17/11 2009
As 10 Mentiras que Aprendemos na Escola

Esse post é uma tradução desse texto de Paul Jury no blog Manolith.

Ele precede a lista com uma explicação:

Eu dou aulas, e meus alunos constantemente me entregam trabalhos com exemplos tragicamente equivocados, tipo “Quando Thomas Edison inventou a lâmpada…” ou “Mesmo com Einstein tendo notas ruins na escola…”, que a sociedade por algum motivo decidiu convencê-los de que eram verdade. Na verdade, meus alunos costumam usar exemplos como “Quando Thomas Edison inventou a bomba atômica…” ou “Quando Benjamin Franklin assinou a Magna Carta…”, mas aí em principalmente em função dos meus alunos serem completos imbecis.

Mesmo assim, como eu disse antes, os outros eram dois exemplos incorretos – assim como muitos outros como eles – de clássicos equívocos do senso comum. Eu admito: antes de pesquisar sobre isso, achei que fossem verdade também. Então, em um esforço para endireitar as coisas – e também pra fazer piada com a história – aqui vai a verdade sobre 10 dos mais difundidos erros que aprendemos.

Vamos ver então?

1. Einstein tinha notas ruins na escola

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Hm… já ouviu falar nesse sujeito, o Einstein? Um físico famoso? Relatividade e esse papo todo? Um gênio até? Então, eu estou bem certo que o pequeno Albertzinho conseguia se virar direito em aritmética da 4ª série. Sim, ao contrário da crença popular, Einstein era um aluno de ponta no primária, tirando praticamente só notas “4” (que na escala alemã de 1 a 4, era a nota mais alta), o que levou americanos idiotas a acharem, burramente, se tratarem de “D”s [n.t. – ou um típico 5 aqui no Brasil].

A idéia “pegou” porque todo mundo ama a idéia de que ser um estudante fraco pode ainda assim levar a grandes coisas. Desculpem, pais, mas Einstein dava aula de cálculo pra sim mesmo aos 12 anos. Seu pequeno retardadinho vai ter que se contentar em trabalhar no Bob’s.

2. Ratos gostam de queijo

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Por que raios ratos gostariam de queijo? Leite de vaca fermentado não é exatamente algo disponível no habitat natural deles, é? Não. Ratos preferem bem mais manteiga de amendoim, cereais matinais e outras coisas similares aos grãos e sementes aos quais eles se acostumaram ao longo dos milhões de anos de evolução.Aliás, alguns tipos de ratos são até mesmo intolerantes a lactose e morrerão se ingerirem queijo.

Resumindo: tomanocu, Tom e Jerry.

3. Napoleão era baixinho

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Não, não era. Napoleão tinha 1,70m, altura média dos franceses na época. Eu não acho que ele fosse particularmente irritado também, embora pareça que não tenhamos problema em citá-lo como a origem da “síndrome do baixinho invocado”, tão comum em boates por aí.

A confusão veio de uma diferença entre os sistemas de medição britânico e francês, que fez com que os ingleses achassem que Napoleão tivesse em torno de 1,60m, um equívoco que os britânicos ficaram mais que felizes em propagar.

4. Thomas Edison inventou a lâmpada

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Edison era um filho da mãe esperto pra cacete, mas ele não inventou a lâmpada – alguém já tinha feito isso quando ele começou a se interessar pela idéia. O que ele fez, no entanto, foi inventar a primeira lâmpada que realmente funcionava decentemente, na mesma época que outro sujeito, Joseph Swam.

Edison ficou com a fama, no entanto, porque venceu Swan num jogo de purrinha.

5. Lemingues se atiram de penhascos

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O que, lemingues agora são retardados? Ah, claro, suicídio em massa realmente parece um maravilhoso traço evolucionário para garantir a sobrevivência da sua espécie… Lemingues não fazem nada assim, exceto quando ficam bêbados em despedidas de solteiro.

Esse grande equívoco foi difundido graças à nada menos que a Disney[bb], que, em toda sua maldade, decidiu que o seu filme White Wilderness seria muito mais foda se eles mostrassem uma porrada de roedores se atirando de penhascos.

Eles estavam certos, óbvio, mas isso não torna esse “fenômeno” menos baboseira.

6. A descarga gira para lados diferentes nos diferentes hemisférios

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A água da privada não gira para uma direção específica dependendo do hemisfério onde você está. A descarga acontece do mesmo jeito, a menos que você esteja no meio de furacões terríveis ou se você usar uma manivela ou um remo como nos tempos de bisavó-mocinha

7. Humanos evoluíram dos macacos

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Nem Charles Darwin nem nenhum evolucionista respeitado já disse que humanos evoluíam de chimpanzés, gorilas ou qualquer outro macaco que vemos por aí hoje em dia [n.t. – se bem que eu tenho um amigo que com certeza tem algum parentesco com babuínos albinos]. Eles simplesmente alegam que tanto macacos como humanos evoluíram de um ancestral em comum, que morreu milhões de anos atrás.

Sabe, tipo um Macacomem primitivo que teve uns filhos espertos que viraram humanos e uns filhos imbecis que viraram macacos.

8. Vikings usavam chifres

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Essa é de doer. Na verdade, o título deve ser lido como “Vikings usavam elmos com chifres”, a menos que você acredite que os crânios dos vikings realmente tenham chifres protuberando deles, o que eu gostaria, por Odin, que fosse o caso. Mas em qualquer hipótese, não, nem mesmo a “moda cabeça” dos vikings tinham chifres – e nem um único elmo deles foi encontrado com algo pulando pra fora dele. Tirando estilo, é claro.

[n.t. - Na verdade até mesmo o termo "Vikings" é errado. Os nórdicos eram chamados de "dinamarqueses". Viking era o tipo de ataque rápido deles, onde saltavam nos navios, matavam, pilhavam e voltavam. Chupa essa, Paul Jury, o Xandão aqui não tá de bobeira.]

9. Colombo acreditava que a Terra era plana

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As pessoas suspeitavam que a Terra podia ser redonda desde Eratóstenes, em 240 a.C. – e eram em sua maioria uns lunáticos dogmáticos que continuavam insistindo que a Terra era uma fonte de onde você poderia cair caso navegasse muito próximo à beirada. Então, quando Colombo partiu em 1492, praticamente todo mundo sabia que estávamos lidando com uma esfera, inclusive o Cris.

Ele ficou um pouco confuso sobre o tamanho da esfera, no entanto, o que explica o porquê dele ter achado que o Caribe era a Índia, o que levou a muitos outros equívocos até hoje.

10. Partes diferentes da língua sentem sabores diferentes

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O QUE?! Não, não pode ser! A sua professora do primário mentiu pra você?! Acontece que existem botões gustativos em todas as partes da nossa língua, que conseguem detectar todos os tipos diferentes de sabor, embora tenham a sensibilidade ligeiramente aumentada em algumas áreas diferentes para algumas pessoas.

Quer uma prova? Tente pingar um pouco de café na ponta da sua língua e veja se você consegue sentir o amargo.

Como dizia meu tio-avô Astolfo, que perdeu metade da língua na guerra: “Hrm rmrng rmhrm mrhng!”, que traduzindo significa “Eu não preciso da parte da frente da minha língua pra sentir o gosto da ****** da sua tia Gertrudes!”

Classe dispensada!

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17/11 2009
Magneto estava certo (parte 62)

Relembrando a explicação dessa seção:

Magneto é a favor da extinção humana. Nos acha uma espécie inferior, um bando de merdas imbecis que merecem a morte imediata. Eu geralmente discordo dele, até por pertencer a essa espécie. Mas em alguns casos, a estupidez humana supera os limites aceitáveis e eu não tenho como negar: Magneto estava certo.
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Cuidado: quando for querer aparecer pros seus amigos, lembre-se de que seu lado animal/idiota/imbecil também pode aparecer.

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17/11 2009
O perigo dos video-games

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Ao contrário da opinião popular, esses não me tornam um assassino.
Bem, talvez só o Wiimote. Essa porra é perigosa.

Vi no Sedentário.

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17/11 2009
(500) Motivos Para Você Ir Ao Cinema

Ok, eu não tenho realmente uma lista com as 500 razões para vocês assistirem (500) Dias Com Ela, mas nesse post tem pelo menos um punhado dessas razões, e a principal delas é: o filme é sensacional.

(500) Dias Com Ela

Já me diziam desde que ele foi exibido no Festival do Rio, que eu deveria ver, que ele tinha tudo a ver comigo e tal. E vendo o trailer ou lendo a sinopse, eu realmente não via muito o porquê. Mas agora eu sei: o protagonista Tom é, basicamente, uma versão magra de mim mesmo.

Caramba, como as pessoas leram certo essa identificação, que foi talvez o grande motor que me fez adorar o filme.

No longa, Tom (Joseph Gordon-Levitt, que vocês talvez reconheçam da antiga série 3rd Rock From The Sun ou de 10 Coisas Que Odeio Em Você, e não do – excelente e pouquíssimo visto – A Ponta de um Crime) é um cara que acredita no amor e que um dia vai encontrar sua alma gêmea. Já Summer (Zooey Deschanel, de Quase Famosos[bb] e Guia do Mochileiro das Galáxias, entre outros) é uma garota que não acredita em nada disso. Os dois se conhecem. E começam uma relação, com expectativas e prioridades diferentes.

(500) Dias Com Ela

A gente já começa o filme sabendo que algo deu errado e que não é uma história de amor, e a edição nada linear ajuda a gente a montar esse quebra-cabeça da relação dos dois. Uma relação com vários momentos cutis, divertidos, românticos ou simplesmente espetaculares, mas também com suas horas de tédio, irritação e cansaço.

Tanto no lado bom como no lado ruim, é impossível não se ver em várias das situações, ou se pegar concordando com a opinião de um ou de outro.

É uma visão crua, dura e até mesmo cruel do amor, mas que ao mesmo tempo conserva toda a poesia e magia do sentimento. E é isso que torna o longa tão incrível: os personagens ora acreditam no amor, ora são céticos, mas o filme não te induz a escolher um lado até a cena final, onde, aí sim, o ótimo roteiro aponta para qual visão do amor que ele tem mais uma quedinha.

A edição, que podia arruinar o ritmo, pelo contrário, ajuda. A direção também é ótima, do estreante Marc Webb, e para mim tem como ponto alto a espetacular cena em que vemos a tela dividida e, de um lado a visão das expectativas de Tom, e do outro a realidade.

(500) Dias Com Ela

Joseph Gordon-Levitt está ótimo como Tom, e tanto na fisionomia como pelo bom desempenho, pode ser um substituto para a vaga que Heath Ledger deixou ano passado. Zooey Deschanel, linda e encantadora como sempre, também está muito bem. Não consigo entender como ela quase sempre atua bem, mas no melhor filme dela (Quase Famosos), ela tá uma porta. Vai entender…

Enfim, não podia também deixar de falar da trilha, sensacional. Aliás, filmes indies com sucesso em Sundance geralmente trazem as melhores trilhas do ano. Tem de The Smiths[bb] a Carla Bruni[bb], só coisa fina. Vale ver e ouvir atentamente.

(500) Dias Com Ela

Recomendo fortemente. Fácil fácil um dos melhores do ano.

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