Esse post é um review de LA X partes 1 e 2, os dois primeiros episódios da sexta e última temporada de Lost
. Se você não viu ou não quer saber de spoilers, pare de ler AGORA.
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O verdadeiro evento midiático esperado pelos últimos 8 meses finalmente chegou. Finalmente tivemos a resposta do que aconteceu depois que Juliet detonou a bomba de hidrogênio. Ou não?
O season premiere da série que se tornou um fenômeno cultural global começa com a gente vendo o nosso velho conhecido vôo 815 momentos antes do acidente, mas meio diferente. Jack está em um assento diferente, Charlie não passa correndo pra ir ao banheiro e, principalmente, o avião não cai, dando a impressão que o plano de Faraday deu certo. O que muita gente já esperava, e Lost não poderia deixar de explodir nossa cabeça.
E isso acontece com um plano-sequência que mergulha até as profundezas do oceano e passeia até chegar num pé de estátua que a gente conhece bem. Sim, a ilha afundada! Sensacional.
Mas como Lost não é tão simples, em seguida vemos outro desdobramento, com os losties de volta a 2007 e Sawyer culpando Jack pela morte de Juliet que, bem, não está morta ainda. Deu tempo para uma cena emocionante dela e de Sawyer se despedindo.

Agora, o que isso significa? Duas linhas temporais alternativas? Duas probabilidades (a do plano ter dado certo ou dele ter dado errado)? Acho que essa é uma dúvida que não será ignorada e logo vamos saber do que se tratam essas duas realidades diferentes.
Mas deixando de lado as dúvidas e especulações, e voltando ao que aconteceu nessa estréia, Sayid está agonizando, e Jacob morto surge para ele e Hurley, dizendo que o iraquiano deve ser levado ao Templo (aquele mesmo que tanto ouvimos falar, mas que só vimos o subterrâneo) para ser salvo.
E nem importa tanto, perto do que vimos a seguir: a revelação de quem é o fake Locke. Mais uma vez, a revelação em si não era surpreendente, todos já sabiam quem ele era. Mas a forma como foi revelado… putz, desculpem pelo palavrão, mas CARALHO! Que foda o fumação descendo a lenha no Bram e nos outros “guarda-costas” do Jacob. E antes disso a cara de cu do Ben vendo o corpo morto do Locke já valeria o episódio. Sensacional, espetacular.

Os acontecimentos no avião foram interessantes, simpáticos até, com os personagens que conhecemos tão bem interagindo entre si como um grupo de desconhecidos. E claro, algumas frases tiveram um impacto magnífico como um “I was supposed to die” do Charlie. Mas no geral ficou sendo um acessório perto da tensão à flor da pele do que está acontecendo na Ilha.
O fim da primeira parte me lembrou um pouco o fim da primeira (a entrada no avião, no caso) e foi interessante ver o Jack e Locke sem aquela dinâmica problemática que eles desenvolveram na Ilha.
Mas ainda tivemos na mesma noite a segunda parte de LA X, com mais emoção pela frente.

Afinal, enquanto Sawyer e Miles enterram Juliet, Jack e os demais partem para tentar salvar Sayid no Templo, e para a minha surpresa, chegam lá rapidinho, e sem enrolação. Os Outros são liderados por um japonês que quer atirar nele, mesmo depois de descobrir quem são (já que Cindy, a aeromoça, ainda está lá). Mas é Hurley quem consegue salvar todos, ao contar sobre Jacob e enfim revelar o que tem na caixa da guitarra que o espírito da Ilha deu a ele. Só que em vez de uma guitarra, tem um símbolo egípcio ou algo assim, enorme, de madeira. Que o japa quebra e de onde tira um papelzinho que é suficiente para que ele resolva salvar Sayid e poupar os outros. Ou seja, a cada resposta, cinco novas perguntas. E a gente achando que isso ia acabar agora perto do fim, né?
Só que a aparente “água de cura” não estava mais tão pura, e Sayid morre. Morre? Calma aí.
Hurley revela ao japa a morte de Jacob, e isso inicia uma corrida no Templo para protegê-lo, com as cinzas que já aprendemos que bloqueiam o Lostzilla/Monstro/Nemesis/Homem-de-Preto/Fake-Locke e alertando com um sinalizador o que aconteceu.

Richard, claro, percebe e fica chocado, principalmente quando o Fake Locke sai da morada de Jacob e apaga ele com uns golpes ninjas.
Fake Locke, por sinal, que já é o melhor vilão da história da TV. O diálogo dele com Ben é uma coisa de arrepiar, e Terry O’Quinn se saiu muito bem ao revelar a face desse vilão que é tão manipulador que conseguiu manipular Benjamin Linus.
Estou bastante curioso pra ver qual vai ser o papel do Ben a partir de agora. Será que finalmente vai fazer jus ao bla-bla-bla todo de ser mocinho que ele manda desde a 2ª temporada?

Mas voltando ao Templo, pouco depois chegam Miles e Sawyer, e como a gente já podia prever, o viúvo da Juliet só queria o paranormal com ele para saber o que ela queria dizer a ele. “Funcionou”. Ele não entendeu porra nenhuma, mas sabemos do que se trata.
Afinal, numa outra linha temporal o plano de Faraday deu certo, e finalmente tivemos mais desdobramentos, com a fuga de Kate, os contratempos de Jin e Sun e claro, os de Jack. Mas o que mais marcou foi a conversa final, quando vemos Locke e Jack se conhecendo nessa outra realidade em uma conversa que não poderíamos imaginá-los tendo em temporadas anteriores. E Jack ainda deixa no ar a chance de fazer Locke voltar a andar.
“Nada é irreversível.”
Uma frase pertinente não só para aquela conversa, mas para a série e sua perspectiva de mudança da história, e para o episódio. Afinal, não é que no fim o Sayid acorda vivinho da silva? E faz a pergunta que todos nós fazemos: “o que aconteceu?”
Não sei ainda, mas estou louco pra saber.
Porque foi um começo de temporada espetacular, perfeito.
