25/10
2010
Confronto Ordinário: Orkut x Facebook
Depois de vários meses e alguns pedidos, uma das colunas mais tradicionais do Vida Ordinária está de volta. E dessa vez em formato diferente, sem os rounds que marcaram os quase 40 confrontos que já rolaram por aqui. Mas na prática continua a mesma coisa: dois assuntos de um mesmo tema comparados num duelo.
E com a chegada de A Rede Social se aproximando, nada mais justo que fazer o embate entre as duas redes sociais mais usadas pelos brasileiros. É o Confronto Ordinário: Orkut x Facebook.

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Vamos começar falando dos seus criadores. Orkut Büyükkökten (sim, eu copiei e colei esse nome) é o turco do Google que fez a rede social baseada na famosa teoria dos 6 graus de separação (mais conhecida na cultura pop como 5 passos para Kevin Bacon). E não me surpreende que o Orkut só tenha vingado em países de terceiro mundo (embora a praga brasileira tenha sua responsabilidade, e a gente fala disso mais a frente). Você olha pro Büyükkökten e a imagem dele grita “Bolsa-Família”, mesmo o cara sendo milionário. Tem cara de pobre e bunda-mole, daquele que perde o trocado de engraxar sapatos pro pivete maior. Sem falar que…

Significa.
Agora, o mais curioso é que, apesar do Orkut ter batizado sua invenção com o próprio nome, foi justamente seu rival nesse confronto que ficou com a fama de egocêntrico. É o nerd-que-quer-ser-playba e que todo mundo tem vontade de socar: Mark Zuckerberg. O cara, pelo que dizem, é um escroto, e eventualmente foi traíra com todos os seus amigos. Mesmo bilionário, acho que não ter amigos é triste.
Mas convenhamos, o Orkut não tem cara de ser o sujeito mais popular do pedaço. E aí a grana faz a diferença em favor do Zuckerberg.

Só que em uma rede social o que importa não é quem fez, e sim quem usa. Por isso, vamos falar agora dos usuários. O Facebook é um lugar onde, atualmente, se vê de tudo. Gente de tudo quanto é país, de diversas culturas, formações, classes sociais.
Enquanto isso, o Orkut é lugar de pobre. Não apenas pobre financeiramente, mas pobre de espírito.
Porque nada justifica um indivíduo mandar para todos os amigos um scrap com animação. Aliás, animação é o mal da internet. Que o diga quem usa MSN e já tenha tentado falar com a molecada de 12, 13 anos (assim como com a turma dos 20 e 30 que tem idade mental de 12, 13 anos). Tem vezes que rolam frases inteiras em que cada letra é um animação diferente. Psicodelia total. Nos anos 70 eles tinham LSD, nos anos 10 nós temos gifs animados.
Ainda nas diferenças entre o Orkut e o Facebook, temos os álbuns de fotos. Aquelas da galera da maior “vibe” curtindo aquela viagem que só teve perrengue ou fingindo que aquela festa de merda foi suuuuuper divertida existem nas duas redes sociais. Mas só no Orkut que elas vão estar acompanhadas do registro do pessoal tomando aquele banho de “piscina” numa caixa d’água e coisas do tipo.

Não dá pra falar de redes sociais hoje em dia sem se falar nos aplicativos. E falar em aplicativos é falar em Farmville, principalmente, e naquelas centenas de quizzes irritantes que aparecem todo dia no Facebook. “Fulano de tal participou do quiz ‘Qual bairro do Rio você é?’”, “Beltrano acertou 7 de 10 no quiz ‘O quanto você conhece de ex-BBBs’, faça você também!”. Por favor, né?
Bom senso, né? Na maioria das vezes eu leio, leio e só consigo enxergar “Ciclano respondeu o quiz ‘Que tipo de pentelho eu sou?’”.

Mas isso consegue ser menos pior do que receber no seu mural o pedido por uma vaca rosa. Ainda mais quando a pessoa diz que é muito importante.
Não, ter uma vaca rosa na sua fazenda não é importante. É uma fazenda virtual. Ela não existe na vida real. E mesmo que existisse, vacas rosas não existem na vida real. Se você perder o horário da sua colheita, ninguém vai morrer de fome. Se você deixar sua fazenda sem cuidados por 6 meses, nenhuma família vai perder sua subsistência. Aceite isso e pare de se obcecar com essa merda.

No Orkut os aplicativos também existem, e geralmente não passam de adaptações dos jogos de Facebook destinadas aos analfabetos funcionais. A vantagem é que não tem mural pra poluir com pedidos.
Não que isso seja um grande diferencial, já que na rede do Zuck dá pra bloquear esse tipo de atualização irritante, seja de jogos, quizzes ou atualizações automáticas do Twitter (as quais eu já utilizei por um bom tempo, admito, despertando o ódio dos meus amigos).
E enquanto isso, ainda não descobri meio de bloquear os tais scraps animados e até sonoros sobre os quais falei ali em cima.

Mas já que o Facebook está ganhando de goleada por enquanto, acho justo citar o grande ponto positivo do Orkut: as comunidades. Claro, a maioria é um lixo, pretexto para brincadeiras estúpidas ou apenas meras oportunidades de títulos engraçadinhos. Mas depois de uma geração que popularizou os fóruns de internet no fim dos anos 90 e primeira metade da década de 00, o Orkut ajudou a centralizar esses painéis de discussões. E muitos deles acabavam sendo muito úteis, como os de descontos dos sites de venda, ou de discografias, por exemplo.
O problema é que foi justamente nas comunidades que começou a invasão brasileira que expulsou todos os estrangeiros (tirando iranianos e indianos).
Tudo começou quando começamos a insistir com o português em comunidades internacionais. A cada gringo que educadamente pedia para respeitarmos a linguagem global e falarmos nossa língua só em comunidades nacionais, às vezes até usando algum tradutor para serem cordiais, vinham em respostas dezenas de xingamentos. Flame wars e trolls existem em todo mundo, claro, e qualquer um que já tenha lido os comentários de blogs estrangeiros ou de vídeos populares no Youtube, sabe que a grosseria também está globalizada. Mas há lugares e lugares, e naquele tempo o Orkut era um lugar cordial. Até que nós fudemos tudo.

Por isso que quando o Facebook apareceu com força, todo mundo migrou. Lá, as interações são mais ricas (você compartilha opiniões, links, fotos, vídeos e as pessoas podem curtir, comentar, repassar), e no caso de quem é imbecil, a babaquice só tem o alcance de escrotizar os próprios amigos e conhecidos. E mandar um conhecido tomar no cu é bem mais discreto do que toda uma comunidade internacional, né?
Isso sem falar que até os FAILs são colaborativos e consequentemente mais divertidos.

Nocaute épico.

Nocaute épico².
E pelo fato de, mesmo sendo pessoalmente um babaca, o Mark Zuckerberg ter criado uma rede social à prova de babaquices, que o Facebook ganha esse confronto.
Curti.










É por tudo isso que hoje em dia só gosto mesmo é do twitter.
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[...] This post was mentioned on Twitter by Blog Vida Ordinária, aesposito, Felippe Etcetera, Layla Altahan, Blogopolis and others. Blogopolis said: Confronto Ordinário: Orkut x Facebook http://bit.ly/cAV12b [...]
Realmente,admitindo o fato de nós brsileiros termos infestado a rede com paranoias do cotidiano,o facebook ganha de muito lonje pelo fato de dificultar nessa propagação,se quizerem desmoralizar algo que o façam com os próprios amigos e não afetem nossa imagem perante a comunidade de internautas mundial.
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Fala sério!
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[...] Confronto Ordinário: Orkut x Facebook | Vida Ordinária [...]
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[...] Tweet E aproveitando que ultimamente estamos falando de redes sociais, olha só mais essa paródia hilária que o pessoal do College Humor [...]
hahahahahahahahahahhaha…ficou muito bom! Eu odiava o Facebook mas hoje em dia reconheço que é a melhor rede social. Mas continuo achando o Last.FM a melhor de todas.
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Legal é que dá pra mandar o facebook não ficar enchendo o saco com atualizações de aplicativos chatos…
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Curti!!!
E em relação ao Mark Zuckerberg ta rolando no cinema trailler do filme ‘rede social’ q conta a criação e traição do facebook….mas nem sabia q era verdadeira a historia do traidor aí.
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[...] Confronto Ordinário: Orkut x Facebook | Vida Ordinária [...]
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[...] Não é de hoje que eu digo que usuários de Orkut são pobres de espírito. [...]
[...] Não é de hoje que eu digo que usuários de Orkut são pobres de espírito. [...]
muito de preconceito contra inclusão digital aqui!
Sou professora de uma escola da prefeitura, os alunos possuem orkut, fizeram twitter semana passada com a profa de informática, alguns me disseram que não gostaram muito do twitter, mas porque ainda não entenderam como funciona, entao se o povão migrar para o facebook, a elite vai correr p outra rede social, fato.
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Alexandre Esposito Reply:
November 11th, 2010 at 23:01
Fátima, não é preconceito, é humor. E humor muitas vezes é baseado em estereótipos sim.
Mas de qualquer forma, nesse caso também é baseado em algumas evidências. Você pode notar em qualquer canto do Orkut isso.
Quanto ao que você disse do Facebook, acho que não aconteceria essa migração por um simples motivo: no Facebook não existiria essa interação entre as diferentes classes. As pessoas só interagem com seus amigos e amigos de amigos.
Lá tem espaço para todo mundo sem que determinados grupos precisem necessariamente se cruzar e se “incomodar” (na falta de um termo menos pior).
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Acho que nesse negócio de Facebook tem dedinho da Microsoft contra o Google, devido a parceria do inventor do Facebook com o dono da Microsoft. Na verdade acho absurdo esse negócio de que orkut é para pobre. Na verdade no orkut não existe raça nem cor ou credo, ou mesmo diferenças sociais. Por isso gosto mais do orkut, embora faça parte de uma família nobre da minha região.
Pra mim é uma jogada de marketing para domínio total da Microsoft, pois eles se acham os Reis da internet.
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Ulisses Reply:
December 17th, 2010 at 09:42
Que região? Grande Bangu?
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Luane Reply:
December 19th, 2010 at 22:00
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk! E nunca mais parei de rir!
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Ainda bem que me manti longe de orkut, facebook e twitter. Sobre mais tempo para conhecer gente em carne e osso assim.
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Então, quer dizer que brasileiro tem que ficar quietinho no seu canto, não pode invadir redes internacionais, afinal falamos português q ninguem entende, e temos cultura mediocre que nao se mistura com a internacional, logo devemos ficar no orkut??
ahh, por favor neh… tá certo, facebook ta muito melhor que orkut, e os brasileiros estão demorando a aderir pois a maioria dos amigos ja estão no orkut, e de uma forma ou de outra, está pouco divulgado aqui…. percebi tbm que o ano de 2010, mtos amigos meus estão migrando para o facebook, e mantendo a conta do orkut… as discussões estão bem melhores agora no facebook.. acredito que é questão de tempo para brasileiros migrarem para o facebook.. e apoio, de um jeito ou de outro, vai haver algum americano babaca reclamando do português..
percebi no seu texto muito preconceito.. apenas rebaixou nossa cultura.. se vc, um brasileiro, tem essa visão, imagina os estrangeiros…
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Alexandre Esposito Reply:
January 28th, 2011 at 21:39
Acho que você não leu direito. Não tem nenhum problema usar português numa rede internacional, e sim usar português dentro das comunidades internacionais dessas redes. É uma questão básica de respeito ao próximo.
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Alexandre gostei muito da sua matéria, super engraçada e inteligente. acabei de assistir “The Social Network”
*
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Muito engraçado sua matéria, as pessoas confundem senso de humor com preconceito, sua descrição das redes sociais me fez rir demais e tenho certeza que esse era o seu pricipal objetivo. Parabéns.
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Ah just have fun as my friend Lindsey Montefusco play only free games in your free time.
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Ah just have fun as my friend Teodoro Gertsch play only free games in your free time.
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Great article. Waiting for more.
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Não é humor!
É um vômito de preconceito e negação da própria cultura.
Depois do neonazista Bolsonaro, as pessoas parecem ter esquecido que é possível melhorar a si mesmas e respeitar as limitações e dificuldades das pessoas so lado.
O Brasil é sim, um mar de cultura… supercultura. Desvalorizada e menosprezada pela imprensa, pela mídia e isto inclui este blog.
O brasileiro não lê, quando lê não interpreta, quando interpreta não aprende.
Nossa cultura não se limita a este comportamento negativo.
Temos um cardápio cultural que só é apreciado pelos estrangeiros, por causa dessa elite provincialista que nega as próprias raízes para bater palmas para que já resolveu seus problemas.
Vocês desetimulam as pessoas a serem cidadãs e participarem da transformação do seu país – e vocês mesmos estão longe de dar algum suor para que coisas boas aconteçam!
Humor depreciativo eu também sei fazer…
Se você trabalhasse com pessoas, como eu fiz, que pre estudar precisam fazer verdadeiras jornadas diárias, para chegarem a uma escola sem o mínimo de aparelhamento e conforto necessário e agradecendo a boa vontade de professores voluntários não qualificados…
Você jamais iria criticar a falta de conhecimento das pessoas com um humor tão questionável!
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O mário disse tudo. Mas ficou bem engraçado.;)
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Concordo com você em vários aspectos no que se refere as mencionadas redes sociais, mas em outros momentos você foi elitista e preconceituoso
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