No Brasil existem duas musas supremas: Narcisa e Ângela Bismarchi. Uma, a rainha do eike loucura, eike absurdo, eike batista. A outra, a musa das plásticas, da sensualidade barata e da vergonha alheia. Com vocês, a última pérola da nossa rainha da vergonha alheia: Ângela Bismarchi. Toda linda, toda milanesa.
Já fazem 5 dias que o clipe de Telephone foi lançado, e por todo canto ele continua repercutindo. São mais de 18 milhões de views, e isso só no vídeo original.
Mas aí eu parei pra pensar e reparei que poxa, não é a primeira vez que surge um vídeo bizarro com o tema de telefones. E nada melhor do que lembrar dessas pérolas da tosquice, que não possuem a genialidade do clipe da Gaga, mas que se equivalem em bizarrices.
Olha, esse clipe nem seria tão bizarro assim em princípio. Até porque ele quase inteiro é cena de show fake ou da Debbie Harris se esfregando numa cama usando uma roupa grudada azul bem ao estilo Lady Gaga mesmo. Só que o que realmente me intriga é o começo.
Tem o Richard Gere andando de carro na cidade, o Richard Gere malhando e soltando os pesos e… e fim de participação. Por que raios ele está no clipe? Qual a função dele? A presença do Richard Gere no clipe não faz o menor sentido!
Será que só tinha verba pra duas cenas com ele e fizeram de qualquer jeito? Pô, naquela época ele nem era famosão…
E ainda teve, pra coroar, a cena aleatória dela anotando o número de telefone na cabeça de um sujeito qualquer. Pra que? Será que pensaram “ah, a música fala em ‘me liga’ e ainda não fizemos nenhuma referência telefônica”?
Bizarro e incompreensível.
#2 – I Just Called To Say I Love You (Stevie Wonder)
Olha, eu adoro o Stevie Wonder, e o cara tem muita música fodaça por aí. Mas não é irônico que seu maior sucesso seja justamente a maior porcaria que ele já gravou? E se I Just Called To Say I Love You, com seus sintetizadores de teclado infantil, já seria um plano de fundo suficiente pra tornar qualquer clipe bizarro, o vídeo em si não ajuda também.
Afinal, é um troço brega demais que mescla um vídeo de nuvens qualquer com a cara do Stevie cantando num telefone, tudo meio transparente. O pior é que a partir de um dado momento, começam a surgir uns troços em 3D voando pela tela. O que são? Placas tectônicas? E do nada essas placas começam a exibir imagens de paisagens. Tudo muito aleatório e estranho.
Na boa, é muita sacanagem cagar tanto no clipe do cara só porque ele é cego e nunca vai poder ver o quanto é de mau gosto.
O visual do clipe só muda em alguns momentos que deixam só a imagem do Stevie, mas até aí fica estranho, porque é um cenário de palco, com platéia e ele ali em pé no meio balançando com um telefone na mão. Detalhe pro público “animadaço” com a dancinha dele. Pô, botassem ele tocando um piano, sei lá. Ficou chato pra ele.
Do jeito que fizeram, não parecia que ele tinha deficiência visual, e sim mental.
Esse clipe é uma verdadeira pérola, do início ao fim. A começar pela música, um dos grandes hinos bregas da história, e que ganhou um vídeo a altura.
E tem ainda a introdução que é interrompida pela “cena” do Lionel como professor de teatro, que supostamente deveria ser um elemento de tensão. Aí é só ele chamar a aluna cega gatinha Laura pra introdução recomeçar e a gente entender que é dela que o professor gosta, já que o Lionel não sabe atuar bem o suficiente para mostrar isso na cena.
E quando os dois alunos começam a ensaiar, ele começa a cantar! Que tipo de professor é esse? Imagina só, você lá ensaiando pra sua peça de escola e no meio da sua cena o professor começa a andar pela sala cantando? Isso atrapalha a concentração. Detalhe pra Laura ajeitando a bengala num gesto sexualmente sugestivo. Sutileza, desde os anos 80 esquecida por artistas pop. E a dor no olhar do Lionel quando outro aluno “passa a bengala” para a Laura? Muita mensagem subliminar nesse clipe, hein? Muita metáfora.
O mais escroto é ele cantar “eu posso ver em seus olhos” pruma cega. Ele pode ver o que? O glaucoma dela?
E legal é que logo depois a Laura abandona a bengala e sai andando pelos corredores da escola passando a mão na macharada toda. E ele cantando atrás como um stalker. Tipo, ela é cega, não surda. Será que nunca reparou que tinha um professor pedófilo seguindo ela cantando música brega?
Aliás, bem hiperativa a Laura, né? Sai do teatro, vai pra aula de artes, depois pro balé. O duro é entender como ela faz balé, já que geralmente envolve imitar os movimentos da professora. Mas isso é o de menos, porque o que importa é a aula de artes, onde ela faz uma cabeça gigantesca de argila do Lionel Ritchie. Medo, muito medo daquilo.
Só que o pior ainda estava por vir, o principal: o telefonema!
Primeiro tem a pausa gigantesca antes dele falar alguma coisa. Qualquer pessoa normal teria desligado o telefone, mas a Laura já mostrou que é meio esquisita, e continua na linha. E daí o Lionel começa a cantar! Só isso já seria suficiente pra acionar o 190 e arrumar uma ordem de restrição contra ele.
Mas fica mais bizarro ainda: depois de duas frases, ele desliga o telefone e começa a cantar pro nada! Eram os anos 80, ainda não tinha viva voz na casa das pessoas, não tem desculpa! É como se eu ligasse para alguém aleatoriamente, cantasse os dois primeiros versos de Morango do Nordeste e desligasse em seguida.
E se isso não bastasse, ela continua com o ouvido no telefone mesmo depois dele desligar. Isso não faz o menor sentido!
Depois disso o clipe se encerra com o Lionel vendo o cabeção bizarro de argila e mentindo pra Laura dizendo que achou maravilhoso.
O álbum que reuni Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters), John Paul Jones (Led Zeppelin) e Josh Homme (Queens of the Stone Age) tem um segredo até pouco guardado. Uma droga que muitos músicos usam para inspiração.