A banda My Robot Friend resolveu fazer um clipe para a versão acústica da sua música Waiting, e o resultado foi essa animação em stop motion usando nada mais que papéis recortados e desenhados.
Odeio esse falso moralismo que desde meados da década passada vem destruindo o bom humor e a liberdade de expressão. Ninguém mais pode falar nada porque alguma pessoa ou algum grupo pode se ofender. E se a gente diz “foda-se se tem gente se ofendendo fácil demais”, parece que nós que estamos errados.
É por isso que fico feliz quando vejo alguém cagar para o politicamente correto, principalmente quando essa pessoa faz parte de um grupo que poderia tomar o papel de vítima. Esse post é sobre Zach Anner, uma das figuras mais incríveis que eu já tive a chance de conhecer através da internet.
Zach tem paralisia cerebral, e recentemente se inscreveu num concurso da Oprah, cujo prêmio principal é ter um programa de TV próprio. Claro, o fato de alguém com as dificuldades que um portador de paralisia tem se inscrever num programa assim já é tocando. Mas o que torna Zach inspirador é o fato dele não se limitar ao papel de “deficiente otimista que continua levando a vida com bom humor” e sim usar esse humor para fazer piadas sobre a própria doença.
Com piadas igualmente hilárias e inteligentíssimas, ele praticamente se auto-esculacha. E tudo como forma de introduzir sua grande idéia de programa.
O cara é genial, olha só o vídeo dele:
Pra quem lê pelos feeds, clique aqui pra ver o vídeo.
O fato de Zach não sentir pena de si mesmo, só ajuda a deixar ainda mais óbvio que nós não devemos ter pena dele também. É como já dizia aquele incrível comercial sobre portadores de Down, que nesse caso também se aplica aqui: os deficientes só precisam do seu respeito. E Zach Anner ganhou o meu.
Não só pelo bom humor, mas pela sua fantástica idéia para um programa, ele merece vencer esse concurso da Oprah. E nós podemos ajudá-lo votando aqui.
Eu já votei. Porque o Zach é foda, e um exemplo para um bando de gente, em todos os sentidos.
Esse cara achou que tava tirando onda mostrando um jeito novo e estiloso de estacionar seu Jet Ski. Só que o imbecil era desprovido de qualquer conhecimento básico de física. Ou de bom senso:
Hoje começa uma nova coluna no Vida Ordinária, a “Entendendo”. Aqui, vamos tentar compreender coisas, lugares e pessoas que podem parecer estranhos em princípio, mas que se olharmos a fundo, vamos descobrir que são… bem, mais estranhos ainda.
E vamos começar com os países que vão enfrentar o Brasil nessa Copa do Mundo. O primeiro é a Coréia do Norte.
A Coréia do Norte, assim como sua irmã do sul, fazia parte do Império Japonês até o fim da II Guerra, quando foi dividida entre soviéticos (no norte) e americanos (no sul). E não demorou para que os dois lados entrassem em uma guerra, causada pela irritação do lado comunista com o fato da bandeira dos vizinhos capitalistas ter o logo da Pepsi.
Merchan da Pepsi na bandeira sul-coreana.
Guerra essa que apesar de um armistício, nunca terminou, já que jamais foi assinado um tratado de paz e o Kim Jong-Il continua preferindo Dolly.
Por falar em Kim Jong-Il, o líder supremo norte-coreano merece atenção pela sua versatilidade na carreira. Além de comandar a nação e ameaçar os EUA, Kim ainda se divide nas atividades de sósia de velha lésbica e ator hollywoodiano.
Antes que alguém venha dizer que o Kim Jong-Il se veste mal, vale a informação de que na Coréia do Norte todo cidadão usa uniforme. Ou melhor, quase isso. É que existe um Código de Vestimenta Nacional, que regula o que cada pessoa pode usar.
Parece um absurdo? Quando a gente pensa no figurinista do Faustão e na filha do Dunga até que dá pra entender.
De qualquer forma, a população norte-coreana parece bem alegre, colorida e feliz, e certamente todo mundo teria muita coisa boa para falar do país. Isso se pudessem falar, é claro. Afinal, a Coréia do Norte vive uma das censuras mais rigorosas do mundo, em parte para evitar que a ideologia capitalista se espalhe no país, mas principalmente para impedir que façam piadinhas sobre o cabelo escroto do presidente.
Mas é claro, o que todos querem saber hoje é o que esperar da seleção deles. E nesse ponto, não há o que se preocupar: aparentemente o bom futebol também foi censurado na Coréia do Norte. No máximo o Júlio César vai ter que ficar ligado nos chutes de longe, já que os norte-coreanos soltam cada bomba…
E ainda fazem dancinhas tão bem coreografadas quanto as do time do Santos.
E é com toda essa ginga e malemolência norte-coreana que termina esse nosso primeiro “Entendendo”. Agora nos resta ver o jogo e torcer pro Brasil ganhar… de pouco. Claro, afinal ninguém é louco de golear os coreanos e irritar o Kim Jogn-Il. Vocês querem que caia uma bomba atômica em Brasília, pô?
Hm…
É, não seria má idéia.
…
Bônus:
Não é só no Brasil que tudo acaba em Carnaval. Vamos encerrar esse post imagens do empolgadíssimo e animado desfile norte-coreano na Sapucaí deles: