Tudo começou com esse vídeo que surgiu no fim do ano passado. Nele, um grupo de humor chamado Axis of Awesome mostra de forma divertida como 4 acordes podem servir de base para dezenas de hits da música.
Apesar dos vocais serem péssimos, o vídeo é bem legal:
Depois veio esse fã dos caras, que resolver repetir a experiência em casa. Boa parte das músicas, principalmente no começo, já estavam na versão do grupo australiano, mas ainda assim o cara trouxe outras divertidas:
E por fim, a versão brasileira (apesar de algumas das músicas serem simplesmente covers em português de hits já lembrados nos dois primeiros vídeos). Também é bem legal, apesar de ser quase toda formada por sucessos desse horroroso “rock” nacional dos anos 2000:
Taí, já sei quais acordes aprender pra fingir que toco de verdade.
Nada como uma rapidinha, um jogo rápido, nenhuma análise muito apurada, indicações ou críticas, who knows? Bom vamos cortar o papo furado.
Alice no País das Maravilhas de Tim Burton é sucesso de bilheteria, mas seria mais pelo hype do diretor ou porque existem muitos fãs do universo criado por Lewis Carroll? Esteticamente o filme não deixa a desejar, figurinos certeiros, cenários ricos e caracterizações muito boas, infelizmente a história deixa a desejar, pois, considerando que é uma continuação das duas histórias de Alice, segue por um caminho óbvio e sem emoção. Na verdade o que incomoda é que durante a permanência no mundo real, Alice quer sempre fugir do seu destino, enquanto que ao chegar no Mundo Subterrâneo reluta em aceitar sua missão (e a insistência de todos os personagens para que ela aceite é extremamente irritante, faltou um roteiro, talvez?), mas no fim aceita o fardo imposto pelo Oráculo. A perda de ritmo durante as passagens é outro ponto perdido, a trilha sonora é cansativa e a batalha final não tem tanto impacto. O 3D também é questionável, em muitos momentos considerei a técnica descartável por não enriquecer o visual, contudo em certos momentos o cenário parece com livros pop-up (tridimensionais que montam a cena da ilustração). Todavia, se você é fã dos livros irá gostar das principais referências aos dois livros, se encantará com a rainha branca e a rainha de copas (aliás, essa tem os melhores momentos do filme) e com certeza o Chapeleiro (chato em alguns momentos, mas nada tira seu mérito) e a Lebre farão todos rir um pouco.
ps: também resenhei sobre o livro.
Ilha do Medo é ao mesmo tempo o mais pessoal e profissional de Scorsese. Ele não tem reviravoltas mirabolantes, é um trajeto comum, o que vale na história é a entrega do personagem principal dentro de seu medo de encarar a loucura. O roteiro não tem furos, ele tem lapsos assim como seu personagem principal, o real e o imaginário em constante tangência criam a história e não sua linearidade. As cenas dentro dos sonhos de Teddy (desde os papéis voando durante sua invasão em Dachau ou as cinzas voando durante o incêndio) é uma das inserções mais incríveis que Scorsese poderia fazer. Ele suavizou, levando em consideração que muitas partes do livro (falando sobre a vida sexual, as brigas, as bebedeiras de Teddy) foram deixadas de lado para o espectador se focar no mistério que é o personagem principal, o mistério do desaparecimento e da ilha é para deixar de lado, o que interessa aqui é: até que ponto a mente de uma pessoa pode levá-la a caminhos obscuros? Esse é o cinema de Scorsese, ele é cru, ele não precisa se sustentar num mistério, mas em sua condução, na condição de deixar todos, que acompanham seu protagonista, cada vez mais sufocados. Lembrando que heróis não são sarcásticos o tempo todo e muito menos bonzinhos, Teddy é matador e tenta se redmir, ele é humano: sangra, tem dores de cabeça, etc. O desfecho do filme não poderia ser melhor, ao encarar a sua realidade, Teddy tem de tomar uma decisão e sua fala final exprime a entrega de alguém que vivia na angústia e finalmente sabe diferenciar o medo da tristeza.
ps: resenhei sobre o livro também.
Se você estiver seguindo passo a passo o modelo abaixo, fica a dica: você está fazendo errado.

Clique na imagem para ver em tamanho grande.
Mais um vídeo absolutamente genial e hilário dos Anões em Chamas, os grandes nomes do humor internético brasileiro atualmente:
Ano passado a gente já tinha visto aqui um sujeito chapadaço tentando (em vão) calçar seu chinelo.
Agora a situação se repetiu, com esse outro maluco no festival de Coachella, que rolou semana passada na Califórnia:
Ah, a cachaça…
E esse mashup de Enter Sandman com Telephone, hein? Por mais bizarro que isso possa soar, eu acabei gostando:
Só pra deixar claro, o Vida Ordinária não pretende fazer posts ligados à corrida presidencial.
Mas tem certas coisas que não dá pra ignorar, como a capa bizarra da Veja dessa semana, com José “Tio Chico” Serra posando com uma cara de… de… “fofinho”.

A cena foi tão surreal que gerou até um Tumblr hilário, onde todos podem contribuir mandando suas fotos na pose do candidato: o Meiguice Serra.
Eu já mandei a minha versão pra lá:

E chega, porque de mim o Serra não recebe voto de jeito nenhum, só imitação mesmo.