Por muito tempo adiei esse post, mas agora não tem mais jeito. É hora do Vida Ordinária falar de Crepúsculo e escrotizar a saga. Não que eu precise de muito esforço pra isso, já que ela já se escrotiza por conta própria.
Não vou ser simplista de resumir esse post dizendo que Crepúsculo é sobre uma garota apática dividida entre a necrofilia e a zoofilia. Pra isso já existem os 174864928462 piadistas de twitter que já soltaram essa tirada.

- Se vocês dois me amam, porque não param de ficar
se comendo com os olhos? Get a room!
Mas o pior é que não fica longe disso. Não me sujeitei aos livros, já que os filmes foram suficientes para eu querer me matar. Mas é bem possível que a versão escrita seja menos ruim, uma vez que provavelmente não se resume galãs infanto-juvenis que não sabe atuar, sempre sem camisa.
Primeiro vamos falar do tal do Edward. Vocês não acham estranho que um cara eternamente num corpo de adolescente e com toda a sabedoria de anos e anos de vida teria um repertório suficiente pra pegar um monte de mulher? Então porque raios ele demora tanto tempo até se arrumar com uma, e foi logo com a insossa da Bella?
Minha teoria é de que na verdade ele era uma bichona enrustida, até que, quando percebeu que sua família já ia achar estranha essa solteirice eterna, arrumou uma amiguinha insossa que pudesse posar de sua namorada enquanto ele brincava com estacas.
Se isso não for indício suficiente, tem o lance de brilhar no sol. Não tem jeito, não tem defesa, isso é gay demais.

- Ai, amiga, se joga! Com esse sol a gente vai ar-ra-sar no brilho!
O Lestat de Entrevista Com o Vampiro era um viadaço que brincava de ser esposa do Louis (numa relação quase Madonna/Jesus Luz) e mesmo assim não conseguia ser mais gay que um vampiro que brilha no sol. Aliás, essa variedade de vampiros gays só reforça aquela minha velha teoria de que vampiro não é coisa de homem (ao contrário de zumbis).
Mas mesmo que o Edward seja macho, como posso respeitar um cara que em mais de um século só pegou uma garota? Não é machismo meu não, posso garantir. Se estivéssemos falando de uma vampira mulher, também seria muito estranho ela não conseguir ninguém nesse tempo.
Vale lembrar que até aqui na nossa terra a gente tem vampiros mais eficientes. Como o Bento Carneiro, o vampiro brasileiro de Chico Anysio, notório por suas dezenas de casamentos, muitos deles com mulheres que eram símbolos sexuais na época, ou ainda o Vlad, de Vamp, que mesmo sendo o Ney Latorraca (“significa”) deu uns pegas na Cláudia Ohana em seu auge.

Bento Carneiro, vampiro brasileiro e comedor de primeira linha
(a Zélia não conta… todo homem já teve sua baranga)
E aí tem o Jacob do outro lado. Um lobisomem que depila o peito. Na boa, não entendo porque as fãs ficam se dividindo em Team Edward e Team Jacob, uma vez que me parece bem claro que, no fim das contas, os dois jogam no mesmo time. Se é que vocês me entendem.
E por fim a Bella. Ah, a Bella. Uma menina linda. Mas que, o que tem de bonita, tem de insossa, apática e insegura. Qual é a dela ficar andando de cabeça baixa o tempo todo? De falar baixo, de ser antipática? Aproveita que você é bonita e pega o capitão do time de futebol americano. Ou se você não quer ser fútil, o nerd ajeitadinho. Deu certo em Adventureland, não foi? Mas não fica dando mole pro defunto afeminado e pro saco de pulga, caramba!

Quem diria que Jesse Eisenberg seria o melhor partido
a aparecer nesse post, né?
Bella é a típica adolescente que se sente sofrida sem motivo, que reclama de barriga cheia, e acha legal ser soturna, obscura e do contra. Aposto que ela ouve Nightwish.
E é nesse triângulo amoroso sofrível que a saga Crepúsculo se apóia. Assim não dá, né? Curioso como a principal sensação ao ver uma obra sobre vampiros, seres imortais, é a de querer morrer.