Conheço muita gente que nesse fim de ano planeja alguma longa viagem de carro entre amigos. Um conhecido meu então, deve fazer toda a América do Sul dentro do seu carango agora a partir do mês que vem.
E claro, tudo isso parece empolgante. Mas é importante não é se iludir. E pra isso o MadAtoms fez um guia que a gente traduziu com diversas adaptações pra nossa realidade, mostrando a realidade de pegar a estrada com os amigos:
Eu não queria dizer nada né, mas todo mundo sabe que a tal Morango (ex-bbb que tinha bigode) é lésbica. Ela até pediu para fazer ensaio sensual com a outra ex-bbb Cacau, mas quem aceitou foi uma ex-chiquitita: Vivi (Renata del Bianco).
Para quem não lembra quem é a Vivi
E para você marmanjo que dizia que não assistia Chiquititas:
O fato do cara estar se espremindo num bueiro apertado só pra pegar uma bolinha, com risco de ficar preso, já seria suficiente para classificar o sujeito como um idiota e colocá-lo nessa seção. Mas o que confirma o merecimento é o instante 1’01 do vídeo. É a cereja no bolo:
Na boa, a gente vê muita coisa tosca, engraçada, absurda ou até mesmo genial na Internet.
Mas nos últimos tempos, não vi nada tão brilhante quanto o vídeo abaixo. É uma paródia da música-tema de Tetrisque usa o jogo clássico como metáfora pra história da Rússia, do czarismo ao capitalismo atual, passando pelos anos de União Soviética.
É inteligente, didático, mas acima de tudo, muito bem feito e engraçado. Faça um favor a si mesmo e clique no play:
Em um dia quente de verão, uma bicicleta é encontrada num campo de trigo, no local exato de um crime cometido há 23 anos. Naquele tempo, uma garota chamada Pia foi estuprada e morta ali em um crime não esclarecido. Mais de duas décadas depois, Sinikka, de 13 anos, está desaparecida.
Apesar de um plot simplista – o da repetição de fatos – é interessante analisar que esse segundo longa-metragem do diretor Baran Bo Odar consegue exercer um poder sufocante com o espectador desde o seu princípio. Optando por revelar os detalhes da história em pequenas doses, criando choques entre presente e passado – e como um influência o outro.
Travando e batendo de frente os mais terríveis traumas de cada personagem: um delegado aposentado que nunca resolveu o caso da sua vida, um investigador que luta contra a angústia de ter perdido a mulher, a mãe e o pai de Sinikka que sofrem por ainda terem esperança de encontrar a filha e Timo com seu passado traumático e seu presente apático. Todos os dramas individuais que se cruzam e se interligam.
Como o espectador sabe a origem dos assassinatos e quem são os autores – e a ligação macabra entre os dois -, o filme segue por uma vereda: aquela em que tememos que tudo dê errado nas investigações ou que a polícia cometa erros na hora de capturar os bandidos – em uma cena específica o diretor cria uma falsa expectativa ao mostrar uma solução Deus Ex Machina.
Com a ajuda de câmeras lentas e planos fechados, sentimos o peso da vida de cada um dos personagens, enquanto os planos abertos mostram como os dias do verão passam rápido.
Esse contraste na edição e a trilha sonora toda em um piano melancólico cria o clima sufocante, aonde não importa a vingança, o ódio, o remorso ou a piedade que nós, espectadores, sintamos em relação aos personagens – todos terão seu infortúnio destino.
A base é Love The Way You Lie, parceria do Eminem com a Rihanna. Mas aqui a letra fala daqueles fanfarrões que entram e ficam mandando mensagem pra meninas gatas no Facebook. Genial: