Quando fui nesse último sábado assistir Zumbilândia (Zombieland, no original) no Vale Open Air, estava com expectativas altas. A comédia sobre mortos-vivos tinha tudo para eu gostar do filme.
Mas eu nunca poderia esperar muito mais do que isso. Com 2009 chegando ao fim, eu tinha certeza que nenhum filme ia me fazer rir tanto quanto Se Beber Não Case. Ou me fazer ter mais vontade de ter escrito e dirigido aquilo do que Distrito 9. Pois bem, eu estava enganado. A grande brincadeira sobre zumbis foi, sem sombra de dúvidas, o filme que mais gostei no ano.

Do primeiro minuto até a cena extra depois dos créditos, ele é genial. Um mar de referências de cultura pop e cultura nerd para contar a história de alguns poucos não-infectados lutando pela sobrevivência em um país infestado de zumbis.
O protagonista é “Columbus” (conhecemos os personagens apenas por suas cidades-natal, já que eles evitam criar intimidade – natural, uma vez que a qualquer hora você pode ter que explodir a cabeça do seu recém-zumbizado amigo), um nerd clássico jogador de World of Warcraft e com fobias mil, além de um péssimo jeito para chegar em mulher.

É ele quem nos introduz à Zumbilândia que os EUA se tornaram e às regras que ele criou para sobreviver. Essas regras, aliás, pontuam o filme inteiro, tanto nas falas dele como em letterings geniais que interagem com as cenas. Um recurso estilístico que o diretor (praticamente estreante) Ruben Fleischer usa muito bem (e que provavelmente vai servir de referência para filmes publicitários ao longo de 2010). E a atuação de Jesse Eisenberg é impecável, conseguindo passar um certo jeito do Michael Cera ao personagem sem precisar imitar o principal ator nerd da nossa geração.
Na sua fuga, ele conhece “Talahassee”, interpretado pelo sempre ótimo Woody Harrelson, que está mais à vontade do que nunca no papel do louco sádico que se diverte matando zumbis e que cruza a América atrás de bolinhos de creme.

A dupla ainda cruza com as irmãs “Wichita” (Emma Stone, de Superbad) e “Little Rock” (ninguém menos que a já não mais tão pequena Miss Sunshine, Abgail Breslin). E a química dos 4 protagonistas é ótima.
É claro, o estreitamento da relação deles como família é previsível, mesmo com o começo com cada dupla tentando passar o pé na outra. Mas Zumbilândia não é sobre surpreender, e sim sobre divertir, e o filme consegue isso perfeitamente.

É até difícil fazer uma conta de quantas referências são usadas para fazer piada, do Facebook à Hannah Montana, passando pelo já citado World of Warcraft e filmes do Bill Murray.
Aliás, as melhores sequências do longa são as que se passam na casa do Bill Murray em Beverly Hills. E sobre elas não vou falar nada, pra não estragar as surpresas e as piadas.

Enfim, o filme mais legal do ano. Não necessariamente o melhor, mas o que vai fazer valer mais cada centavo gasto no ingresso.
Genial.