22/09
2011
Entendendo O Senhor dos Anéis

Desde que comecei a escrever essa coluna “Entendendo“, muita gente me pergunta sobre quando eu falaria de O Senhor dos Anéis. Isso se deve a dois motivos: 1) eu já ter abordado outras sagas populares na cultura pop e nerd (como Star Wars e Harry Potter) e 2) o fato de saberem que eu sou um grande fã da saga.
É verdade. Li O Senhor dos Anéis quando eu tinha 16 anos de idade, acompanhei toda a expectativa pelos filmes e os três estão entre meus favoritos de todos os tempos. Sou daqueles que sabe até as falas de cabeça (ei!, não revire os olhos para esse fato nerd, é falta de educação). Talvez por isso essas pessoas que perguntavam achassem que eu não seria capaz de falar de O Senhor dos Anéis numa coluna como essa, onde geralmente o tema é avacalhado e escrotizado.
Pois estão enganados. Já que é pra destilar todo o veneno e conhecimento de fã de Tolkien, nada melhor do que aproveitar a data mais nerd possível para fazer isso. E essa data é hoje, 22 de setembro: dia do aniversário do Frodo e do Bilbo. E se você conseguiu passar desse último parágrafo sem abandonar o texto me xingando de gordo nerd desgraçado, chegou a hora de parar de enrolar: depois do jump, nós vamos entender (e escrotizar mais do que nunca) O Senhor dos Anéis.
Pra começar, vale discutir o porquê de tantos milhões serem fanáticos por O Senhor dos Anéis, especialmente os nerds, e esse culto à saga durar quase 60 anos. Bem, em parte é porque se trata de uma história que tem como base os maiores valores humanos: amizade, coragem e esperança.
Mas principalmente porque, como tudo na essência humana, tem nas suas entrelinhas muita sacanagem.

Sacanagem que, infelizmente, não envolveu nudez da Liv Tyler.
E antes que o leitor mais fanático fique ofendido com essa afirmação, lembro que desde sempre O Senhor dos Anéis foi uma obra aberta a interpretações e muitos grupos já tiveram visões diferentes do livro. E se os hippies maconheiros dos anos 60 achavam o Um Anel uma alegoria para a bomba atômica, eu tenho o direito de ver putaria na obra.
Mas admito que, logo de início, os hippies tinham mais em comum com Tolkien do que eu. Estou falando, é claro, da maconha.
Sim, Tolkien era um belo de um tiozão maconheiro, pois nem o D2 conseguiria escrever tão bem sobre uma erva que deixa as pessoas felizes e relaxadas como ele falou da erva do Condado. Os hobbits curtiam, o Gandalf curtia, o Saruman curtia.
E pelo visual rastafari dos filmes, provavelmente os uruk-hai também curtiam.

I shot the Boromir
But I didn’t shot no deputy
Mas, apesar da maconha explicar muita coisa em O Senhor dos Anéis, como principalmente o Tom Bombadil (nota para quem não leu o livro: imaginem o Robin Williams com aparência de Papai Noel), resumir a saga à influência drogas não faz sentido, com tanta coisa mais interessante para repensar na história, especialmente quando falamos dos filmes.
Por exemplo: para alguns, O Senhor dos Anéis (vamos começar a chama de SdA a partir de agora pra poupar tempo e espaço desse texto?) pode parecer apenas a história de um Senhor das Trevas que ficou muito puto porque perdeu o anel – e convenhamos, quem não ficaria? – e resolveu descontar no mundo todo.
Ou, ainda na mesma analogia, se trata de uma longa jornada de dois viadinhos cruzando o mundo para queimar o anel.
E levando em conta o Frodo e o Sam dos filmes, essa impressão fica ainda mais forte. Pois bem antes da orkutização do Twitter, Peter Jackson promoveu a homoerotização dos hobbits. O que era uma amizade leal acima de qualquer prova virou basicamente uma versão soft e fantasiosa de Brokeback Mountain com olhares insinuantes e declarações como “É o seu Sam”.

E se não bastasse o jeitinho dos dois, o Frodo ainda foge da aranha. O Sam pelo menos mostra que ainda tá indeciso e dá uma espetada com gosto nela.
Mas tirando as analogias e trocadilhos sexuais, isso realmente fez muita gente dar risadinhas e zoar algumas das cenas mais fortes e importantes dos filmes, e toda a experiência de SdA ficou simplesmente meio gozada (ok, não resisti). Não que isso conte pontos contra o Peter Jackson. O cara é foda, fez três filmes inesquecíveis e O Hobbit já é o filme que mais espero em 2012, embora já fosse ser assim mesmo que fosse dirigido pelo Michael Bay.
Aliás, seria interessante ver um remake de SdA nas mãos do Michael Bay. Queria ver como ele conseguiria contextualizar um caminhão virando e explodindo durante a perseguição dos Cavaleiros Negros (que por sinal seriam interpretados pelo Will Smith e Martin Lawrence).

Mas voltando aos filmes que de fato foram feitos, do jeitinho estranho do Legolas o PJ não tem culpa. Os elfos já eram bem viadinhos desde os livros. Mas ele precisava ter pesado tanto a mão (ou melhor, desmunhecado tanto a mão) no Haldir? Não bastasse o ar frouxo, ele ainda encarna a bicha má na hora de interceptar a Sociedade do Anel na chegada à Lothlórien.
Mas a homossexualidade dos personagens não é o único tema polêmico que Tolkien e Peter Jackson abordaram. Como escrevi anos atrás (bem antes de sequer imaginar que o VO existiria) na Valinor, Tolkien recheou seus livros com pedofilia disfarçada. Ou algo tipo isso, como posso voltar a provar.
Começando por Gandalf com sua eterna mania de viver cercado de baixinhos. Talvez você que só viu os filmes não tenha uma noção exata, mas o cara realmente curtia muito os hobbits. E um mago tão sábio e vivido ser tão amigo se uma gente tão simples não soa meio estranho? Ou suspeito?
Gandalf não passava de um tarado, com o “cajado” numa mão e um hobbit na outra, sempre dizendo ao Frodo o que fazer com o anel dele.

Onde está a outra ponta desse cajado?
Aliás, se tem uma pessoa (ou melhor, hobbit) com alto potencial para traumas infantis causados por abuso é o Frodo. Afinal, muito antes dele curtir sua amizade colorida com o Sam ele não só recebia “visitas” do Gandalf como ainda vivia com o típico tiozão pervertido: o Bilbo.
Ele é o clássico tio brincalhão da família, que bebe além da conta, que tem mais podres. E na hora que o sobrinhozinho (ou primo, tanto faz) novinho, delicadinho e fresquinho ficou órfão, quem foi o parente que prontamente se ofereceu, todo bonzinho e simpático, pra ficar com a guarda do jovem e desprotegido Frodo? Bilbo, é claro! Agora imaginem os anos: Frodo crescendo, aprendendo, se tornando experiente… Antes da Toca da Laracna, ele “se aventurava” em outra toca.
E se não bastasse, ainda tem a Arwen de 3 mil anos e seu boy toy Aragorn, com seus míseros 87 aninhos.

Arwen = GILF
OK, pedofilia parece um tema pesado. Mas não são os próprios fãs da saga que defendem que ela não é coisa de criança?
E é verdade. Tanto que mesmo no momento mais bobo e retardado do livro, durante o trecho com Tom Bombadil, somos brindados com uma singela (e perturbadora) sugestão desse personagem para que os hobbits corram pelados pelas colinas.
E eles fazem justamente isso.

Tom Bombadil não entrou no filme, mas a Xuxa aprovaria
Mas não é só nas perversões sexuais que Tolkien homenageou a putaria da nossa sociedade. Ele também representou outra classe de gente bem comum na vida real: os idiotas.
Não faltam idiotas em O Senhor dos Anéis, como em qualquer outra grande história (seja real ou fictícia), já que o que faz qualquer trama andar é, geralmente, a merda que alguém fez. E no meio das milhares de cagadas que moldaram a história da Terra-Média, um personagem se destaca. É Peregrin Tûk.
Claro que o Pippin teve seu valor, especialmente nos filmes, quando acende as fogueiras de alerta e quando salva Gandalf durante a batalha em Minas Tirith. Mas vale lembrar que se não fosse pela cagada dele em Moria, Gandalf nem teria morrido da primeira vez.
Glee é o caral**
Em compensação, Tolkien também merece crédito. Ele era um cara de vanguarda, a frente do seu tempo. Tanto que criou um personagem bipolar 50 anos antes disso ser modinha. Isso faz o Gollum provavelmente ser o personagem favorito dos hipsters.

E também das anoréxicas.
Assim como o Legolas dos filmes deve ser o ídolo dos praticantes de esportes radicais, por ser o inventor do surf de escudo.
A verdade é que o Senhor dos Anéis agrada muitos públicos diferentes, e por isso mesmo vira tema de tantas conversas. Ou, no caso do seu público principal, tema de tantas discussões. Afinal, se tem uma coisa que nerd gosta de fazer é discutir. Palavra de um.
O problema é quando algumas pessoas levam isso longe demais e acabam perdendo horas discutindo se Balrogs têm ou não asas. Do que importa? Estamos falando de um ser fictício. Mais inexistente que um Balrog, só a vida social de quem leva a sério uma discussão desse tipo.

Não, não tem asas
Mas aí a culpa não é de O Senhor dos Anéis. Se os livros e filmes não existissem, essas mesmas pessoas estariam arrumando motivos esdrúxulos para discutir outro assunto. Mas acho que isso é tema para outro Entendendo, né?
De qualquer forma, não é só entre os nerds que SDA gera perguntas. Todo mundo tem um amigo babaca metido a espertalhão que vem azucrinar depois dizendo: “Ah, mas por que não simplesmente deram o Anel pras águias levarem até a Montanha da Perdição e atirarem lá?” Ora, pelo mesmo motivo que qualquer outra saga não tem uma solução simples e rápida: porque senão não teria história, porra.

Ano que vem vamos ter que nos acostumar novamente com esses babacas (e com os nerds mais extremos), já que O Hobbit chega aos cinemas, de novo nas mãos de Peter Jackson. E mesmo tendo a certeza que ele vai fazer outro trabalho incrível, estamos aqui torcendo para ter bizarrices e putarias ocultas suficientes para um novo post.
E considerando que a história envolve um dragão, dá pra esperar no mínimo um tiquinho de insinuação à zoofilia.
Contamos com você, PJ.









ÉPICO!!! HAHAHAHAHAHAH
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Nem li, bati o olho e li umas palavras chave: pedofilia, tarado, maconheiro.
Foi suficiente, acabou de perder um assinante do feed do seu site de merda.
Se fode ae nerdão.
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Luiz Carlos Reply:
September 22nd, 2011 at 14:42
Pra quem parece ter lido o livro, de 1200 pags, vc tem muita preguiça de ler direito o post, né?
O cara é fã de SdA!
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Arthur Reply:
September 22nd, 2011 at 16:38
nossa, perdeu um assinante, meu deus que tragedia mimimimimimi
ate parece que o cara se importa com um babaca que pare de ler
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Douglas Reply:
September 23rd, 2011 at 00:14
Caramba, mas que babaca você hein
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Paully Reply:
September 23rd, 2011 at 13:07
Oh cels não!!! Agora o VO vai acabar pq um besta deixou de assinar o feed. ¬¬’
Não sou fã da saga, nem nerd, só vi os filmes, mas ri muito com o post.
Essa coluna está cada vez melhor… kkkkkk’
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Mas Balrogs TEM asas! rs
Curti o post, 1ª vez que vejo alguem que realmente entende de sda fazendo piada sobre a saga. rs
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Ser fã também é saber brincar! Ri mto!
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Lamentável a falta de respeito com o Professor…
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gior Reply:
September 22nd, 2011 at 23:48
Ei cara,tem que saber brincar,a obra e incrivel,eu sou fã de carteira do filme e do livro,mas zoaçao e muito show,kkkk ri pacas´´frodo correndo da aranha kkkkk.
Muito boa observaçao da obra,louco pelo filme hobbit
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Ai ai ai, vamos lá…
que história é essa de Tom Bombadil como Robie Willians de papai Noel… não não, Tom Bombadil é o Robie Willians, muito gordo, com duas fantasias misturadas, papai Noel e Leprechauns!
de resto a análise ficou perfeita
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Gollum é o primeiro cracudo da história. Bilbo e Frodo quase cairam no mesmo caminho, mas foram salvos por Gandalf. Bilbo teve de passar um tempo se desintoxicando em Valfenda.
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Alexandre Esposito Reply:
September 22nd, 2011 at 15:39
Tem razão, nunca imaginei Valfenda como sendo um retiro de rehab, mas faz todo o sentido.
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Arthur Reply:
September 22nd, 2011 at 16:40
boa! gollum é o jobson da terra média!
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LOL.
“O cajado do Gandalf vai te purificar”.
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Y U NO RESPECT TOLKIEN???
A propósito, balrogs têm asas sim. Senão seriam bois bípedes sado-masoquistas.
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Balrogs NÃO tem asa….
E mesmo que tivesse, continuaria sendo um bípede que não voa! Igual uma galinha
Muito bom, ri demais
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Pra quem se diz tão fã, tão conhecedor da saga, ficou muito a desejar seu post. Eu li achando que entenderia melhor, que aproveitaria uma opinião diferente mas ledo engano. fiquei foi decepcionado, perdi uns bons 5 minutos da minha vida para ler tentativas de ser engraçado, sem sucesso.
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Gandalf não passava de um tarado, com o “cajado” numa mão e um hobbit na outra, sempre dizendo ao Frodo o que fazer com o anel dele.
essa foi épica kkkkkkkkkkkk
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Têm asas!
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pra escrever essa bobagem, com certeza, você nunca leu o livro, no máximo um artigo na desciclopédia.
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