23/02
2012
Mudou o jogo, mas não empolgou a torcida
Por Alexandre Esposito em Cinema

Não é irônico que um filme sobre dois caras com uma teoria sobre jogadores de baseball subestimados seja justamente um dos filmes mais superestimados do ano?
Não que O Homem Que Mudou o Jogo seja ruim. Longe disso. E as atuações de Brad Pitt e Jonah Hill (esse segundo principalmente, num papel bem mais introvertido e sutil do que nos acostumamos) também são justas, sem contar que a mensagem em favor da inovação e de fazer a diferença naquilo que você ama (seja a sua profissão ou a sua vida) é bacana.
Mas é só isso. Nada que justifique a indicação para Melhor Filme no Oscar.

O filme conta a história (verídica) de Billy Beane, que implementa com a ajuda de um assistente formado em economia, um novo modelo de contratações no Oakland Athletics, o pior time da liga americana de baseball. No começo dá tudo errado e todo o “mercado do esporte” fica contra ele, mas logo o método começa a se mostrar eficaz (principalmente depois que ele consegue impor que suas mudanças sejam colocadas em prática no campo).
Ou seja, um filme de superação, como não podia deixar de ser quando se fala em esporte. Mas o problema é que o filme nunca explora bem outro elemento essencial no esporte: a emoção. O longa é frio. Billy é um cara dedicado e vemos os arrependimentos do seu passado influenciando nas suas decisões, mas é sutil demais.
Esporte é explosão, catarse, e o filme acaba se contendo demais.
Bom, mas esquecível, como aquela vitória de 2 a 0 do seu time em cima da Desportiva Ferroviária (já que o assunto é esporte).

























