30/11
2011
Dubai vale a pena?
E como prometido, o Vida Ordinária está cheio de novas colunas e colaboradores. E a primeira novidade que vocês vêem é essa, uma coluna de viagens que foge do comum, seja nos destinos como na forma de falar: é a Viajando, Cagando e Andando. Tudo na visão do nosso novo colaborador, Luís Paulo Porto, que já viajou por tudo quanto é canto desse mundo e morou até na Malásia
Aproveitem a viagem. A primeira parada é Dubai.
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Os Emirados Árabes estão na moda.
Tão na moda que até a Carrie Bradshaw e suas amigas de Sex and the City foram pra lá. Mesmo assim, metade dos brasileiros acha que Emirados Árabes e Arábia Saudita são o mesmo país que todo ano se classifica pra Copa treinado por algum técnico brasileiro que andava sumido. Mas isso não impede que milhares de nós voem pra lá como farofeiros saindo de São Paulo para pegar uma praia no Leme e cochilar no bagageiro do busão antes de retornar para a terra da garoa. Está tão na moda a ponto da Emirates aumentar a malha para o Brasil com mais um voo diário, entre Dubai e Rio a partir de janeiro de 2012 (além do já existente São Paulo-Dubai).
Aliás, falando em Emirates, você já começa a entrar no clima da viagem quando entra no avião. A impressão que você tem deste voo é que não importa para que direção você olhe há sempre alguém com cara de que irá derrubar a aeronave. É como se a Al-Qaeda tivesse feito sua convenção anual no Club Med de Angra e agora está voltando pro Afeganistão no mesmo voo que você. Se eu sou o presidente dos EUA começaria a procurar pelos aliados do falecido Bin Laden por ali.
Apesar da impressão inicial, o voo é bom. Ponto para a Emirates que investiu minimamente no conforto dos passageiros fornecendo nas poltronas da classe econômica, além da posição reta e super reta, também a posição quase reta. Quando eu fui, dei a sorte de estar na época de conflitos no Oriente Médio o que me proporcionou um assento na classe executiva de pobre. Sabe, ninguém do seu lado, você levanta os braços das cadeiras, toma um Dramin pra dar sono e deita comemorando como uma criança que acha um palito de picolé premiado.












