31/05 2010
A Matemática da Copa

A Section Design resolveu se engraçar nesse clima de Copa do Mundo e criou um gráfico para tentar prever, matematicamente, o que vai acontecer na África do Sul. E pra eles dá Brasil.

Pra ver a reportagem explicando tudo e o gráfico em tamanho maior, basta clicar na imagem:

Visualmente até ficou interessante, mas acho que eles não entendem muito de futebol.

Primeiro porque não faz sentido incluir nessa equação o tamanho da população e sua renda per capita, como eles fizeram. E segundo porque, duvido muito que a Sérvia chegue na final da Copa e que seleções como Nova Zelândia e Honduras avancem na primeira fase.

Enfim, mais uma prova que futebol não é ciência exata.

Vi no Update or Die.
E enquanto o Mundial não chega, aproveita pra votar na enquete que a gente propôs no nosso Guia para a Copa do Mundo e dá seu palpite sobre quem vai ganhar:

Quem vai ganhar a Copa do Mundo esse ano?

View Results

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

31/05 2010
Rodrigo Gaga ou Lady Faro?

Parece que os programas da TV aberta nos fins de semana estão disputando pra ver quem consegue mostrar a maior bizarrice. Na semana passada, tivemos a Geisy mostrando toda a sua graciosidade e leveza numa apresentação de pole dancing pro namorado.

Como se isso não fosse sofrimento o suficiente, nesse último fim de semana botaram o Rodrigo Faro vestido de….Lady Gaga! Eu não sei se o pior do vídeo é o Rodrigo Faro, as roupas, o Rodrigo Faro, a dança, o Rodrigo Faro, a vergonha alheia, o Rodrigo Faro, a peruca ou…o Rodrigo Faro.

Bom, vejam e sintam vergonha por conta própria.

Especialista em achar bizarrices na internet, rir da desgraça alheia e falar mal de tudo. Resumindo: o capeta em forma de guri.

30/05 2010
O que as palmas não fazem…

O Arcade Fire[bb] já lotou estádios, mas só dois dias atrás entrou nos trending topics dos EUA e Canadá, uma passagem que nos tempos atuais meio que oficializa a popularidade de um artista. E eles só precisaram lançar dois singles, que você pode ouvir aqui.

Suburbs” tem um piano saltitante que evolui para um lamento cantado em falsete, basicamente uma estrutura contrária a de várias músicas do álbum Funeral, que terminavam numa mudança de ritmo abrupta e catártica – e que os críticos amaram e tudo.

Month of may” é um punk rock genérico de poucos acordes que fez com que nós, fãs, nos perguntássemos: WTF?! Não é sofisticado nem ambicioso. O caminho que o Arcade Fire tomou no passado é superorquestrado e frequentemente tem surtos de grandiloquência às vezes confundidos, com ou sem razão, com pedância. “MoM” também é agressiva e pesada, e o Arcade Fire não é agressivo e pesado. Ele é fofo, infantil, meloso, animado, calmo.

Mas, saindo do âmbito musical e indo pro pessoal, a história é diferente e os adjetivos são outros. No começo, era lindo. Era 2004, surgiu essa banda com marido e mulher, irmão, três best friends e uma delicada violinista. Uma família reservada. Além disso, a voz da Regine Chassigne era (é) a sonorização da fofura, capaz até de fazer a tragédia no Haiti parecer um evento confortável.

Até que…

O vocalista Win Butler começou a destruir a ilusão criada pela imaginação coletiva da mídia e dos fãs de que eles fossem artistas perfeitos e comprovou aquilo que todos sempre temeram em seus mais terríveis pesadelos: o Arcade Fire era formado por seres humanos. O líder estava sujeito ao mau humor, o baterista a problemas psicológicos e a vocalista ao pior de todos os problemas: a paranoia feminina.

O precursor dessa inversão de valores é um fato simples: fãs não-extremamente animados irritam Win Butler. Ele gosta, ele quer e ele precisa que o público acompanhe suas apresentações com palminhas rítmicas. Isso é tão importante para ele que ele recentemente elegeu os brasileiros o público que melhor bate palminhas. (Obrigado, Win, você não sabe como eu me esforcei naquele show do Tim Festival) Deve ter sido um martírio tocar “Wake up” com David Bowie[bb] no Fashion Rocks e ver só a Heather Graham na plateia de pé fazendo as palminhas.

Um dia, Win Butler não aguentou. Em 2007, durante um show em Seattle, não satisfeito com a não-empolgação do público, disparou: “This isn’t a fucking movie, stand up“. Segundo testemunhas, ninguém riu. Ele queria que as pessoas dançassem enlouquecidamente. Win Butler, te dou uma dica? Componha músicas dançantes.

E quando um fã no meio de um show do Arcade Fire experimenta levantar uma placa pedindo uma baqueta para a coleção dele, o que acontece? “Put away that fucking sign” é o grito que ele recebeu do Win Butler em retorno. A frase virou um viral na internet, naturalmente. Você pode até baixar “Put Away That Fucking Sign [Remix].mp3“, se quiser.

Em outras palavras, eles não souberam lidar com a fama.

Em outro show, o baterista Jeremy Gara (que eu desconfio que seja gay depois que eu vi o jeito que ele fala, embora essa informação seja absolutamente irrelevante para o grande esquema do Universo) decidiu, simplesmente, abandonar o palco durante uma música e não voltou. Espalharam-se boatos nunca confirmados de que ele sofresse de síndrome do pânico. Apesar disso, aquele show continuou. Sem bateria. Como fazer palminhas num show sem bateria, Win Butler? Reflita.

Certa vez um fã pediu um autógrafo para Regine Chassagne, a fofa. Ela mandou ele se fuder. Sim, se-fu-der. Ela assumiu que ele fosse vender o papel no Ebay. Pior, assumiu que alguém fosse comprar o autógrafo no Ebay. (na verdade, eu teria comprado, ok.)

Mas o caso mais épico aconteceu no programa do Jonathan Ross. Após tocar “Keep the car running” (que é super superestimada, btw), Win Butler quebrou uma das câmeras do estúdio e saiu sem se despedir. AO VIVO. Veja o vídeo e repare, lá no fundo, a cara da Regine de “Puta que pariu, eu estou tão constrangida que eu enfiaria agora minha cabeça num buraco se a minha cabeça não fosse tão grande“. Motivo: Win Butler ficou puto de ter ficado esperando a apresentação numa salinha enquanto ele queria estar visitando um amigo. Mas eu entendo, se eu pudesse resolver as inconveniências da minha vida quebrando coisas caríssimas tudo seria bem mais suportável.

Mas nenhuma reputação fica realmente ruim enquanto não houver uma briga, e Wayne Coyne, vocalista do Flaming Lips[bb] (tipo, ele é foda, ok?), fez o favor de armar o ringue. Em entrevista à Rolling Stone, acusou o Arcade Fire de tratarem “as pessoas e o público como merda”. E também disse “They’re pricks, so fuck them“. Assim mesmo.

Depois, Coyne pediu desculpas, disse que se referia mais às “pessoas em volta do Arcade Fire” do que ao Arcade Fire em si. Que pessoas? Tipo… o empresário? Pode ser, já que ele também tem a reputação de ser uma pessoa de pavio curto. Vincent Moon, um documentarista independente que se você não conhecer por nome certamente conhece pelo site dele, o Blogotheque, com dezenas de vídeos de artistas incríveis tocando em ambientes inusitados e/ou glamourosos, disse que o empresário do Arcade Fire, Scott Rodger, era “a pior pessoa possível no mundo da música”. Eu, que por acaso sigo o Scott (ou Mr. Rodgenator, como os fãs gostam de chamar) no Twitter, decidi perguntar o que ele tinha achado dessa declaração. Ele foi honesto na opinão sobre o Moon: “Talented guy and extremely misguided. He could have done something great but too much substance abuse. Stole our cameras too!” Scott, desde quando abuso de drogas anula o talento de alguém? Está faltando Jesus no seu coração.

Em entrevista à NPR essa semana, Win Butler disse que o novo álbum, que lança agora no começo de agosto, é resultado das experiências pessoais que a banda teve desde que a turnê de Neon Bible acabou. O single “Month of may” faz parte dessas experiências e não poderia ser um exemplo mais didático. Eles começaram a gravar o novo CD em 2009, no mês de maio, e a letra é explícita: “Gonna make a record in the month of may, in the month of may, in the month of may“. Mais ainda: “2009, 2010, gonna make a record of how I felt then“. E tem isso: “Now, some things are pure and some things are right / but the kids are still standing with their arms folded tight“. Sério, isso é uma referência ao público que não se empolgava nos shows? Win Butler, você teve mais de um ano pra ter experiências, e no fim das contas é isso o que você tem a dizer? Eu espero que seja uma interpretação errada minha, apesar de me parecer óbvio.

De qualquer forma, eu sou fanboy e acho tanto “MoM” quanto “Suburbs” fodas. Apesar da letra, “MoM” é bem feita e produzida, e se a intenção foi fazer uma música para se acompanhar com palmas e pulos num show, pelo menos fizeram com cuidado. E é uma música honesta, incluindo a agressividade. Eu espero que eles tenham tido muitas experiências nesses últimos anos. A era Bush pariu “Neon Bible”, um álbum que fala de uma época manipuladora e sinistra, e eu gostei do clima. Fiquei com medo que a era Obama resultasse num álbum feliz, e eu sempre achei que o Arcade Fire conseguia atingir a genialidade em seus momentos não-felizes, tipo aqui e aqui. No fundo, eu acho que apoiava toda essa faceta agressiva-escrota que o Arcade Fire revelou com o tempo na esperança de que isso refletisse uma sombriedade nas músicas. Acabou que, pelas amostras, a coisa tá ficando bonita não por uma questão de elas serem felizes ou sombrias ou etc, mas simplesmente por serem boas. E espero que no lançamento de The Suburbs (é o nome do novo LP), o AF entre na porra dos TTs Worldwide (até The National entrou com “High Violet”), senão esse mundo tá perdido.

30/05 2010
Pra começar bem a semana

Pra começar bem a semana, uma boa notícia: a partir dessa semana, esse nosso post dominical vai ter o dobro de fotos do que antes. O que já era bom de se ver, ficou ainda melhor.

E vamos começar logo, com a Kristen Bell[bb]:

E a Jessica Biel[bb]:

Tem a Sienna Miller[bb]:

A Julianne Moore[bb]:

E a Kristen Stewart[bb]:

A primeira-dama da França, Carla Bruni[bb]:

Alma Jodorowsky:

Cheryl Cole:

E Paz Vega:

Tem Dita Von Teese:

Jennifer Love-Hewitt[bb]:

Chloe Sevgny[bb]:

E Frida Gustavsson:

Stefhanie Seymour:

Jennifer Garner[bb]:

Zuzana Gregorova:

E pra fechar, só das melhores. Bar Refaeli, Emma Stone[bb], Amanda Seyfried[bb] e Natalie Portman[bb]:

Boa semana a todos!

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

29/05 2010
Magneto estava certo (parte 116)

Difícil saber se deu mais raiva da idiotice desse sujeito ou pena da dor que ele deve ter sentido.

Vi no Kibe.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

29/05 2010
Ilha do Dragão

Ok, eu sei que eu tinha dito que o assunto Lost estava banido do blog, mas também disse que poderiam haver exceções.

E esse vídeo com cenas da série usando a dublagem de Caverna do Dragão é tão genial que merece ser uma dessas exceções:

Vi no Trabalho Sujo.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

29/05 2010
Baú dos Covers Especial: Creep

Se hoje Radiohead[bb]é uma das bandas mais influentes e aclamadas do mundo, deve um bocado ao sucesso de Creep, música que alçou a banda à fama.

Creep é angustiante, quase depressiva, mas praticamente um hino para todo mundo que já se sentiu diferente, excluído ou deslocado. E é por ser tão fácil se identificar com a letra, que a música acabou recebendo muitas versões bem legais. E são elas que a gente vai ver hoje no Baú dos Covers.

Antes, vale conferir sempre a música na voz do próprio Thom Yorke, nesse show do Radiohead em 1994:

Agora vamos aos covers, começando pelo do Pretenders[bb], onde a Chrissie Hynde interpreta com tamanha emoção que a versão quase chega ao nível do original:

Outro cara bacana que adoramos e que já cantou Creep foi o Moby[bb]:

Uma banda que eu nunca imaginaria tocando Radiohead, mas que fez um cover de Creep em seu MTV Unplugged foi o Korn[bb]. Não curti o vocal:

Esse de baixo a gente já tinha visto aqui no Vida Ordinária. É o Homeless Mustard, um mendigão de luxo, fazendo uma das versões mais fodas que já ouvi pra essa música:

Um cover bem diferente é o do Richard Cheese[bb], músico famoso por fazer versões ao estilo de big bands americanas, quase paródias. Olha como ficou a Creep dele:

Sensacional! Hahahaha!

Damien Rice[bb] não apenas cantou Creep, como nesse show ainda misturou a música ao seu grande sucesso, The Blower’s Daughter (tema de Closer que depois ganhou uma versão brazuca da Ana Carolina e do Seu Jorge). Creep em si só começa por volta dos 4:40 do vídeo:

E pra fechar, essa versão do Weezer[bb]. Não sei que raios de lugar é esse e nem porque tem tanta gente com instrumentos ao redor deles, mas seja lá o que for, ficou fantástico ouvir Creep tocado por dezenas de violões, acompanhamento de violino e uma porção de outros sons:

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

28/05 2010
Moleque esperto!

Falaí, Ben, o que você adora?

Ah, moleque!

Apesar dos jovens coloridos, ainda podemos ter esperança nas crianças.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

Parceiros

Divulgue o Vida Ordinária

..............

Copie e cole esse código: