Não gosto do Arnaldo Jabor, mas concordo um bocado com esse editorial dele que foi exibido no Jornal Nacional de ontem, véspera da escolha do Rio como cidade sede dos Jogos de 2016.
Ele basicamente desenvolve um pouco do que falei no post anterior:
Tá aí: se as Olimpíadas vão ser uma furada ou a grande virada do Rio de Janeiro, cabe à gente decidir, na hora de fiscalizar e, principalmente, na hora de votar.
A não-realização da Olimpíada não significaria o fim da corrupção, nem de obras superfaturadas.
A chance para roubo é grande? Ok, uma bela oportunidade pro povo fiscalizar, ficar em cima, não tirar o olho. Reclamar, fazer #mimimi, é fácil. É cômodo.
Esforço pra mudar é o que realmente é necessário, e jogos olímpicos trazem o investimento, a visibilidade e as oportunidades de crescimento ideais para que ocorra uma mudança na estrutura do Rio e até do Brasil.
Só não dá pra esperar essa mudança sentado o traseiro numa poltrona e reclamando via twitter. Tem que fiscalizar. Cobrar.
Como já era pra estar sendo feito desde sempre.
E por último:
Acho a maior bobagem levantar discussão Rio x SP essa hora.
Até porque, não discuto com quem não é sede de Olimpíada.