Se você é do Rio, tem 50 real no bolso, nada pra fazer no fim de semana que vem e ainda assim, não assistir “Avenida Q”, merece comer TODAS as porcarias do mundo.
Sério. Vai na minha.

O assunto não é novo aqui no blog. Mas como eles estão de volta ali no Canecão, essa é a chance de ver ou rever esse musical maravilhoso, delirante, de chorar de rir.
“Avenida Q” conta a história de Princeton, um recém-formado crente crente que vai arrebentar na vida. E, como a maioria de nós nessa fase, acaba perdido. Na Avenida Q, ele faz amigos bem diferentes uns dos outros (um judeu, uma japonesa, um negro ex-estrela da TV, uma puta e por aí vai), unidos pela mesma razão: tá todo mundo na merda.
Cada um na sua merda, e juntos, numa grande e enorme merda. Uma merda que a gente se identifica, sabe?

Juro que não sei o que mais me encanta: a história (que desbanca qualquer moralismo), as interpretações (principalmente dos atores com as marionetes, tem horas que o boneco e o ator se fundem e viram a mesma pessoa! bizarro!) ou as canções (sensacionais no tom, timbre e letra). Ao ouvir as versões originais ou assistir trechos no Youtube, você percebe o quanto Botelho/Moeller foram felizes nas traduções.
Tipo: confesso que não sou nada entendida nisso, mas fiquei IMENSAMENTE satisfeita com o que vi.

Enfim, tá dada a dica.
Depois passa aqui pra contar as suas impressões positivas de “Avenida Q”. Negativas, nem tenta: vou é deletar.