Pois é, esse mundo moderno continua destruindo muita coisa que a gente conhecia. Agora até velhos ditados, como “você tá falando grego” ou a “coisa tá russa”.
É que agora tem um chat onde você pode conversar com pessoas do planeta inteiro, cada um na sua língua, e todo mundo se entender. É o iBabel.
É tipo em O Guia do Mochileiro das Galáxias, mas sem você precisar enfiar um peixe nojento no ouvido (nem ver seu planeta dizimado por Vogons). Mas divago.
Olha só o vídeo de lançamento, bem legal:
Viu? Agora você já tem uma chance de mandar um papo e se dar bem com aquela russa peituda que ficava tirando a blusa na webcam. Entra lá.
A verdade é que o rock se perdeu em algum lugar no meio do caminho.
Não existe mais honestidade na música, aquele lance de “vamos pegar nossas guitarras e botar pra foder” (não sei se isso algum dia realmente existiu, mas a sensação que se tem é que um dia foi assim e que hoje não é mais), e não falo só com relação à qualidade da música composta e gravada, mas também e principalmente com relação aos shows.
Pude acompanhar o Rock in Rio pela TV uns meses atrás e a energia que as bandas passavam para a plateia é “nós somos fodões e vocês deveriam se sentir privilegiados de poder nos ver ao vivo” (sim, Axl “três horas e meia de atraso” Rose, estou olhando para o senhor), quando na verdade deveria ser ao contrário, elas deveriam se sentir honradas em ouvir 50.000 pessoas cantando as músicas que escreveram.
Aí veio a turnê brasileira do Pearl Jam e eles mostraram o outro lado da moeda. Porque simplesmente botaram pra foder. Mesmo com altos e baixos na carreira (nos apresentou obras-primas como o Ten e aberrações como o Binnaural), a banda mantém um elemento em constante alto nível: os shows, sempre inesquecíveis.
Quando o Pearl Jam subiu ao palco, a impressão que passou é que eles não estavam lá para cumprir agenda de show, mas sim porque queriam tocar um rockão foda e detonar com a galera. E foi isso o que fizeram.
Address Is Approximate é um belíssimo e muito bem produzido curta-metragem que usa stop-motion para mostrar bonecos ganhando vida e usando o Google Street View para viajarem. Bem bacana:
1. Um tapinha não dói 2. Se o destino se meteu foi porque ele quis 3. Morro do Dendê é ruim de invadir 4. A idade não importa quando você gosta de alguém 5. Amor é amor 6. Romance é romance 7. Traição é traição 8. Um lance é um lance 9. Um Pente é o Pente é o Pente é o Pente é o Pente é o Pente é o Pente. 10. A massa se reúne em um motivo só: dançar a dança do canguru e da cabeça, e dançar a dança da bundinha não se esqueça (Nota do blogueiro: mas aí não seriam 3 motivos?) 11. O festival é um jogo de emoção 12. No Rio tem mulata e futebol, cerveja, chopp gelado, muita praia e muito sol 13. Se quiser falar de amor, fale com o Marcinho 14. Ela só pensa em beijar 15. A Chatuba de Mesquita come as minas de geral 16. A Chatuba come cu 17. E depois come xereca 18. Ranca cabaço 19. É o bonde dos carecas 20. A massa acha responsa quando encontra um negão zoando, rebolando, suando no salão 21. Pra dançar Créu tem que ter disposição 22. Pra dançar Créu tem que ter habilidade 23. O funk não é modismo, é uma necessidade 24. Mulher burra fica pobre 25. Mas se for inteligente, pode até enriquecer. 26. Dako é bom. 27. Mulher de verdade, gosta mesmo é de piroca. 28. As mina qué se acabá, aqui no mei do salão. 29. É pau na buceta, buceta no pau, hm, ai, sexo animal 30. Quer romance? Compra um livro.
Isso sem falar que também aprendi o nome de quase todas as comunidades do Rio.