

E ignorar o valor da Jovem Guarda é deixar de lado verdadeiras obras-primas como essa do Roberto Carlos. Quem nunca se pegou dançando como bobo em alguma festa ao som dos versos “Quero que você me aqueça nesse inverno e que tudo mais vá pro inferno”?

18 – Para Não Dizer Que Não Falei das Flores

Ok, já que falei em canções de protesto, tai a mais icônica de todas elas. Esse verdadeiro hino pela liberdade convocava todos a tomarem uma atitude contra a situação política do país: “Vem, vamos embora, que esperar não é fazer. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

Geraldo Vandré acabou perseguido pelos militares e jamais foi o mesmo, mas sua obra-prima permaneceu na memória e na ideologia de muita gente.

17 – País Tropical

O hino não-oficial do Brasil, é no fundo muito mais patriota que a Aquarela do Brasil, por exemplo. Afinal, não se preocupa apenas em exaltar o que nosso país tem de bom, mas em fazer isso do jeito que o brasileiro é e do jeito que o brasileiro gosta: com samba e suingue. Em um pot-pourri com Taj Mahal e Fio Maravilha então, é imbatível.

16 – O Bêbado e a Equilibrista

Se a canção de João Bosco já é excelente, Elis Regina no seu vocal mais inspirado só ajudam mais. Ela traduz toda a vibração e a dor guardada à espera do retorno dos exilados da ditadura.

15 – Carinhoso

“Meu coração, não sei porque, bate feliz, quando te vê”. O amor é simples, não precisa de joguinhos. Pixinguinha percebeu isso e fez essa pérola da música nacional, onde diz o que sente diretamente, sem rodeios, apenas decorando melodicamente com seu saxofone.

14 – As Rosas Não Falam

Quem diria: um dos maiores poetas que o Brasil já teve era favelado e sem estudos. E tem gente que ainda acha que não existem gênios. Mas existem sim, e Cartola foi um.

“Queixo-me às rosas/ Mas que bobagem!/ As rosas não falam… / Simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”.

Olha, não sei a quantas tava o namoro dele com a Dona Zica quando ele compôs isso, mas aposto que depois de fazer uma serenata tocando essa música ele conseguiu… hmm… como dizer… “regar” a “rosa” dela.

13 – Samba do Avião

Acho que colocar o Samba do Avião na lista está diretamente relacionado ao fato de eu ser um carioca. E ainda mais ao fato de, por 2 anos, eu ter sido um carioca vivendo longe do Rio. Afinal, eu entendo perfeitamente o que Tom quis dizer com “Minha alma canta / Vejo o Rio de Janeiro / Estou morrendo de saudades…”. Se o Rio é a cara do Brasil, o Samba do Avião é a cara do Rio.

12 – Balada do Louco

O piano entra, e só ele já basta. “Dizem que sou louco, por pensar assim. Se eu sou muito louco por eu ser feliz, mais louco é quem me diz e não é feliz.”

Não sei o que no que o Arnaldo Baptista e a Rita Lee estavam pensando quando compuseram essa música e qual o sentido real dela. Mas até hoje se encaixa como uma luva para todos aqueles que são autênticos e que têm personalidade. Que seguem suas vontades para serem felizes, independente do que as pessoas pensam.

E quem vai ser louco de dizer que estão errados?

11 – Gita

A melhor canção do Raulzito é para mim meio que uma síntese de toda a loucura e energia que ele trouxe pro rock brasileiro, com toda a grandiosidade que o gênero merece.

10 – Preta Pretinha

Os Novos Baianos são geniais, e claro que tinha que ter alguma coisa deles em uma das primeiras colocações. E se a gente idolatra os Ramones que faziam música boa com três acordes, presta atenção nisso: Preta Pretinha tem apenas dois!

9 – Nem Vem Que Não Tem

Se nos EUA ninguém tinha mais suingue que Marvin Gaye, podemos dizer que Wilson Simonal era o Marvin Gaye brasileiro. Mas em vez de suingue, o papo aqui é ginga, coisa de malandro. Quer coisa mais malandra que começar a música mandando uma risada emendada de um “Vamos voltar à pilantragem”? E depois os amigos bebuns no fundo comemorando animados?

No mais, “Não vem de garfo que hoje é dia de sopa” é o melhor verso da história da música nacional.

8 – As Curvas da Estrada de Santos

Um cara leva um pé na bunda, fica putaço e resolve andar como um louco em uma estrada. Emo? Playboy de merda? Porra nenhuma! Esse cara é Roberto Carlos, e seu desespero amoroso resultado na melhor música do cantor mais popular do país (e compositor dos mais subestimados pelo pessoal mais novo!).

7 – O Mundo É um Moinho

Olha Cartola de novo. Se o poeta da Mangueira antes apareceu com uma declaração de amor, agora é vez dele usar a melancolia pra convencer seu amor a ficar. Uma visão triste sobre a vida e os amores, mas absurdamente linda.

6 – O Tempo Não Pára

Cazuza tem uma ótima gravação de O Mundo É um Moinho, mas seu repertório próprio é tão rico quanto o do mestre Cartola, e O Tempo Não Pára é a prova disso. Um verdadeiro desabafo, um grito sobre a vontade de tomar atitudes e viver a vida, feitos e cantados por alguém que sabia que não tinha muito tempo para isso. Só que a tristeza e a melancolia que isso poderia remeter ficam de lado, dando espaço para a energia e para… a vida.

5 – Apesar de Você

“É proibido proibir”, “Vem, vamos embora”. As canções de protesto tinham uma certa tendência a serem diretas nos anos 60 e 70.

Mas Chico Buarque introduziu, ou pelo menos popularizou, uma fina ironia que gerou letras magníficas, como essa, onde ele enche todas as acusações de tons educados. É quase uma ameaça precedida de um “por favor”. E ainda por cima, otimista! Por isso mesmo, mais voraz que qualquer grito.

Essa versão da Maria Bethânia é ótima:

4 – Alegria, Alegria

Criticar a ditadura com uma paródia animadinha, Caetano? “Eu vou, por que não?”

Praticamente um hino à juventude, principalmente àquela que faz uso do frescor da idade e do vigor para manter vivo aquele velho sonho de “mudar o mundo”.

3 – Como Nossos Pais

Se Alegria, Alegria é sobre juventude, Como Nossos Pais é sobre o amadurecimento e, ao mesmo tempo, a capacidade de aceitarmos o novo. Um problema que nós temos atualmente, se vocês pararem pra pensar, em um sentido superficial pelo menos. Quem aqui não acha que a música, a TV e o cinema da atualidade são um lixo perto do que a gente tinha na infância?

Pois bem, “é você (ou melhor, somos NÓS) que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”.

Na voz da Elis, essa canção do ex-sumido Belchior ganha uma força quase épica. Espetacular.

2 – Chega de Saudade

A música mais importante do Brasil. Simples assim.

Por que? Bem, além de ser o marco do surgimento da Bossa Nova, é a obra-prima máxima de Tom Jobim e Vinícius de Moraes como compositores, tendo acrescida a si a técnica de João Gilberto, tanto na maneira de tocar o violão como de cantar.

Com Chega de Saudade, a música brasileira ganhou conhecimento e respeito internacional. Ela saiu da adolescência metendo o pé na porta. Depois da Bossa Nova, a música brasileira foi outra. E a Bossa Nova deve muito a essa canção.

1 – O Que É, O Que É?

Ok, muita gente acha Gonzaguinha over. E tecnicamente nem sei o que acham dessa música. Mas como toda lista é uma coisa pessoal, vou ligar o foda-se pro que as pessoas acham. Afinal, sempre que O Que É, O Que É? começa a tocar, eu vejo ao redor, quase em uníssono as pessoas cantarolarem. Isso sem falar na verdadeira coreografia formada involuntariamente pelos pés se mexendo os pelas mãos dando batidinhas nas coxas.

E isso tudo para uma música sobre a vida. Sobre o que ela é. E o refrão, que todo mundo sabe e que todo mundo conta, é uma verdadeira lição de otimismo e de como abraçar a vida:

Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita…

Então? Qual a melhor lista: a minha ou a da Rolling Stone? Ehehehe

E pra vocês, quais são as maiores músicas brasileiras já feitas?

Já aviso que comentários citando NX Zero e Fresno serão devidamente avacalhados.

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30/10 2009
QUE PORRA É ESSA?!

Vamos de bizarrice em bizarrice, uma por uma, pra não assustar.

  • Um vídeo de um japonês. (sim, porque todo mundo sabe que japa é especialista em bizarrice)
  • Mostrando sua coleção de jogos de video-game. (Porque raios alguém filmaria isso?!)
  • Do Neo Geo. (Porque raios alguém teria um Neo Geo?!)
  • Dançando. (wtf?)
  • O hit do U2 Where The Streets Have No Name. (WTF?!)
  • Na versão gay dos Pet Shop Boys[bb]. (W – T – F ?!!!!)
  • Com direito a fazer bundalelê. (WTF???!!!!! O.O!!!!)

Não acredita? Então veja por sua conta e risco:

Japão, desde sempre tornando o mundo um lugar mais estranho.

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30/10 2009
Os 18 Melhores Episódios da História de Lost

Uma coisa que muitos leitores do Vida Ordinária não sabem, é que também escrevo como colaborador no blog Apaixonados por Séries.

E além de cuidar dos reviews de The Office e (a partir de semana que vem) de The Big Bang Theory, escrevi por lá também um ranking com os melhores episódios da história de Lost, com direito a um ou dois parágrafos sobre cada um desses episódios (confesso que nos primeiros colocados foi complicado e tive que escrever mais).

Dá só uma espiada:

Janeiro vem se aproximando, e junto dele, a sexta e derradeira temporada de Lost. E se os 18 episódios que vêm pela frente nos deixam cheios de ansiedade, que tal a gente relembrar os melhores 18 episódios que já passaram e que ficaram marcados:

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30/10 2009
Links de Sexta (30/10)

http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2009/10/porrada.gif

Imperdível | Pagodados, os hits bizarros do pagode dos anos 90 em versão de gráficos
Humor | Dicas pra você montar sua fantasia pra esse Halloween (hilário!)
Ótimo texto | Qual o problema da literatura brasileira
Twitter | E aí, já está seguindo o Vida Ordinária no Twitter ou não?
Arte | Como são os esqueletos dos desenhos animados?

http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2009/10/bebada.jpg

Humor | Google Wave explicado por diálogos de Pulp Fiction
Vídeo | Quem quer morar na propaganda do Governo da Bahia?
Bizarro | Guia da Internet para crianças no começo dos anos 90
Incrível | O dia em que Raul Seixas foi atropelado por uma onda
Humor | A evolução da infância

http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2009/10/dance.gif

Bizarro | Theo Becker sendo acordado em programa de TV
Legal | Ama o mar? Então saca só essas fotos incríveis dentro de ondas
Dicas | Aprenda a desenhar expressões bem convincentes
Blog | O blog da “esposa do King Size”
(essa aqui , caso você não lembre)
Humor | Fazer uma festa pro lançamento do Windows 7 não é uma boa idéia

http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2009/10/mil_house.jpg

Legal | Crie seus próprios quadrinhos da Marvel
Incrível | Caminhoneiro de sorte
Legal | A crise de Honduras retratada em Quadrinhos
Humor | O divertido stand-up da humorista Mhel Marrer no Jô Soares
Flagra | Os melhores flagras de câmeras de elevador

http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2009/10/puppetlaugh1.gif

Humor | Site cria vídeos hilários mostrando cenas que seriam cortadas de Crepúsculo
Mensagem subliminar | Schwarzenegger manda seus vereadores praquele lugar em carta
Legal | Umbro cria um “Guitar Hero” de futebol que todo mundo vai querer jogar
Humor | Merchandising exagerado
Animação | Curta hilário mostra a lâmpada da Pixar como assassina

http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2009/10/van_damme.gif

É, o Van Damme tá curtindo os links.

Humor | Remixagens transformam Beyoncé em uma cantora de forró
Cinema | Charlie Chaplin e Buster Keaton, os dois maiores humoristas da história, contracenando em filme
Bizarro | As risadas mais estranhas do mundo
Legal | O livro do fotógrafo Mario Testino sobre o Rio de Janeiro
Incrível | O treinamento do Cirque du Soleil para simular andar em paredes

http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2009/10/privada.jpg

Mas o Marcondes cagou pra eles…

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30/10 2009
As 100 Maiores Músicas Brasileiras (pela Rolling Stone)

Há 3 anos no Brasil, a revista Rolling Stone tem se consolidado como a melhor publicação sobre música, entretenimento e cultura pop em geral no país (pelo menos enquanto a Billboard – que vem aí! – não chega).

E a edição desse mês teve como matéria principal uma lista com as 100 Maiores Músicas Brasileiras.

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Lista eclética, sem preconceitos e que, salvo as controvérsias que TODA lista traz, é muito boa.

O curioso é que, mesmo sendo uma revista de pop e rock, no ranking só aparecem músicas de um desses gêneros a partir do 7º lugar, que ficou com Panis Et Circenses d’Os Mutantes (sendo que depois só reaparece a partir do 16º lugar de Raul Seixas[bb] com sua Ouro de Tolo.

Mas isso não é negativo não! A música brasileira é tão boa e tão rica, que mesmo o sujeito mais roqueiro do mundo não discutiria de uma lista encabeçada por Chico Buarque[bb], Tom Jobim e Pixinguinha[bb].

Só que acabei ficando com vontade de fazer minha própria lista. E como os jurados da revista tiveram que indicar apenas 30 nos seus votos, vou fazer igual. Por isso, seguem abaixo ambas: as 100 Maiores Músicas Brasileiras pela Rolling Stone e as 30 Melhores Músicas Brasileiras pelo Vida Ordinária.

Depois vocês dizem qual preferem…

100 Maiores Músicas Brasileiras da Rolling Stone

100 – Anna Júlia (Los Hermanos[bb])
99 – Rua Augusta (Ronnie Cord)
98 – A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
97 – Você Não Soube Me Amar (Blitz)
96 – Disritmia (Martinho da Vila[bb])
95 – Último Desejo (Aracy de Almeida[bb])
94 – O Mar (Dorival Caymmi[bb])
93 – Casa no Campo (Elis Regina[bb])
92 – Tico Tico no Fubá (Ademilde Fonseca[bb])
91 – Felicidade (Caetano Veloso[bb])

90 – 2001 (Os Mutantes[bb])
89 – A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho)
88 – Sá Marina (Wilson Simonal[bb])
87 – Meu Mundo e Nada Mais (Guilherme Arantes)
86 – Nervos de Aço (Paulinho da Viola[bb])
85 – O Barquinho (Maysa)
84 – Rosa (Orlando Silva)
83 – Ideologia (Cazuza[bb])
82 – Sossego (Tim Maia[bb])
81 – Que País É Este? (Legião Urbana)

80 – Vapor Barato (Gal Costa[bb])
79 – Maria Fumaça (Banda Black Rio)
78 – Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento[bb])
77 – Insensatez (Tom Jobim)
76 – Samba de Verão (Marcos Valle[bb])
75 – Foi um Rio Que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola)
74 – Sentado à Beira do Caminho (Erasmo Carlos)
73 – Wave (Tom Jobim)
72 – Gita (Raul Seixas)
71 – Como Uma Onda (Lulu Santos)

70 – Ronda (Inezita Barroso)
69 – Rosa de Hiroshima (Secos & Molhados)
68 – Comida (Titãs)
67 – A Banda (Nara Leão)
66 – Clube na Esquina nº2 (Milton Nascimento)
65 – BR-3 (Toni Tornado)
64 – As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos)
63 – Alagados (Paralamas do Sucesso)
62 – Luar do Sertão (Luiz Gonzaga)
61 – Chão de Estrelas (Silvio Caldas)

60 – Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Hyldon)
59 – Minha Namorada (Carlos Lyra)
58 – Apesar de Você (Chico Buarque)
57 – Conversa de Botequim (Noel Rosa[bb])
56 – A Lua e Eu (Cassiano)
55 – Balada do Louco (Os Mutantes)
54 – Sabiá (Cynara e Cybele)
53 – Brasileirinho (Waldir Azevedo[bb])
52 – Diário de um Detento (Racionais MC’s)
51 – Disparada (Jair Rodrigues)

50 – Ando Meio Desligado (Os Mutantes)
49 – Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben[bb])
48 – Maracatu Atômico (Chico Science & Nação Zumbi)
47 – Me Chama (Lobão e os Ronaldos)
46 – Ponteio (Edu Lobo e Marília Medalha)
45 – Carcará (Maria Bethânia)
44 – Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
43 – Como Nossos Pais (Elis Regina)
42 – Sampa (Caetano Veloso)
41 – Manhã de Carnaval (Luis Bonfá)

40 – Sangue Latino (Secos & Molhados)
39 – Metamorfose Ambulante (Raul Seixas)
38 – Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (Sérgio Sampaio)
37 – Primavera (Tim Maia)
36 – O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina)
35 – Trem Azul (Lô Borges)
34 – Brasil Pandeiro (Novos Baianos[bb])
33 – Pérola Negra (Luiz Melodia)
32 – Ovelha Negra (Rita Lee[bb])
31 – Travessia (Milton Nascimento)

30 – Baby (Gal Costa)
29 – Nanã – Coisa Número 5 (Moacir Santos)
28 – Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Geraldo Vandré)
27 – Garota de Ipanema (Pery Ribeiro)
26 – Roda Viva (Chico Buarque e MPB4)
25 – País Tropical (Wilson Simonal)
24 – Eu Sei Que Vou Te Amar (Vinícius de Moraes)
23 – Inútil (Ultraje a Rigor)
22 – Da Lama ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi)
21 – Tropicália (Caetano Veloso)

20 – Preta Pretinha (Novos Baianos)
19 – Quero Que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos)
18 – Sinal Fechado (Chico Buarque)
17 – O Mundo É um Moinho (Cartola[bb])
16 – Ouro de Tolo (Raul Seixas)
15 – Trem das Onze (Demônios da Garoa[bb])
14 – Desafinado (João Gilberto)
13 – As Rosas Não Falam (Cartola)
12 – Aquarela do Brasil (Francisco Alves)
11 – Domingo no Parque (Gilberto Gil e Os Mutantes)

10 – Alegria, Alegria (Caetano Veloso)
9 – Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
8 – Detalhes (Roberto Carlos)
7 – Panis et Circenses (Os Mutantes)
6 – Chega de Saudade (João Gilberto)
5 – Mas Que Nada (Jorge Ben)
4 – Asa Branca (Luiz Gonzaga)
3 – Carinhoso (Pixinguinha)
2 – Águas de Março (Elis Regina e Tom Jobim)
1 – Construção (Chico Buarque)

Vale lembrar que entre parênteses estão os intérpretes, e não os compositores.

E a matéria está bem completa, com textinhos sobre todas as 100 músicas. Vale muito a pena comprar pra ler e ter.

Mas enquanto você não vai à banca, dá pra ouvir as 10 primeiras colocadas no site da edição.

Mas agora é hora de botar o meu na reta… Só que isso só em um outro post ainda hoje.

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