Ok, todo filme de Star Wars começa com essa frase. Mas e se a saga da família Skywalker não apenas de passasse num passado remoto, mas também tivesse sido filmada antes.
Tipo, nos tempos do Cinema Mudo. Seria mais ou menos assim:
Futebol é o esporte mais popular do mundo provavelmente pelo fato de ser o mais emocionante. E muitas vezes esse drama do jogo acaba se refletindo na hora de narrar a partida.
Locutores empolgados, chatos, alucinados e afins são muitos, mas nesse post a gente tentou reunir alguns dos mais figuraças que a gente encontrou mundo afora.
Começando por Tiziano Crudeli, narrador da TV italiana, que ficou famoso na internet durante a última Copa do Mundo. O desespero dele narrando os últimos minutos do jogo entre Eslováquia e Itália, que marcou a eliminação na primeira fase da Azurra, é hilário:
“No. No! NO! NOOOOOOOO!!!”
Se num momento ruim já dá pra ver a emoção de um narrador, imagina num momento bom. E esse abaixo foi muito maior que isso: era um gol da Argentina contra a Inglaterra, país que havia a derrotado numa guerra poucos anos antes. E se isso não bastasse, era simplesmente o gol mais fantástico da história das Copas, com Maradona driblando meio time e se consagrando como um dos maiores gênios do futebol. Victor Hugo Morales narrou assim:
“Quiero llorar, Dios Santo, viva el fútbol!”
Sério, é de engasgar a garganta essa catarse dele, né?
Mas não dá pra gente dar muita moral pros argentinos. Então vamos ver agora um outro golaço, mas que marcou a eliminação de nossos hermanos. Bergkamp, da Holanda, fez o gol e iniciou o ataque frenético do locutor Jack van Gelder:
“Dennis Bergkamp! Dennis Bergkamp!
Dennis Bergkamp! Dennis Bergkamp!”
Essa tática de repetir como louco uma frase é bem conhecida de nós brasileiros, já que Galvão Bueno é adepto dela. Ame ou odeie o narrador global, não dá pra negar que seus bordões são marcantes. Só que como estamos falando de repetições, nenhum momento foi tão inusitado quanto o do primeiro gol de Ronaldinho Gaúcho pela seleção. Olha o que ele fez:
“Olha o que ele fez! Olha o que ele fez! Olha o que ele fez!”
Mesmo que você seja adepto do “Cala a Boca, Galvão”, aposto que nessa hora você nem tava puto com ele:
E não podia faltar o “Haja coração“, né? Até numa cobrança de lateral:
Vive um drama a seleção brasileira… e o torcedor também, que já não aguenta mais esses bordões (ok, vou admitir que estou na minoria que gosta do Galvão).
Mas enfim, se for pra falar de narrador figuraça no Brasil, tem um que supera o Galvão, e ele vem do Sul. Amanhã o Inter vai tentar conquistar sua segunda Libertadores, e foi durante a final da primeira que o Brasil todo pôde conhecer a excentricidade de Pedro Ernesto Denardin, locutor da Rádio Gaúcha.
Olha só a empolgação do cara e tente não rir (você só vai conseguir se for torcedor são-paulino):
“O Inter rasga a camisa do São Paulo e pisa em cima dela!”
E se não bastasse esse jogos pros são-paulinos odiarem o Pedro Ernesto, no ano seguinte foi a vez do Grêmio eliminar o time do Morumbi. E lá estava o folclórico narrador de novo:
“O maior freguês da gauchada!
Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra!
Exército espartano!”
Na boa, eu adorei conhecer esse cara pela internet, ele torna tudo épico e ufanista ao extremo. É bizarro demais!
Isso sem falar nas filosofadas sem sentido do Cléber Machado. Mas isso fica para um outro momento, porque aposto que vocês conhecem outros narradores bizarros e podem me ajudar a fazer uma parte 2, certo? Fala aí nos comentários.
Cinema Paradiso está no meu top 10 pessoal, como um dos grandes filmes da minha vida. Sem dúvida, uma das maiores odes ao amor e ao cinema que já surgiu na telona. E a cena mais marcante é sem dúvida a montagem no final com vários beijos clássicos de filmes.
Essa semana Os Simpsons homenagearam essa cena. Alguns dos beijos do desenho são mais atuais, e como estamos falando de Simpsons, tem um pouco de galhofa no meio. Mas a trilha de Ennio Morricone continua ali, intacta:
Ah, a Internet! Essa grande rede e sua grande capacidade de gerar gênios que transitam entre o tosco e o hilário, sempre de forma criativa.
Se ano passado tivemos o surgimento das Pagode Versions, versões acústicas em inglês de sucessos do pagode dos anos 90, o hype desse ano é em torno do DJ Cremoso.
Auto-denominado a maionese do brega, ele pega vários hits do pop e do rock mundial e faz remixes em versão tecnobrega. O resultado é sempre curioso, mas em alguns casos vai além e fica BEM legal. Olha só alguns.
Já dá até pra imaginar a Ke$ha numa vibe Joelma (elas não se parecem?) pra esse remix de Tik Tok:
E tem música nacional também. Se Planeta Sonho, do Flávio Venturini já tem um ar meio futurista, com o DJ Cremoso ela virou uma versão futurista do Pará:
E meu favorito foi justamente o remix de uma das minhas músicas preferidas, Don’t Look Back in Anger, do Oasis, onde o DJ Cremoso exercitou toda sua criatividade na introdução: