14/12
2011
Phi Phi: a Tailândia sem massagem, mas com final feliz!
Por Luis Paulo Porto em Viagens
A Ilha de Phi Phi é, em minha opinião, o melhor ponto da costa de Andaman na Tailândia.
A ilha ficou famosa por causa de Maya Beach, a praia onde Leonardo Di Caprio gravou o filme A Praia. Se viu o filme sabe do que estou falando, se não viu vale mais a pena ver as fotos do que o filme que é horroroso.
Para ir a Phi Phi a melhor maneira é pegar um avião até Phuket e pegar uma barca até Phi Phi(ao lado foto da popa do barco). As barcas saem da marina em 3 horários por dia (8:30, 13:30 e 14:30) e o ingresso pode ser comprado em qualquer agência do aeroporto mesmo ou lá na hora. O trajeto dura cerca de 2 horas. A ilha é bem simpática, extremamente informal e cheio de gringo (australianos, suecos, franceses, etc.) andando descalços, de roupas de praia, sem a menor cerimônia. Isso dá um ar bem descontraído para o lugar. Como era ir pra praia antigamente, onde todo mundo andava desleixado mesmo por que bem, era férias sabe?
A ilha é pequena, em 20 minutos a pé você mata ela inteira. A maior parte dela é formada por becos e ruelas onde o chão é de terra e as construções pequenas. Apesar disso você consegue uma infraestrutura bem razoável para turismo.
Uma das primeiras coisas que eu fiz em Phi Phi foi o passeio de barco pelas ilhas. Já fiz dois, ambos contratados pela agência local chamada Spider Monkeys, mas a impressão que eu tenho é que você pode contratar os passeios em qualquer lugar lá que dá no mesmo.
A primeira vez, eu fui num grande barco com caiaques. O primeiro problema que notei foi que ele demorava muito entre cada um dos pontos do passeio (às vezes 1 hora entre um ponto e outro) e com isso aproveitávamos menos do lugar propriamente dito. Para fazer desse momento de espera parte do passeio resolvi deitar na proa do navio e pegar um sol e até tirar um cochilo sob a brisa do mar. Para não ficar com marca de bermuda, tirei a minha e fiquei só de sunga. Infelizmente, me esqueci do vento forte na proa e assim que me virei pra tirar uma foto minha bermuda voou pro mar. Se alguém vir uma bermuda vermelha e branca no mar do pacífico guarda, por favor, que é minha. Resultado: tive de passar o resto do dia só de sunga, mesmo quando entrava pra jantar nos restaurantes.
Phi Phi é linda, com cada lugar mais bonito que o outro e sinceramente Maya Beach nem é a mais bonita do lugar. Preferi a Phi Phi Leh Lagoon(foto acima) onde o barco parou para andarmos de caiaque e fazer snorkel. É impressionante como um passeio de caiaque sempre parece como uma ótima ideia no início. Mas a realidade é que depois de umas cinco remadas eu já estou morto de cansaço e depois de dez parece que meus braços vão cair.
O passeio do barco tem 2 poréns: o primeiro é a comida, que é um arroz frito com vegetais que serve como no máximo um embucha gato. Minha sugestão é levar uns sanduiches com você e alguma grana para comprar bebidas. O outro é que o barco, por ser grande, não entra direito em Maya Beach. Para chegar lá tivemos que nos jogar numa parte da baía cheia de pedras e rochas, nadar desviando dos corais até chegar a uma escada de corda que ficava num local onde as ondas arrebentavam num rochedo. Você tinha que tipo, esperar a onda bater, a maré encher e ir de uma vez só pra não se arrebentar nas pedras. Super seguro! Na minha viagem eu estava acompanhado de um amigo americano que era do exército e lutou no Afeganistão e ainda assim estava com medo de voltar por ali.
Outra opção é pegar o passeio de lancha. Custa quase o triplo do preço e é mais rápido. A comida é um pouco melhor (o arroz frito tem pedaços de frango) e a coca cola é liberada. Além disso, o barco te deixa na areia de Maya Beach de forma que você não precisa arriscar sua vida nos rochedos de Phi Phi Leh. Apesar disso tudo, eu acho que preferi o passeio do barcão. Custou menos da metade do preço, o tempo que eu passei na proa curtindo a viagem foi muito agradável (a lancha bate muito e nossas costas ficaram doendo por uns 2 dias) e eu sobrevivi à aventura das rochas para contar história, então tá valendo.
A escolha de hotéis em Phi Phi também é interessante (foto abaixo). Eu nunca reservei com antecedência. Basicamente você chega lá e logo no píer há várias “agências” que te mostram fotos com opções de hotéis e preços. Você escolhe um e eles reservam na hora. Tem que pagar adiantado ali na agência mesmo, o que pode gerar desconfiança pelo pedaço de papel que eles te dão como recibo, mas vai fundo que é confiável. Ou eu dei sorte. De duas uma.
Como já fui lá algumas vezes, minha recomendação é o PP Casitas para quem procura um hotel budget com conforto. Acho ele muito charmosinho, com uns 3 prédios de 2 andares espalhados no meio de milhares de bangalôs cercados por um bonito jardim. Normalmente fico nos prédios por 60 dólares para 2 pessoas em quarto com TV, ar condicionado e banheiro privativo e aceitável. Quem viaja pelo sudeste asiático sabe que banheiro em hotel aqui é o cão. É sempre sujo, encardido, muitas vezes conta apenas com um balde e uma caneca pra limpar a bunda e com o chuveiro SEMPRE em cima da privada. Esse não é o caso do PP Casitas, que ainda conta com um café da manhã gostosinho e uma boa piscina.
Outra coisa legal de Phi Phi é um bar com ringue da Muai Thai. O melhor é que as pessoas que lutam lá são os próprios clientes do bar. Qualquer duas pessoas que quiserem subir podem, e de prêmio, ganham um balde (literalmente) de bebida. E é tudo organizado, com luva, proteção e juiz. Uns 3 rounds e rola umas porradas engraçadas por que ninguém ali é lutador. A bebida não é cara e vale pegar um balde para você beber enquanto assiste a porradaria da arquibancada.
A noite, sempre rola festinhas nos barzinhos da praia, com direito a show de fogos e musica de balada que dura até o amanhecer. Como a ilha é o paraíso de mochileiros europeus e australianos há muita gente bonita e a noite sempre costuma render.
A ilha é também um bom lugar para quem quer fazer mergulhos e para as mulheres fazerem compra em feirinhas. Agora, nas compras, lembre-se apenas que na Tailândia (e em quase toda Ásia) as negociações funcionam mais ou menos assim: você pergunta quanto custa, a vendedora vai te dizer um preço, e qualquer que seja ele você faz cara de espanto e diz “Nãããão!!! Muito caro!” enquanto vira as costas. Ela te pergunta quanto você paga e você então oferece metade do que ela queria. A mulher vai pedir 60% do preço original, você aceita por que tá barato pra caramba (piada patrocinada pela Embratel) e ainda assim tá pagando o triplo pelo qual ela venderia.









QUE LUGAR ABSURDO DE LINDO! SOU LOUCA PRA CONHECER A ÁSIA!
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Luis Paulo Porto Reply:
December 15th, 2011 at 00:49
Carolina, e olha que eu só postei 1 foto dos lugares bonitos. Foi até dificil escolher 1 só foto do lugar
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que lindooooooo! to louco pra ir, estou indo fazer intercambio pra Tailandia em agostoo! adorei as dicaaaas
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