15/03
2010
O bad boy das bad girls
Que você viu Telephone, da Gaga, eu tenho certeza. Mas antes de eu ensinar a fazer óculos de cigarro ou como colocar bobs de Coca Light na cabeça (aliás, pausa pra comentário: melhor merchan que eu já vi), resolvi fazer um post serviço e falar um pouco do cara que a essa hora deve estar em uma mansão na Suécia contando o vil metal: Jonas Åkerlund.
Você pode nunca ter ouvido falar, mas certamente já viu algum clipe dirigido por ele. Em 22 anos, Åkerlund criou mais de 70 videoclipes de artistas como U2, Robbie Williams, Devo, Iggy Pop, Jamiroquai, Macy Gray, Smashing Pumpkins, Christina Aguilera, Jane’s Addiction, Rolling Stones e Paul McCartney.
A lista é bem mais extensa, e eu correria o risco de fazer essa página ficar mega pesada e tomar um esporro do Alexandre Esposito. Por isso, vou me ater a cinco clipes marcantes da videografia, com um bônus no final.
Vamos começar por Ela. É, a única artista que pode usar “Ela” com maiúsculo, afinal Ela namora Ele.
American Life não é o clipe mais famoso da Madonna, mas certamente um dos mais polêmicos. Esse aí, inclusive, é o clipe liberado. A versão proibidona (muito melhor) você encontra aqui.
A parceria de Åkerlund e Maddie vem de longa data. Foi ele quem dirigiu Ray of Light, Music e o recente e fraquinho Celebration. Além disso, Mr. Jonas dirigiu também a melhor turnê em vídeo da Madonna, Confessions Tour, e o documentário sobre a melhor turnê que não virou DVD, I’m Going to Tell You a Secret.
E o diretor curte chocar a sociedade. Um de seus clipes mais recentes, Pussy, do Rammstein, é um dos mais bizarros que eu já vi (por favor, seja legal e só acesse aqui se tiver mais de 18 anos). Tanto, que, claro, a versão divulgada é bem mais light. O próprio Telephone já começa a ser proibido lá fora, pelo excesso de violência e sexualidade (vai entender…). Outros que tiveram que ser feitos em duas versões foram Fresh Out the Oven, da J-Lo, e o próximo do meu top 5:
Este clipe tem outra característica marcante do Åkerlund: o pé na estrada. O cara se amarra em fazer um road clip. Do mais recente Telephone, que faz referência tanto a Kill Bill quanto a Thelma & Louise, passando por Music (Madonna), Wake Up Call (Maroon 5) e Lonely Road (Paul McCartney). E tudo bem colorido, como sempre.
My Favourite Game (Cardigans) pode não ter nada demais, mas é um dos meus clipes favoritos do Åkerlund, e representa bem a fase em que ele firmou seu nome como diretor de videoclipes. Muita coisa interessante surgiu entre 1997 e 2000, como o próximo clipe:
Esse é outro clipe que foi gentilmente cortado pra poder ir ao ar na TV (e novamente eu trago pra você a versão sem censuras aqui). Mas pra geração que, como eu, tem entre 25 e 35 e só tinha a MTV como opção os longínquos anos 1990, Prodigy é tão marcante como o penúltimo clipe que eu mostro:
Whiskey In the Jar (Metallica) não é tão genial quanto o The Memory Remains, mas também um ótimo representante da videografia dos anos 1990. Aliás, tem aí outra vibe que o diretor curte bem: festinha regada a muito rock, pegação, álcool e, no final, violência. São inúmeros os clipes dele que mostram isso, pra não dizer quase todos.
Para encerrar meu Top 5, mostro um vídeo que casa música e propaganda, outra coisa que o Åkerlund sabe fazer muito bem. Ele já dirigiu comerciais da Coca-Cola, Virgin, Dell, Puma, Adidas e fez a última campanha da Dior com o Jude Law. E é também da Dior que nasceu esse comercial lindo, com a bola da vez de Hollywood, Marion Cotillard, e a banda Franz Ferdinand:
Eu, particularmente, adoro comercial de grife famosa. Todo mundo é bonito, a fotografia é incrível e geralmente tem uma música legal pra acompanhar. E a Marion Cotillard dispensa comentários.
Enfim, se você chegou até aqui e ficou interessado na obra do Åkerlund, organizei uma lista com todos os clipes dele disponíveis no Youtube. Clique aqui e divirta-se.
Ah, segue aqui também o link com o site oficial do cara. Tem outros vídeos muito bons lá.






















