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2010
Entendendo Djavan
“Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã”
Hoje, mais do que nunca, o nome dessa nossa coluna de humor vai fazer sentido. Afinal, como compreender o significado de versos como os que vemos acima? É uma missão difícil, mas é dia de (tentar) entender Djavan.

Pra começar, vale tranquilizar o amigo leitor que é fã de Djavan. Curtir o cara, mesmo com toda a ruindade dele, não é (necessariamente) sinal de mau gosto. Afinal, Djavan engana bem. Ele é o falso bom, e eu vou explicar o porquê.
Clique aqui para ler a continuação do “Entendendo Djavan”.
Todo aquele visual bem brasileiro e elegante, junto das letras incompreensíveis, passa uma imagem meio sofisticada, intelectual, que costuma atrair os olhos e tapear os ouvidos menos atentos. Ouvidos que, se estivessem mais ligados, perceberiam os absurdos que Djavan vem cantando ao longo das últimas décadas, com raras exceções (Flor de Lis, por exemplo, é a única coisa realmente boa que ele já fez).

E legenda pra quem ouve, mas não entende
porra nenhuma do que você canta, né, Djavan?
No fim das contas ele é um mix de Luís Melodia com Caetano, sem o talento de nenhum dos dois.
Vamos começar falando do maior sucesso do cara, Oceano.
“Amar é um deserto
E seus temores”
Ok, quais são os temores do deserto? Insolação? Me parece meio sem sentido.
Mas se ele estiver falando de deserto americano, um temor pode ser a cascavel, muito comum por lá. E aí falar de amor e cobra tem tudo a ver. Acho que ele está falando de sexo.
“Vida que vai na sela
Dessas dores”
É… sela, montaria, cavalgada. É sexo mesmo. Esse Djavan, safadinho.
“Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano”
Resumindo em duas palavras: Golden Shower.
Com direito a selo “Gérson Aprova”.
“E esqueço que amar
É quase uma dor…”
Resumindo em uma palavra: cintaralho.
Ou seja, Oceano nada mais é do que uma ode aos fetiches. E tem gente achando que é música romântica. Fica aí o tapa na cara da sociedade.
Seguindo em frente, tem Eu Te Devoro, que tem menos problemas que Oceano, a menos que você perceba esse detalhe:
“É um milagre,
Tudo que Deus criou
Pensando em você,
Fez a via-láctea
Fez os Dinossauros”
É impressão minha ou ali no meio da declaração de amor ele chamou a mulher de dragão?
E parece que isso é recorrente na obra dele, como podemos notar nesses versos de Se:
“Sei lá o que te dá que não quer meu calor
São jorge por favor me empresta o dragão”
Mas o bicho começa a pegar pra valer é em Sina. Tentem encontrar algum sentido, qualquer que seja, na letra abaixo:
“Pai e mãe, ouro de mina
Coração, desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, jazz”
Ok, até aí tá meio autista, mas dava pra tentar ver um sentido até que vem o… jazz?!
Aliás, pronunciar jazz como “jás” não é bom sinal. O único outro cara que fala assim é o Biafra.
“Tocarei seu nome prá poder falar de amor
Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, jazz”
Olha ele aí de novo.
“A luz de um grande prazer é irremediável neon
Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon”
Luz, prazer, neon, reveillon? Sina é uma música sobre a fachada de um inferninho em Copacabana?
“O luar, estrela do mar
O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria
Desse front virá lapidar
O sonho até gerar o som
Como querer caetanear o que há de bom”
Eu juro que estou tentando decifrar esse refrão e compreender o que o Caetano tá fazendo nele, mas não consigo nem passar da fúria desse front.
E o mais bizarro é perceber que Sina não é a música mais estranha do Djavan. Afinal, os versos no começo desse post pertencem à obra-prima da falta de sentido e de bom gosto: Açaí.
“Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã”
Acho bem irônico da parte do Djavan falar em “palavra sã“, já que é o que menos tem nas letras dele. Logo ele? Um fanfarrão.
“A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si”
Olha, pelo que eu entendi o tubarão ficou putaço porque as sereias fizeram um castelo de areia que a rajada de vento lá do começo derrubou. É isso, tio?
E enfim chegamos ao refrão
“Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã”
Ok, vamos tentar montar esse quebra-cabeça. Como saiu das sereias, tubarões, castelos de areia e afins para um açaí? Simples.
Eles estavam todos numa praia, as sereias, guardiãs do castelo de areia, resolveram afogar as mágoas da destruição tomando um açaí. Mas aí veio um besouro inconveniente e ficou zumbindo perto delas. Porque vocês sabem, né, que açaí atrai besouros como se fosse um imã.
E sobre a tez (pele) da manhã ser branca? Ah, isso eu não entendi, mas deve ser uma metáfora para criticar o preconceito no Brasil.
Mas o pior nem é o Djavan ter feito essas letras cheiradas, mas o fato dele ter inspirado gente (além de provavelmente ter inspirado um bocado de pó pra escrever essas coisas).
Afinal, quando já achava Djavan bizarro, me aparece o Jorge Vercilo. E depois o Jorge Vercilo bancando o Homem-Aranha.
E aí não tem açaí sem sentido que seja mais amargo que isso.

PS: Quem der a melhor interpretação para alguma letra absurda do Djavan nos comentários ganha um CD do Jorge Vercilo.
PPS: Algo me diz que essa vai ser a promoção com menor participação na história do Vida Ordinária.









HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA…genial!
[Reply]
[...] This post was mentioned on Twitter by Blog Vida Ordinária, aesposito, btaugusto, Natalia Ferreira, Rodolfo Lobo and others. Rodolfo Lobo said: RT @vidaordinaria: Entendendo Djavan http://bit.ly/eSkrgI [...]
[...] Clique aqui para ler a continuação do “Entendendo Djavan”. [...]
LOL ri muito aqui!
[Reply]
a musica “se” na verdade seria “c” de cu. veja a letra e tudo faz mais sentido
hahahahaah
[Reply]
sera que sai meu comentarios?
[Reply]
você é um otário , tente interpretar as coisas poeticamente, abra tua mente cara.. se for para fazer piadinhas, pelo menos tente fazer com alguma inteligência.
[Reply]
Alexandre Esposito Reply:
December 13th, 2010 at 19:54
Sinta-se bem vinda para dar sua interpretação poética de Açaí.
[Reply]
Açai? Reply:
December 14th, 2010 at 13:59
Pô, cara, tinha que ter fumado um antes de tentar interpretar essas músicas…
ou tentar outra coisa pra ter uma “inspiração”, quem sabe “aspirar” ser uma pessoa com o dom da poesia.
[Reply]
rodrigo Reply:
December 14th, 2010 at 11:43
po gata, achei o comentário dele mais inteligentes que todas as letras do djavan juntas, sem falar nos arranjos monótonos, medíocres e repetitivos…
mas se você quiser continuar fã, tem direito e será respeitada né
[Reply]
Otário é foda… rereree
Eu gosto de djavan, ele te uma musicalidade, interessante… Se você usar uma linha dadaísta de interpretação para sua poesia metafísica, fica muito bom. Tente faze-lo sob o efeito de algum alucinogeno que fica melhor!
rsrs
Mas reconheço que seus versos são ininteligíveis para quem busca interpretação lógica. Gosto muito dessa cronica que fala sobre isso, fazendo uma alusão ao “homem que falava javanes”:
http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0411/0136.html
[Reply]
Cara! vc é muito ruim de interpretação. Vc é pior do que acha que é o Djavan. Leia as figuras de linguagem que há nas músicas, faça análise poética, veja além das palavras, que por sinal, são muito bonitas.
Abraço!!!
[Reply]
Alexandre Esposito Reply:
December 19th, 2010 at 11:52
Beleza, então interpreta aí Açaí pra gente.
[Reply]
Graire Agra Filho Reply:
February 17th, 2011 at 12:14
Eu interpretei =D http://musicaecaos.blogspot.com/2010/08/acai-que-eu-quero-ver.html
[Reply]
Penso que o Djavan se importa mais com a sonoridade das frases e palavras e também com a poesia,afinal música é arte sendo a lógica apenas um acessório…
[Reply]
Vader Reply:
January 10th, 2011 at 15:07
Nossa O.o
[Reply]
Cara tu levou uma gaia do velhinho Djavan foi ???
Tu deve ser fã de Restart e Justin Bieber…
[Reply]
Alexandre Esposito Reply:
December 19th, 2010 at 12:40
http://vidaordinaria.com/2010/12/entendendo-restart/ e http://vidaordinaria.com/2010/08/entendendo-justin-bieber/
[Reply]
Me desculpa, mais baseado em que você escreveu isso apenas a sua opinião?. estudou music pra falar isso eu nem li o post inteiro parei quando vc perguntou quais eram os temores do deserto hahaa pelo amor de deus vai estudar meu querido
[Reply]
Cara, você foi muito ignorante ao fazer este post… Não é toda música e artista que falam sobre coisas concretas, a música é poesia, logo, é algo abstrato, sem sentido. Vá estudar música e ENTENDER um pouco mais sobre ela, e você verá que tem muito a aprender. ¬¬
[Reply]
é,já vi que seu negócio é gostar de “Éguinha pocotó”;Kelly Ky;Latrino e poraí vai….
Chico , em Construção,nem pensar…
Me fez lembrar:
A evolução da educação
Embora seja um texto de humor, ajuda a refletir bem o que anda acontecendo com a educação no Brasil com suas cotas e aprovações automáticas, que foram capazes de formar analfabetos funcionais no ensino médio ou em vez de ajudar, acabar por acentuar a questão do preconceito racial, coisa já deveria ter sido banida da sociedade, mas por conscientização e não por cotas. Mas enfim, o intuito do post não é gerar polêmicas mas se divertir e refletir apenas, continue lendo e confira.
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.
Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( ) SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
7. Em 2010 está sendo assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
[Reply]
Alexandre Esposito Reply:
December 19th, 2010 at 16:51
Seu exemplo ali em cima, com Chico e Construção, foi excelente.
Mas se Djavan é tão brilhante, porque você não usou um exemplo dele?
Todos que vieram defender Djavan falaram em poesia, em arte, como se a arte não pudesse ser contestada. Claro que pode, deve.
Porque do contrário, qualquer um vai poder fazer qualquer merda e usar como desculpa que é arte. Uma vez fui numa exposição no MAM do Rio e tinha um bloco de concreto com um pano amarelo por cima. Fui ver na descrição da obra para ver o nome, qual significado, poder enxergar a metáfora que aquilo escondia. E o nome era “Pano sobre concreto”. Resumindo, era uma pseudo-arte. Uma enganação.
Tipo Djavan.
E é claro que eu poderia ter feito um post sério criticando o cara, mas optei por fazer um texto de humor. Porque é bom rir de si mesmo, é bom rir dos outros. É bom rir.
Se levar a sério demais, como você fez no seu comentário é simplesmente… triste.
Mas sei lá, alguns dos melhores poetas eram caras depressivos. Então vai nessa, campeão, que você tá no caminho certo.
[Reply]
não ha muito o que comentar o tipo que escreveu este blog certamente sai de casa com os ouvidos colados nos sub do carro o que ocasionou derretimento de seus neuronios apenas ouvindo tuch tuch…
[Reply]
Eu gosto do Djavan, e gosto é gosto, né?
Porém adorei o texto do Alexandre,ele cumpre seu papel de divertir Não existe gente mais chata do que aqueles que levam tudo a sério e não conseguem nem rir de si mesmo.
Cheios de drama, dor e raiva,fica aqui lançado um desafio super sério aos critícos, alguém ai interpreta Açaí pra gente.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Rosângela
[Reply]
Alexandre Esposito Reply:
December 19th, 2010 at 16:46
Com tanta gente levando a sério um texto de humor, faz até bem ler um comentário assim. =)
[Reply]
Fábio Reply:
February 17th, 2011 at 12:12
Achei um blog que se atreveu a interpretar AÇAÍ de Djavan, e não é que o garoto deu show de interpretação, vou te passar…
Graire Agra Filho, o blog é http://www.musicaecaos.blogspot.com/
Açaí
Djavan
Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã
(Essa primeira estrofe deixa claro a solidão e o relaxamento, a falta de coragem e vontade a poeira entrando em todos os lugares trazida pelo vento. Já som de assombração faz alusão direta ao silêncio que a solidão nos oferece)
A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si
(afã é cansaço, falta de ar, castelo de areia é facil de desmoronar. Ilusão)
Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã
(zum de besouro gruda no ouvido como um imã. Tez é pele, a pele mais exterior, mais fina e sensível. Branco, pálido, sem energia, sem graça. Ou seja o incomodo da solidão torna as manhãs, o ato de acordar só, cor.)
[Reply]
Por favor, não leve a sério.
O nome é falso e o email também.
Eu só quero dizer que NÃO QUERO, DE JEITO NENHUM, GANHAR O CD DO JORGE VERSILO.
huahuahuauauaua.
[Reply]
Meu, Jorge Vercillo nem de graça!! Pior que minha namorada é fã dele!! E nós fomos no show dele!!! ( ela pagou) Enfim… Minha Ex era fã de Djavan e eu tive de ouvir TODOS os cds dele… ¬¬ Azar…
[Reply]
É isso aí, meu camarada, gostei muito desse seu trabalho, prá quem não entendeu é um ótimo VIRAL a respeito do Djavan (Um Senhor CANTOR), acho que temos de descobrir sempre novas formas de enaltecer nossos músicos, mesmo parecendo sacanagem, perabéns, voce tem futuro.
[Reply]
Olha uma interpretaçao da musica Açaí, de Graire, veja em:
http://musicaecaos.blogspot.com/2010/08/acai-que-eu-quero-ver.html
Açaí que eu quero ver…
Djavan Caetano Viana é natural de Maceió – AL, nasceu em 27 de janeiro de 1949 e construiu uma carreira de sucesso devido a seu talento tanto quanto músico como compositor. Suas canções cheias de swing e ritmo tem também letras encantadoras e por certos momentos um tanto quanto rebuscadas e complexas. Pois bem, seus arranjos não são diferentes (quem ao menos arranha um pouco de violão sabe bem do que eu estou falando) e por isso a música que veremos hoje é de um esmero profundo tanto na melodia, arranjos e afins, quanto na letrra. Açaí ficou conhecida em 1981 na voz de Gal costa (naquele ano e no seguinte Djavan ganhara o prêmio de melhor compositor da Associação Paulista dos Críticos de Arte). Essa canção desperta curiosidade à maioria das pessoas que a escutam e hoje, a pedidos, é ela que vamos (ao menos tentar) decifrar. Então, para mim a letra refere-se a solidão, ao sentimento de tristeza por se está só, ou por não está com quem se quer está. “Mas por que?” Você pergunta. Bem, não apenas pelo fato da música começar com a palavra “solidão” (rs) mas por todo o resto também. Vejam, a letra é bem curta e ainda assim de certa forma complexa. Djavan usa palavras rebuscadas e também faz uso da liberdade poética de forma parnasiana para aperfeiçoar algumas rimas (quando ele fala: “açaí guardiã” aliás açaí em tupi significa “fruto que chora”.Se pensarmos, faz todo o sentido, pois ao mesmo tempo a letra fala de solidão e tristeza. Fruto que chora. Lágrimas. Por outro lado o açaí é uma fruta forte de alto teor calórico por isso o guardião (guardiã) e existe também uma lenda que você pode conferir aqui que talvez tenha incentivado Djavan, já que o mesmo é um admirador do nosso folclore.)
Então vamos a letra:
Açaí
Djavan
Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã
(Essa primeira estrofe deixa claro a solidão e o relaxamento, a falta de coragem e vontade a poeira entrando em todos os lugares trazida pelo vento. Já som de assombração faz alusão direta ao silêncio que a solidão nos oferece)
A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si
(afã é cansaço, falta de ar, castelo de areia é facil de desmoronar. Ilusão)
Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã
(zum de besouro gruda no ouvido como um imã. Tez é pele, a pele mais exterior, mais fina e sensível. Branco, pálido, sem energia, sem graça. Ou seja o incomodo da solidão torna as manhãs, o ato de acordar só, cor.)
[Reply]
anselmo Reply:
December 20th, 2010 at 13:34
muito bem decifrada! parabéns!
para entender um gênio é necessário muito mais do que suposições, é preciso ter tino e sensibilidade artística.
abraço
[Reply]
Liu Monteiro Reply:
December 25th, 2010 at 22:17
Ei! Ele merece um cd do Jorge, você prometeu.
[Reply]
Cara, esse post só me deixou com vontade de ouvir as músicas do Djavan.
[Reply]
Estou esperando o CD,
[Reply]
[...] do Bial. Ele torna toda e qualquer eliminação em uma desculpa para exercitar seu potencial de djavanização: a capacidade de falar um monte de coisas sem sentido para formar algo pretensamente poético e [...]
Ah isso eh como aquele quadro do chaves onde tem aquela toalha em que so os inteligentes podem ver…. entende?
é um tecido em que vc não pode ver no caso um texto poetico em que te que se estudar muito pra entender estudando literatura o que é um chat ice eu entendi o negao e suas letras ai vendo por uma obra literaria faz ate mais sentido do que a vida.
é o maior temor do deserto não é outro senão total solidão viu! que se foda o sol a cascavel a solidão que pesa ninguem quer morrer e nem ficar sozinho.
[Reply]
Mariana Dias Reply:
October 6th, 2011 at 00:30
Penso o mesmo sobre a parte do deserto…
[Reply]
Gosto das letras do Djavan. Nem tudo (especialmente sentimentos) pode ser escrito com sentenças lógicas.
Esse blog ajudou muito na interpretação do Djavan
http://helenamargarido.wordpress.com/2008/05/26/letras-que-eu-nao-entendo-parte-i/
[Reply]
Opa! metade desse CD é meu hein? kkkkkkk
[Reply]
Boa… mas na verdade é fácil entender. O Djavan sempre foi famoso por usar “dicionário de rimas”. Antigamente o acesso a um exemplar desses não era tão simples, hoje você encontra na Internet. Mas voltando ao “artista”, ele simplesmente pegava o que que rimava e ficava com esse jeito de intelectual, incompreensível, acima dos mortais e, de fato, é um cara que achou um jeito de iludir e ganhar dinheiro. Coisa fácil de se fazer sobre um povo que cultua muitas outras barbaridades.
[Reply]
CARA, VÊ SE TE ENXERGA, ACORDA. VÁ ESTUDAR ANTES DE FALAR TANTA BESTEIRA.
[Reply]
[...] teste do tempo? Nossa, o Eddie Van Halen andou passando férias no Brasil e se hospedou na casa do Djavan? Ou na do Oswaldo [...]
Cara muito bom esse seu Post, acho o Djavan um bom musico e tal mais realmente as letras são dificeis, concordo plenamente que arte deve ser contestada alias vc tem o direito de contestar qualquer coisa que não achar coerente isso é um direito seu…parabens, muito bem humorada e inteligente a forma como escreveu o post, morri de rir aqui inclusive com admiradores do Djavan que tiveram a sensibilidade de entender os post.
Abs,
[Reply]
Bom para um palhaço você leva jeito…porém para um poeta,interprete,musico,fica a desejar(a menos que sua praia seja o funk,axê…restart)
[Reply]
Infelizmente o seu post mostra a falta de conhecimento sobre a nossa língua, principalmente a parte de literatura. Sugiro a você estudar mais sobre poesia. A música faz parte dessa arte, além de ouvir música, leia poemas.
Porém, se for muito difícil ler poesia como a do Djavam, sugiro ouvir músicas como Rebolation ou o Créu, a poesia é ótima. KKKKK
[Reply]
Ae pega uma musica para interpreta de acordo com seus conhecimentos…
sugestão interpreta essa aqui creio que não seja tão difícil….
Cozinhar O Ovo
Trio da Huana
Eu fui cozinhar um ovo
Mas dentro tinha um pintinho
Já pensou se eu cozinho
Com o pinto lá dentro
Já pensou se eu cozinho
Com o pinto lá dentro
Eu fui cozinhar um ovo
Mas dentro tinha um pintinho
Já pensou se eu cozinho
Com o pinto lá dentro
Já pensou se eu cozinho
Com o pinto lá dentro
Eu fui cozinhar um frango
E a tampa apertou meu dedo
Já pensou se eu cozinho
Com meu dedo lá dentro
Já pensou se eu cozinho
Com meu dedo lá dentro
Eu sou bom cozinheiro
Se eu cozinho todo mundo come
Eu sou bom cozinheiro
Se eu cozinho todo mundo come
Eu fui cozinhar um ovo
Mas dentro tinha um pintinho
Já pensou se eu cozinho
Com o pinto lá dentro
Já pensou se eu cozinho
Com o pinto lá dentro
Eu fui cozinhar um frango
E a tampa apertou meu dedo
Já pensou se eu cozinho
Com meu dedo lá dentro
Já pensou se eu cozinho
Com meu dedo lá dentro
Eu sou bom cozinheiro
Se eu cozinho todo mundo come
Eu sou bom cozinheiro
Se eu cozinho todo mundo come
[Reply]
você é um maluco, Djavan e Jorge Vecillo são dois genios da música .
[Reply]
Pô Djavan deve mesmo ser um carma meu…já assisti a um show dele, sonhei que ele me dava uma música e cantavamos juntos durante todo o sonho, qdo acordei não lembrava uma única palavra…minha irmã mais velha não pode nem ouvir falar dele até hj de tanto q eu ouvia qdo eramos solteiras e dividiamos o quarto…rsrsrs enfim, sempre esteve presente na minha vida, gosto muito de Djavan, não do tipo tiete ou crítica musical, mas me encanta seu jeito doce, sua voz suave, sua languidez…
Essa semana, por uma coincidência q nem se explicar, vi o Djavan umas 8 vezes na TV…no Caldeirão do Huck, no programa Zoombido no canal Brasil, no Som Brasil no Viva, e numa entrevista que não lembro onde, falava sobre as opiniões e interpretações de suas letras na Web…os comentários nos blogs e afins…e só vi esse pedaço da entrevista…
O reporter q deve ser seu leitor, falava de Açaí e da estrofe
Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã
O próprio Djavan decifrou o mistério:
Açaí, guardiã – Fonte de renda e sustento para as famílias do Pará que não tem emprego formal e estudo suficiente, para tal e se concentram na época da colheita do açaí, fazendo com que tudo gire em torno dele, se tornando fonte de renda, de cidadania, de dignidade desse povo sofrido e trabalhador. Por isso é a guardiã.
Zum de besouro um imã – O som da natureza que atrai os sentidos, desperta a curiosidade, nos chama. Um imã.
Branca é a tez da manhã – A manhã clareando em qualquer lugar no mundo às 5 da manhã (exceto no horário de verão…hehe) é branca, é clara.
Simples e direto, ele ainda comentou que não se entristesse por não ser compreendido e que o azar é do ignorante que ouve e não entende algo tão simples.
Enfim nem vim aqui criticar ninguém, pq penso q ninguém é obrigado a gostar de nada, pq eu tbm não gosto de tudo. Cada um na sua, mas achei incrível, estar lendo este post, depois de assitir a esta reportagem…coincidência fantástica pq não acesso o vida, há pelo menos uns 3 meses…
[Reply]
[...] Zum de besouro, um imã | Entendendo Djavan Retrospectiva | As 100 melhores fotos de 2011, segundo a Reuters Tem habilitação? | Ou é [...]
Cara, vc é patético! Muito burro. Suas análises das letras do Djavan são descabidas!
[Reply]