Entendendo o Rock


Hoje é Dia Mundial do Rock, e por isso mesmo temos um bom motivo para falar do meu estilo de música favorito na nossa coluna Entendendo.

Mas aí você se pergunta: “mas a Entendendo não é uma coluna de humor“?

Você vai gastar os próximos parágrafos justamente escrotizando o rock de que você tanto gosta?” Olha, bandas como NX Zero, Cine e Restart já andam escrotizando tanto o rock, que não é meia dúzia de piadinhas minhas que vão fazer diferença.

Por isso, é hora de entender o rock ‘n’ roll.

O mais difícil de falar sobre o rock é que é um gênero tão amplo que consegue reunir vertentes absolutamente distintas. O que raios metaleiros e punks têm em comum, além do ódio pelos coloridos, é claro?

Mas pra entender o rock, nada melhor do que ir para as origens dele, quando grandes nomes da música negra como Chuck Berry[bb] criaram o ritmo com base no blues que faziam nos anos 50. Anos 50 que marcaram o “nascimento da adolescência”, e junto dela a rebeldia juvenil. Quer algo mais rebelde que jovens brancos abraçando um gênero negro em pleno auge do racismo nos EUA?

Daí foi um pulo para que caras como Jerry Lee Lewis[bb] e Elvis Presley[bb] começassem a seguir aquele som também. E ironicamente chegamos aos dias de hoje, onde o rock é talvez um dos gêneros mais predominantemente brancos do mundo.

Só atrás do country, do fado e da polka é claro.


ROQUENROL!!!

Mas felizmente B.B. King[bb] e Chuck Berry[bb] ainda estão vivos e arrebentando por aí, pra nos lembrar de onde viemos.

Só é foda é que o rock dessa época acabou influenciando aquela dancinha escrota que sua tia gorda e seu tio pelancudo sempre dançam em casamentos, quando toca Tutti-Frutti.

Na década seguinte o rock se transformou, em grande parte pela influência inglesa. E naquela época surgiu aquela que seria a maior banda de rock de todos os tempos: os Beatles[bb].

Não duvido que na época o pessoal mais velho imaginasse que ser roqueiro era simplesmente usar uma franjinha escrota e cara de palerma. Sorte desses coroas que eles provavelmente não viveram tempo suficiente para ver as franjinhas ainda mais escrotas e caras ainda mais palermas dos “roqueiros” emos.

Mas viveram pra ver Bob Dylan[bb] dando drogas aos Beatles e transformar o quarteto de Liverpool num grupo de vanguarda que influenciaria toda a música feita depois.


E aí veio a Yoko e fudeu tudo.

É claro, outras grandes bandas surgiram na época, como os Rolling Stones[bb] que no começo da carreira teve muitos acertos, mas depois viria a fazer algumas cagadas (como comer sem camisinha a Luciana Gimenez, por exemplo). E os Beach Boys[bb] também, é claro.

Já imaginaram que fantástico devia ser viver num mundo em que surfistas e afins ouviam Beach Boys e todas as rodinhas de violão na praia só tocavam isso? Melhor do que aquela monotomia irritante de Jack Johnson[bb] e genéricos.

Ainda tinha o psicodelismo de Hendrix[bb], Janis Joplin[bb], Grateful Dead[bb]… num tempo em que a música (e o LSD) levavam as pessoas a outros mundos. Hoje em dia se a pessoa tá num show e vê cores estranhas, é porque o Restart está no palco.

As diferenças pro rock das antigas pro atual não param por aí. Woodstock, por exemplo, é histórico porque foi sujo, lotado, autêntico. Hoje em dia essas bandas não entram no palco sem passar no pedicure e quando o show começa fazem caretinhas programadas pras fotografias.


Se fosse uma arma de verdade, muita gente ia curtir bastante.

Depois tivemos os anos 70 e o auge do rock. As bandas eram simplesmente épicas. Led Zeppelin[bb], The Who[bb], Black Sabbath[bb]. Um tempo em que a música era tão foda que mesmo cantando com voz fina o Robert Plant comia mais mulheres que todos os integrantes das bandas atuais do Brasil juntos comerão na vida inteira. Isso se chama respeito.

O rock progressivo de bandas como Pink Floyd[bb] também teve seu auge nessa época.

Pessoalmente não sou lá muito fã daqueles solos de 17 minutos, mas entendo o sucesso desse tipo de som, especialmente naquele tempo. Neguinho ficava tão chapado nos shows que 2 minutos depois do solo começar, a pessoa já tinha esquecido e parecia que tava começando de novo. Pro contexto, é algo genial.

E ainda trouxe uma forma totalmente nova e divertida de assistir O Mágico de Oz[bb]:

Os anos 70 também marcaram o nascimento do punk. Ramones[bb], The Clash[bb] e Sex Pistols[bb] mostraram pro mundo que com 3 acordes dava pra fazer história.

E infelizmente 30 anos depois CPM 22[bb], NX Zero[bb] e as bandas coloridas mostraram que com mais acordes dava pra fazer muita merda.

Mas o punk não era só sobre o número de acordes, e sim sobre a atitude, a contestação.

Não que isso não exista hoje em dia. Ouvi dizer que outro dia um fã da Banda Cine bateu o pé e tomou o Nescau com 3 colheres de açúcar mesmo depois de sua mãe ter dito que era pra botar no máximo duas. Praticamente um Sid Vicious.

E depois de toda essa evolução do rockabilly ao punk, passando pelo progressivo, chegamos aos anos 80 com o domínio do metal (principalente o hair metal), que já tinha surgido na década anterior.

Aí volta ao que eu tinha falado antes sobre o Robert Plant. Se ele cantava fino, aqui o exagero era ainda maior: maquiagem, cabelo com permanente, roupas de couro. E mesmo assim tinham moral. Afinal, a música era boa (ou pelo menos divertida – não vou forçar a barra que Twisted Sister[bb] ou Poison[bb] fossem bons).


Restart? We’re not gonna take it! I wanna rock!

É tudo uma questão de atitude. Rob Halford, vocalista do Judas Priest[bb] assumidamente gay, pode dar a bunda dez vezes por dia pelos últimos 30 anos, mas continua sendo mais macho que o Pê Lanza, que namora a gostosinha da novela das 8.

Nem é uma questão de esculhambar o que é nacional e valorizar o estrangeiro. Nos anos 80 mesmo, o rock nacional viveu sua fase mais produtiva. O gênero, que antes tinha tido apenas pequenos momentos com Mutantes[bb], Secos e Molhados[bb], e vá lá, uma grande popularidade com a Jovem Guarda[bb], finalmente explodiu de vez. Eram bandas como Paralamas[bb], Barão Vermelho[bb], Legião[bb], Titãs[bb] e muitas outras, que continuam na ativa até hoje, mas sem o destaque que mereciam (e que tinham)

E pra provar de vez que não tem a ver com o lugar de onde a música vem, o rock gringo atual também vive uma fase bem merda. Se essas bandinhas emo de merda apareceram por aqui, é por culpa do Simple Plan[bb] e de outras porcarias que fizeram sucesso lá fora.


O Simple Plan e seu plano simples: fazer música ruim pra fazer
um monte de adolescente otário comprar o CD

Se antigamente a referência andrógena dos roqueiros era um gênio como Bowie, hoje é o carinha sem talento do Tokyo Hotel[bb]. Aí fica difícil sair coisa boa mesmo.

Sorte do Kurt Cobain que ele se matou antes de ver o que o rock se tornou. Até porque o grunge representou uma das vertentes mais cruas e sujas do rock. Vendo os clipes da época a impressão que dá é que o Dave Grohl fugia do banho com mais medo do que os membros da Banda Cine fogem de mulher.


Melhor uma bala na cabeça do que um disco do Restart no iPod

Aliás, o Dave Grohl é a prova de que o rock pelo menos tem esperança. Seja com o Foo Fighters[bb] ou com seus projetos paralelos. Tem também o Jack White[bb]. Os Strokes[bb] e toda a cena indie, com Franz Ferdinand[bb], Arctic Monkeys[bb], Kaiser Chiefs[bb] e afins também fazem parte dessa resistência.

O foda é conseguir que essas bandas tenham mais destaque do que as porcarias que a gente já citou, ou até bandas que não são tão ruins, como o Coldplay[bb] (que era legal antes de começar a se achar) ou o Kings of Leon[bb] (que era fodão antes de virar uma merda completa).


O mais próximo de uma atitude rock and roll
na vida do Chris Martin foi comer a Gwyneth Paltrow.

O que mais desanima é que o rock perdeu a moral. Onde já se viu um mundo em que o Dado Dolabella se vê no direito de dizer que o João Gordo (ou fosse quem quer que seja) traiu o movimento punk? O que raios ele sabe do movimento punk? Isso resume bem o rock atual.


Quando esse cara acha que pode falar algo sobre rock, tem alguma coisa errada.

Nego banalizou tanto o gênero, dizendo que bandas com guitarra são rock, que a maioria das pessoas hoje não sabe mais o que esse tipo de música significa e o que já representou. Que é (ou pelo menos foi) muito mais importante do que simplesmente um som.

Sem preconceito nenhum, mas que outro gênero levou a shows milhares de pessoas que queriam mudar o mundo? Com certeza não foi o sertanejo nem o axé. O rock é mais que música.

Por isso que é complicado a gente reler esse post e ver que o que era um texto de humor não conseguiu ter tantas piadas, já que o que está acontecendo com o rock não tem graça nenhum.

A gente lembra de tanta gente foda e importante que já passou pelo rock e em seguida vê quem hoje em dia “representa” esse gênero. Tokyo Hotel? 30 Second To Mars? Cine? Restart? Puta que pariu!

O problema nem foi o sonho ter acabado, e sim o pesadelo ter começado.

Alexandre Esposito

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

Outros posts de
  • Rodrigo

    Falou sério, mas falou bem!

    Chega dessas bandinhas emos e coloridas!

  • Jully Lanza

    MEEEEEOOOOOOOO!!!!! VTNC!!!!!!
    ISSO EH IMVEJA DO RESTART!! EH SOH PQ O PELANZA FAIS + SUCEÇO QUE ESSSAS BANDAS VELIAS E DECADEMTES!!!! ACORDA MANO!!!
    FAMILIA RESTART PRA SEMPREEEEE!!!!!!
    XUUUUPAAAAA!!!!!

  • #FamiliaRestart

    isso aí… esse pessoal que fala mau tem inveja mesmo!

    ficam falando que restart naum é rock

    é rock sim happy rock

    ATUALIZENSE!

    <3 Restart

  • Lúcio

    Leio sempre essa coluna, e mesmo tendo hoje um teor mais sério, achei um dos melhores posts dela. E um dos que teve mais pérolas!

    “o Dave Grohl fugia do banho com mais medo do que os membros da Banda Cine fogem de mulher”

    “Melhor uma bala na cabeça do que um disco do Restart no iPod”

    “O problema nem foi o sonho ter acabado, e sim o pesadelo ter começado.”

    Ficou show, parabéns!

  • Lúcio

    Eu tenho pena de vocês duas.

  • Tatiane Tommasini

    Sensacional! É muito triste ver que hoje qq merdinha se auto-intitula roqueiro…
    Minha admiração por vc acabou de ser elevada a décima potência =)
    Parabéns pelo ótimo texto!

  • artur

    Atualizense é tipo o habitante de alguma cidade chamada Atualize?

    MORRA RESTART BARULHO RUIM DOS INFERNOS

  • http://vidaordinaria.com Alexandre Esposito

    Eu tenho pena é do(s) professor(es) de português delas (supondo que #FamíliaRestart também seja menina).

  • Tatiane Tommasini

    Eu tenho pena de vocês duas. [2]
    E aprendam a escrever.

  • Carolina

    Eu não vou culpar essas crianças que gostam de Restart, Cine e derivados, pois quando elas crescerem vão ver o que elas ouviam na época e sentir vergonha por um dia ter chorado para querer encontrar o Pelanza.
    No dia que elas ouvirem Dark Side of The Moon, ou Never Mind the Bollocks, elas vão mudar completamente.

  • Guilherme Meira

    Se a #FamiliaRestart não é menina, é viado.

  • ana SODIO

    bom, mto bom.
    não q comer mulher seja atitude d rockeiro, né, qta contribuição pro mundo isso! hehe
    mas concordo plenamente… e juro q tb me desespero ao pensar essas coisas! e dp ficam me chamando d revoltada… puta falta d respeito, pô!
    mas enfim… qria citar 2 bandas, minhas favoritas, q não aparecem mto dentro da categoria rock pq são mto boas e completas e ngm sabe definir, mas q são sim, mto rock: RHCP e U2!
    ambas já têm 30 anos ou + d estrada, e mta contribuição p/ música e p/ atitude rock mundial!
    …sinceramente, sinto saudades d qdo minha mãe mandava baixar “essa barulheira” q eu tava ouvindo…

  • ana SODIO

    pqp… gnt, isso só pode ser zuera, num é possível… hehe

    dá licença q “happy rock” num é vertente, categoria nem algo q valha.
    tamo falando d música e atitude aki, não d utopias “vamos pintar o mundo d cor d rosa”…(aliás, se algum dia considerarem happy rock algo sério, contrato um homem-bomba… ou espero já estar morta até lá…)
    e “xupa” o q? uma casquinha feliz do mcdonald’s!? q medo dessa ameaça…
    grande merda fazer sucesso, o q vale é a marca feita na história e na humanidade! daki una 15 minutos vcs vão ver kem é decadente… p/ sempre… tsc tsc

  • Luiz Carlos

    melhor post da historia desse blog
    bom demais

  • Ana Luiza

    Eu sinceramente gostei MUITO desse post , falou tudo certinho sobre o “rock” de hoje em dia ….
    ANTES DE FALAR QUE RESTART É “happy rock” VAI APRENDER PORTUGUÊS VAI … -‘-
    “Melhor uma bala na cabeça do que um disco do Restart no iPod”
    “Restart? We’re not gonna take it! I wanna rock!”

  • Gabriel Menezes

    Concordo que é um dos melhores posts do blog, aésar de ter sentido falta da algumas bandas como U2 (mais pelas atituides de bom samaritano do bono), Metallica e Iron Maiden pq o heavy metal praticmente não foi citado, e do Systen of a Down que é praticaente um milagre pro rock.
    Quantos aos COLORIDOS, na boa galera, algum fã desse povo por favor me responda qual a menssagem, finalidade ou inovação essa geração de bandas trouxe ao rock? Até então todas as gerações anteriores, exceto o emo, tornou-se significativo por algum motivo, por uma ideologia ou menssagem…, e isto não vai acontecer com essa geração porque não acrescentam nada a ninguem.

  • http://vidaordinaria.com Alexandre Esposito

    A falta de U2, Iron e outras bandas não foi exatamente esquecimento, é que a idéia era mesmo falar apenas dos movimentos do rock, citando só uma ou outra como exemplo (eu adoraria citar Queen, mas não cabia no contexto). As bandas mencionadas (tirando os Beatles) acabaram aparecendo meio que por acaso, porque naturalmente tinham a ver com o parágrafo.

    No mais, valeu pelo elogio ao post.

  • http://expressopradois.blogspot.com Carol Rodrigues

    GENIAL esse post.
    Simplesmente GENIAL!!!

  • ana SODIO

    ah, Queen cabe sim, vai… hehe tá dentro do rock inglês que já era forte e respeitado depois dos Beatles e Rolling Stones, e eles vieram p/ confirmar q não era só uma simples modinha… vai ver se eles não influenciaram tds essas bandas boas da Inglaterra e região! hehe
    não, mas tá mto bom mesmo o post! a gnt podia fazer listas e mais listas d bandas q merecem…

  • Nekomata

    Cara a minha vida toda e uma incessante busca em conhecer tudo sobre o Rock e todos seus subgêneros (Principalmente o Heavy Metal e seus subgêneros). Já me incomodei bastante com bandas no passado como as bandas de Glam e Hair metal (Ratt, L.A Guns, Hanoi Rocks…) que não suportava e hoje sou um profundo admirador desse gênero. Por isso, esses Coloridos e Emos não me incomodam mais. Quem sabe, eles não são apenas uma porta de entrada para que seus fãs retardados busquem o verdadeiro Rock e no futuro tenham vergonha de ter feito parte da família Retardast. Hoje com a internet a musica ficou mais descartável, mas com muita pesquisa você encontra bandas em outros países como A Suécia, Japão, Canadá… Que tem diversas bandas excelentes. O Rock de hoje e tão bom como o de antigamente, mas é preciso pesquisar essas bandas boas que não fazem parte do Mainstream. Agora para mim as melhores bandas do momento são as que mesclam o Stoner, Doom, Space Rock, Progressivo e Psicodélico: Grand Magus, Graveyard e Ghost da Suécia, Monster Magnet, Red Fang, Zoroaster, Firebird, Boris (Japão), Black Country Communion (super banda com Glenn Hughes, Jason Bonham, Bonamassa), Kyuss, Wo Fat, Goatsnake, Queens of Stone age, The Mars volta, Tool, Mastodon e entre varias outras que provam que o rock só evolui com tempo apesar de aparecerem algumas desgracas no caminho.

  • http://vidaordinaria.com/ Alexandre Esposito

    Foram mais de 15 anos de diferença do surgimento de Beatles e Stones pro Queen, falar deles ali seria forçar a barra. hehehehe

  • Fausto

    Ohh meu caralho, tem defensores do Restart aqui….rapido, fujam pras colinas!

  • EJr

    por favor, morra.

  • http://www.panama-offshore-services.com/ Panama corporation

    Quando fui pra la o pessoal tava reclamando muito porque ninguem mais conseguia ouvir essa historia de rock dos anos 60. O produto final poderia ate ter uma cara retro mas ninguem tinha obrigacao de conhecer a cartilha do rock dos anos 60 para entender a musica que estava sendo feita.

  • thiago

    Toda vez que vejo reclamarem qdo falam que o restart eh ruim eu costumo colocar aquela versão deles para Oculos do paralamas
    aqui eh um crime, assassinato musical

  • Camila

    Percebo que tem algo errado quando eu, uma adolescente de 14 anos curto rock (nacional, Legião, Paralamas e Barão) e meu é fã de Restart. Sério, alguma coisa tem de ser feita, dizer que bandas coloridas é rock é o mesmo que dizer que Papai Noel existe.

  • Camila

    “meu pai é fã de Restart

    Estava tão enfurecida que pulei uma palavra, rs

  • +/+

    Indie rock é uma merda e tá na mesma categoria de restart. Rock é atitude, tesão, não atitudezinha blasé dessas bandas de merda.

  • Alexandre

    Adorei o post, esta otimo, a realidade é que a tendencia da humanidade é ficar cada vez mais fodida.
    Ve por exemplo a legalização do casamento gay, nada contra, mas antigamente, isso era algo banal, algo descomunal, e hoje em dia é algo praticamente normal, daqui a pouco vem os estupros, assasinatos, terrorismo, cada vez mais ”normais” na vida da nossa sociedade.
    Abraços, otimo post.

  • Débora

    Parabéns pelo post,concordo q foi um dos melhores post q já vi por aki,
    eu simplesmente não acredito q seja verdade o 2º comentário, pq pqp como pode sair tanta merda da cabeça de alguém ????

  • Nicolle

    Simplesmente perfeito! Ninguém merece ficar ouvindo Restar e Cine, são as piores coisas que surgiram no último milênio! Isso não é Rock! Muito menos Tokyo Hotel! Texto perfeito, nota 1000!

  • James

    Eu acho que diante de comentários tão estúpidos e desnecessários de idiotas coloridos que não entendem o que é Rock (muito menos Metal), ou mesmo sua língua mãe, o que significa suas vidas, e vou além, idiotas que não estudam e passam seu tempo no msn, vem discutir com pessoas mais evoluídas e conscientes. Não tenho o que dizer.
    Não só coloridos mas a música pop e sua mídia(MTV principalmente) viraram comerciais e superficiais. algumas das bandas citadas(30 seconds to mars por exemplo) ainda demonstram algum talento e mensagem, mas passam despercebidas porque são igualadas as bandas na TV ou radio. Temos problemas na sociedade porque as músicas influenciam SIM!!!!!!! se você ouve música falando sobre “eu sou foda, na cama esculacho” “E hoje sei, sei, sei, Não importa mais” “Rebolation é bom! Bom!” você vai pensar nisso. e se torna inútil umas das maiores criações da humanidade, mas como costumo dizer, também amamos e gostamos de ouvir isso, mas na voz de alguém que tenha talento, e música inútil é feita pra gente inútil com passatempos inúteis e amigos inúteis com uma mente inútil.

    Viva o Rock,Viva o Punk, Viva o Metal, Viva Guns ‘n Roses, Viva Legião Urbana, Viva e ouça música boa com conteúdo e utilidade.

    James Gomes Lima
    Estudante, 1° ano do 2° grau.
    Fã de Rock e Metal, apreciador de boa música
    Crítico da vida e do mundo

  • Rodrigo Villar

    Parabéns pelo texto. Muito bem escrito. Só um detalhe. Em todos esses momentos (e movimentos) do rock, sempre teve coisa ruim acontecendo paralelamente. Você elogiou o rock nacional feito na década de 80 (Lobão, Cazuza, Júlio Barros etc). Porém, nessa mesma época, havia coisas como: Degradê, Polegar, Dominó, Absynto etc. se dizendo Rock’n Roll.
    Hoje, é a mesma coisa: Los Porongas, Cidadão Instigado, Charme Chulo e centenas de coisas boas, ao lado desses já citados Restart, Cine e similares.
    Sempre houve coisa boa e coisa ruim juntos. Hoje não é diferente.

  • http://vidaordinaria.com Alexandre Esposito

    Pois é, mas no passado o bom e o ruim conviviam em igualdade de condições no mainstream. Essas bandas de atualmente que você citou como boas (e confesso que delas só conheço Cidadão Instigado) não estão no mainstream, e o povo não tem acesso fácil para conhecê-las.

    Essa diferença que fode tudo. Antes as pessoas conheciam de tudo e faziam suas escolhas. Hoje a merda é jogada goela abaixo delas.

  • Rafaela Lacerda

    Adorei o post, muito bem escrito e um dos melhores do Vida Ordinária.
    Eu tenho 15 anos e sou completamente apaixonada por rock. Concordo plenamente com as ideias que foram apresentadas, o rock n é apenas um estilo musical, ele eh um estilo de vida, uma maneira de se rebelar, de demonstrar a sua opinião.
    Dizer que bandinha como Cine e Restart são rock é, na verdade, um grande insulto ao gênero, a todos que o apreciam e as grandes bandas que foram icones e que até hoje fazer sucesso (embora esse sucesso tenha sido quase ou completamente extinto)entre jovens e adultos que sabem o significado de música boa e com atitude.
    Digo novamente que o post foi ótimo, mas senti falta apenas de outras grandes bandas que foram icones na historia do rock, como o AC/DC, Def Leppard,Ramones, ZZ Top etc..

    Long live rock and roll!

  • felipe bertan

    falo tudo serto mais falto fala de ac/dc e guns ‘n’ roses

  • Pingback: Vida Ordinária » A história do rock em riffs()

  • http://92884553 Ada evelly

    quem é vcs lindos

  • Sabrina

    E alguém já ouviu falar de Vampire Weekend? Porque é a maior bosta de todos!!!! tive o desprazer de ve-los “tocando” no lolapalooza 2014, porque eu estava lá pra ver Soundgarden que é minha banda favorita, e tive de aguenta-los e suas fãs enlouquecidas…

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