21/09 2010
E o Japão se supera: A Vagina Borbulhante

Eis que os japoneses mostram que estão em outro nível no mundo da bizarrice e nos trazem uma cena que nem mesmo as pornochanchadas brasileiras foram capazes de conceber:

Épico.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

21/09 2010
Entendendo Legião Urbana

Hoje nossa coluna vai tentar compreender uma das maiores e mais importantes bandas brasileiras de todos os tempos: Legião Urbana[bb].

Antes de qualquer outra coisa, preciso deixar claro que adoro Legião. Eu diria até mesmo que sou um fã, se não fosse por dois motivos. O primeiro é o fato de eu estar meio enjoado de Legião. Culpa não tanto das músicas, mas sim da maior maldição dessa banda: as rodinhas de violão.

Seja na praia, na fazenda ou naquele churrasco, rodinhas de violão são altamente questionáveis, principalmente uma vez que o gosto musical das 2 ou 3 pessoas que sabem tocar violão no recinto costumam ser também altamente questionáveis. Em meio a isso, sobram poucas unanimidades. E é aí que entra o Legião.

O problema maior nem é só a repetição eterna das seis mesmas músicas da banda, mas todo o ambiente: o cara que está com o violão tentando acompanhar o principal mas sempre fica atrasado, a menina cantando aos berros (e que geralmente é a que menos conhece a letra), o seu amigo bêbado dormindo e babando no seu ombro e a maconheira filosofando sobre aqueles versos.

O que me lembra de outra coisa: por mais que os fãs queiram pensar isso, nem todas as letras do Renato Russo[bb] são geniais.

Em algumas das músicas, dá pra perceber que a letra sofreu uma leve djavanização. Por exemplo:

“Sem essa de que estou sozinho
Somos muito mais que isso
Somos pingüins, somos golfinhos
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho”

Caramba, hein. Somos pingüins, golfinhos, homem, sereia, beija-flor, leão, leoa, leão-marinho. Resumindo: nós somos a Arca de Noé com uma leve dose de ácido.

E o nome da música desses versos é Vamos Fazer Um Filme. Sim, por essa letra vamos fazer um filme do David Lynch[bb], né?

Mas enfim, o segundo motivo de eu não dizer que sou fã do Legião Urbana é porque… bem, os fãs do Legião são muito chatos. Demais.

Fã já é uma coisa naturalmente irritante. Fã do Los Hermanos[bb] (e nesse grupo sim vocês podem me incluir), mais irritante ainda (admito). Mas fã de Legião Urbana leva tudo além. Não bastasse ouvirem Ainda É Cedo em loop, ainda fazem questão de enxergar uma profundidade que não existe nas letras e a execrar qualquer um que não ache a banda e o Renato Russo a coisa mais genial que já passou pela Terra.

Por favor, né? Menos.

E se os fãs de Legião Urbana são chatos, os não-fãs são quase tão ruins. Nesse caso não me refiro a quem não goste da banda, mas ao sujeito genérico que curte uma coisa ou outra, mas não é tão viciado no som deles. O tipo de gente que adora ouvir Que País É Este? só pra poder gritar no refrão “É a porra do Brasil!”.

Mas vamos deixar os fãs e leigos de lado e tentar refletir um pouco sobre algumas músicas do Legião. Começando por Faroeste Caboclo.

Eu, particularmente, gosto da música, sei a letra de cor e tudo (o que merece algum mérito, já que são mais de 9 minutos). Mas tem alguma coisa errada ali. Uma coisa chamada João de Santo Cristo.

O que muita gente não percebe em princípio é o quanto o João é vacilão.

Reparem nesse trecho da letra: “o Santo Cristo há muito não ia pra casa / e a saudade começou a apertar / Eu vou-me embora, vou ver Maria Lúcia / Já tá em tempo de a gente se casar”. O desfecho disso vocês já sabem: chegou lá e ela tava embuchada do Jeremias, com quem tinha se casado.

Jeremias é um filho da mãe? Com certeza. Maria Lúcia é meio vadia? Sem dúvida. Mas convenhamos: o João deu mole.

Como é que o cara fica longe de casa tempo o bastante pra mulher dele casar com outro e engravidar? Esse tipo de coisa não acontece do nada. O Jeremias deve ter investido um tempinho no flerte, e casamento não é coisa do dia pra noite.

João tava trabalhando muito? Pode até ser, mas isso não é desculpa pra ficar tanto tempo longe da mulher. O Jeremias também era traficante de renome, organizou a Rockonha e desvirginava mocinhas inocentes, mas mesmo assim tinha tempo para ter uma vida pessoal, uma esposa.

Administração de tempo, João. Esse é o segredo.

Você vacilou, acabando levando bola nas costas. E tiro nas costas. Viu o tamanho da merda que você provocou?


Bola nas costas?
A-DO-RO!

Por falar em protagonista bundão, o que dizer do João Roberto, de Dezesseis? Era o maioral, o cara fodão, e por causa de um pé na bunda se permitiu falhar na curva da morte durante um pega? Porra, Johnny!

Se você era tão foda, logo ia recuperar a mulher, ou arrumar outra. Não precisava dessa frescura.

E foi assim que, sem querer, a Legião Urbana criou em 1996 o primeiro emo do Brasil.

Mas não são apenas os protagonistas masculinos das músicas do Legião que têm problemas. Se o Santo Cristo era vacilão e o Johnny um emo, pior era aquela escrota poser da Mônica. E o pior é que a música meio que sempre defende o lado dessa chata.

Pra começar, na hora que o Eduardo está acordando, ela está tomando um conhaque em outro canto da cidade. Olha, eu não sou moralista nem nada, mas beber conhaque às 9 da manhã é um pouco de exagero. Se está virada da noite anterior, já era hora de parar. Se simplesmente começou a beber cedo, a situação é ainda pior, e a Mônica está caminhando para um alcoolismo perigoso. A Ke$ha[bb] começou assim.

Mas encher a cara é o de menos, o pior é ela tentando tirar o Eduardo de uma adolescência normal para uma vida pseudo-intelectual vendo filmes do Godard[bb], falando de Bandeira, Bauhaus e dos Mutantes.

Claro, todas essas coisas são legais, mas ela pode deixar o moleque jogar futebol de botão com o avô também. Botão é divertido, e não é muito comum jovens de 16 anos que dão atenção e passando um tempo com os avós. O Eduardo parece ser um sujeito legal, e a Mônica podia retribuir isso do jeito que um adolescente deseja: trepando com ele e não enchendo o saco depois.

Garanto que ele não ia reclamar.

E no fim quando o filho fica de recuperação, ainda chamam de “filhinho do Eduardo”. Por que não chamar de “filhinho da Mônica”? É mais fácil ele ter se dado mal na escola por ter bancada um pedante esnobe e enrolado nas provas do que por ter vivido um esquema escola-cinema-clube-televisão.


Eduardo e o vovô na maior curtição sem a chata da Mônica por perto.

É difícil achar alguma música do Legião que não tivesse um personagem disfuncional. Até Meninos e Meninas. Nada contra alguém gostar tanto de meninos e meninas. Mas porra, gostar de São Paulo é um puta mau-gosto, hein?

Por isso que Renato Russo é injusto consigo mesmo quando canta em Perfeição para brindar à estupidez de quem cantou essa canção. Estúpidos eram os personagens das suas músicas e não ele.

Ou não? Será?

Ainda é cedo pra dizer.

PS: Para os fãs que estão pensando em me xingar nos comentários: brigar pra que, se é sem querer?

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21/09 2010
Não basta ser pai, tem que participar

O que tinha tudo para ser um vídeo banal e desinteressante de duas garotinhas cantando Justin Bieber[bb] vira uma divertida bizarrice quando o pai delas vira figurante no fundo e mostra toda sua malemolência na dancinha mais nada a ver dos últimos tempos:

Parabéns, filhinhas, papai acaba de dar pra vocês uma porrada de views no Youtube.

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21/09 2010
Sociedade Anônima #4

Local: Num curso de barista (profissional especializado em cafés)
Hora: De tarde.

Durante as aulas, o professor ensinou ao aluno que quando o cliente perguntar pra que serve a água que acompanha o café ele deve responder que é pra abrir as papilas gustativas.
Quando o barista foi trabalhar depois do curso e serviu o café com a água, o cliente perguntou:
- Pra que serve a água que acompanha o café?
O barista respondeu: para ativar as mamilas gustativas.

Apaixonada por tipografia, viagens, sorvete e chocolate. Nas horas vagas, ataca de mestre-cuca e é chamada de maluca, mas é tudo mentira.

21/09 2010
Anatomia dos brinquedos

Pra quem tem a curiosidade de saber como é a anatomia dos personagens de desenhos animados e jogos,  vale dar uma olhada no trabalho do Jason Freeny. É uma curiosidade meio bizarra de se ter, mas tem gente pra tudo, né? De qualquer forma, o resultado fica muito legal.



Especialista em achar bizarrices na internet, rir da desgraça alheia e falar mal de tudo. Resumindo: o capeta em forma de guri.

20/09 2010
Um pedido de paz

Traduzido daqui.

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20/09 2010
Falas inesquecíveis, pôsteres também

Quando a gente acha que as idéias para pôsteres minimalistas sumiram, vem alguém e mostra uma nova leva bem bacana.

Dessa vez é um prato cheio pra quem curte cultura pop, design e tipografia. O artista Jerod Gibson criou cartazes onde silhuetas inspiradas em filmes séries e afins servem de fundo para algumas das falas mais marcantes de cada uma dessas obras.

Bem foda:

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20/09 2010
Comeu cocô?!

Esse elefante sim. E de uma forma mais bizarra e nojenta do que você imagina. Mas o vídeo é hipnotizante:

Putz.

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