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Escrito por Alexandre Esposito

O Cavaleiro das Trevas, o Palhaço das Trevas, o Promotor das Trevas…


Acabei de chegar da minha sessão de Batman: O Cavaleiro das Trevas e esse meu review começa logo indo na contramão da maioria: não, esse filme não é o melhor filme de super-heróis já feito.

E isso porque ele simplesmente não é um filme de super-herói e sim um filme com um super-herói.

Podem ficar tranqüilos que todo e qualquer spoiler será devidamente sinalizado para alertar quem não viu.

Entonces…

O filme cumpre com louvor tudo o que a espetacular campanha de marketing prometeu. E só não é o melhor do ano por enquanto porque 2008 nos brindou com aquela obra-prima que é WALL•E.

Pra começar, o filme é denso. Muito denso, quase desconfortável.

Isso porque os irmãos Nolan conseguem nos mergulhar numa sensação de desesperança e medo. Claro, muito ajudados pelo Curinga (sim, amiguinhos, com U. Coringa com o não existe, nem no baralho nem no Batman) de Heath Ledger.

O Curinga funciona bem justamente porque é apenas uma metáfora para o caos e a destruição. Ele não tem motivos, não tem origem, não tem ganância e nem sentimentos. Ele é apenas uma força  insana de desordem. E isso que é aterrorizante. A excelente atuação do Heath Ledger só reforça isso. E ao contrário do que muita gente diz, eu não consegui me esquecer da morte dele. Se isso atrapalhou? Ao contrário, só serviu pra tornar a experiência toda ainda mais perturbadora. Eu realmente tive medo do Curinga. Cagaço total. Não pisaria em Gotham City nem que a Scarlet Johansson ficasse nua no alto da Torre Wayne e chamasse por mim.

Por exemplo, na cena [AQUI COMEÇA UM SPOILER] do vídeo daquele cara vestido de Batman que o Curinga mata, fiquei extremamente perturbado. O cara desesperado, falando que o Batman mostrou que as pessoas não podem se deixar ter medo de gente como ele, e o Curinga gargalhando para matá-lo. Badass.[AQUI TERMINA O SPOILER]

Aliás, o filme trata essencialmente disso. Dessa crise existencial, da culpa. Por um lado, salvo as pessoas e tento tornar a cidade melhor. Por outro, inspiro pessoas despreparadas a saírem se achando vigilantes, e loucos psicopatas a serem minha antítese. É claro que isso tudo fica mastigado no fim na fala do Gordon, mas a verdade é isso mesmo. Ele é o vigilante que Gotham precisa, não o herói.

E aí que entra outra força desse filme, Aaron Eckhart e seu Harvey Dent. Ele realmente é um cara foda. Você confia nele e nas suas intenções. E por isso que as consequências dos atos do Curinga são ainda mais devastadoras, e afundam ainda mais a nossa esperança (ok, a cena nas barcas resgata um pouco, mas ainda assim).

Christian Bale, Michael Caine e Morgan Freeman estão bem como sempre, normal. A Maggie é ótima atriz, mas coitada, é bem menos bonita que a Katie Holmes. Gary Oldman tá fodaço.

Aliás, o Gordon e o Batman chutam bundas nesse filme. Pra quem gosta de porrada, tem uns bons socos e pontapés bem reais em O Cavaleiro das Trevas. O Heath deve ter ficado todo roxo de tanto apanhar.

Agora, algumas considerações gerais:

[AQUI COMEÇAM MUITOS SPOILERS ATÉ O FIM]

  • Perfeito não terem matado o Curinga. Ele ser derrotado não é ele morrer e sim ver a esperança em Gotham resgatada através do pessoal das barcas e da não-demonização do Duas Caras. Mas com a morte do Heath esse acerto de roteiro se torna uma grande questão a ser resolvida no caso de mais filmes. Como ignorar a existência dele? E como substituir por outro ator depois dessa performance magnífica? Ficam as indagações.
  • Ótimo também matarem o Duas Caras. No filme ele é um vilão de ocasião, um homem que teve a vida despedaçada e que perdeu sua esperança e parte da sua sanidade. Ele quer vingança, não apenas do Gordon e do Batman, mas de todo aquele mundo que o traiu. E pra um vilão trágico, um fim trágico.
  • Me incomodou um pouco o excesso de tecnologia, mais especificamente o lance do sonar. No primeiro filme, a tecnologia é justificada, ela serve pra viabilizar o Batman num filme pseudo-realista. Mas no caso de Cavaleiro das Trevas, algumas coisas ficam sem propósito. Jason Bourne consegue localizar qualquer um por triangulação usando um Blackberry, e o Bruce Wayne, com muito mais recursos, precisa transformar todos os celulares de Gotham City num sonar? C’mon… O lance da moto ser na verdade o módulo mais protegido do Batmóvel, no entanto, ficou fodaço.
  • Não é nem a favor nem contra, mas só pra dar uma bossinha: a pessoa que o Gordon mais ama não podia ser a Barbara (a filha, é claro)? Ia ser simpático ela aparecer, ainda mais num filme com o Curinga (mesmo que a cena fosse com o Duas Caras). Pô, ia fazer um link legal com A Piada Mortal (onde ela, já como Batgirl, é assassinada pelo Curinga).

[AQUI TERMINAM OS SPOILERS]

E aqui termina o post.

PS: Vão rolar mais filmes? E se rolarem, quem vão ser os vilões. Pra um primeiro filme dava pra mandar o Espantalho (que aliás, é tão foda, que deu pena ver tão pouco dele nesse segundo filme) e o Ra’s Al Ghul, mas depois de um Curinga, os caras tem que manter um certo ritmo. Deve rolar uma Mulher-Gato ou Pingüim… ou pelo menos um Charada. E por favor, sem Robin!

[Semana do Rock] Retrospectiva via Youtube (Parte Final)


O que acontece na atual década? O domínio do Indie? A popularização do New Metal? Uma nova salvação do rock a cada semana?

Só daqui a algum tempo vamos entender de verdade…

Anos 2000 (agora!):

The Strokes – Last Nite

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Libertines – Up the Bracket

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Linkin Park – Numb (eca, mas fazer o que? É retrospectiva…)

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Franz Ferdinand – Take me Out

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Arctic Monkeys – Fluorescent Adolescent

O Melhor Filme de Cada Ano Em Que Estive Vivo (Parte 2)


Vamos à segunda parte da série iniciada aqui.

Agora, de 1989 até 1994.

1989

Alexandre: Faça a Coisa Certa (Spike Lee)
Se você ainda não viu esse filme, faça a coisa certa: veja!

Bruno: Indiana Jones e a Última Cruzada (Steven Spielberg)
Como qualquer um que é louco pela série Indiana Jones, não podia deixar de citar esse filme que fecha com louvor a triologia original, com a participação mais do que excelente do Sean Connery.

Carolina: Os Trapalhões na Terra dos Monstros (Flávio Migliaccio)
Didi, Dedé, Mussum e Zacarias saem em uma grande aventura para resgatar a riquinha Angélica dos monstros que vivem dentro da pedra da Gávea, uma vez que Conrado, seu namorado topetudo, era um incompetente e só servia pra cantar na sacada da garota. Até hoje quando passo pela pedra da Gávea penso: o que será que aconteceu com aquela galera que ficou lá dentro?

Juliana: Sociedade dos Poetas Mortos (Peter Weir)
Um filme que fala sobre a liberdade de expressão e de sentimentos. Com boas cenas, o filme consegue levar poesia, sutileza e até mesmo ser ligeiramente subversivo.

1990

Alexandre: Os Bons Companheiros (Martin Scorsese)
Pra mim o melhor do Marty até hoje. Um dos poucos filmes de máfia que consegue fazer sombra à saga da Família Corleone (Sopranos não é filme – ainda, já que tão afim de fazer um – , então não entra na disputa). Joe Pesci espetacular, De Niro antes de ficar senil e Ray Lliota no melhor papel da vida dele. Não preciso dizer muito, apenas lembrar a sequência antológica onde vemos todos os membros do assalto assassinados ao som do solo de piano que tem no fim de Layla. Perfeito.

Bruno: Edward Mãos-de-Tesoura (Tim Burton)
Ta aí um filme que eu nunca quis ver, principalmente por causa do nome. No dia em que peguei pra ver pela primeira vez, me surpreendi muito. História leve, muito bem contada e com aquele jeitão louco de filme do Tim Burton.

Carolina: Dança com Lobos (Kevin Costner)
Dirigido e estrelado por Kevin Costner, o filme conta a história de um soldado americano que vai viver perto de terras indígenas americanas. Acaba aprendendo mais do que achava possível e mudando sua visão da vida. Lindo!

Juliana: Uma Linda Mulher (Garry Marshall)
Com cenas clássicas, que dão vontade de vibrar, chorar e até mesmo ser a Julia Roberts, Uma Linda Mulher é o exemplo clássico da nova cinderela e que, com certeza, fez todas as meninas suspirarem…

1991

Alexandre: O Silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme)
Quase coloquei aqui Exterminador do Futuro 2, que é foda, sufocante. Mas por falar em sufocante, não dava pra deixar de fora um dos melhores thrillers que existe, que imortalizou um dos melhores vilões da história. O clímax com o óculos com infravermelho é de segurar diarréia.

Bruno: O Exterminador do Futuro 2 (James Cameron)
Quero ver quem não conhece esse filme. E quero ver quem não morria de medo do T1000 aparecer na sua frente. E quero ver quem não ficava repetindo “Hasta la vista, baby” junto com o Schwarzenegger.

Carolina: Tomates Verdes Fritos (John Avnet)
A história de quatro mulheres com seus problemas de relacionamento, saúde, preconceito de uma cidade.. e como as amizades femininas resolvem tudo! Ou quase!

Juliana: Cabo do Medo (Martin Scorsese)
Um filme tenso, com excelente roteiro e algumas cenas muito boas. Fora que o Robert De Niro está brilhante. Lembro que minha mãe ficou com dificuldades para dormir quando viu esse filme e eu demorei um tempo para tirar a imagem de De Niro mal e todo tatuado.

1992

Alexandre: Os Imperdoáveis (Clint Eastwood)
No ano em que Quentin Tarantino surgiu com seu Cães de Aluguel, vou ter que deixar passar. Afinal, Os Imperdoáveis conseguiu quebrar meu preconceito com Westerns. Se hoje em dia é um gênero que sempre procuro conhecer mais, é graças ao Clintão! Seria imperdoável (ahn, ahn) deixar de fora.

Bruno: Soldado Universal (Roland Emmerich)
Pra acabar com qualquer pretensão dessa lista ser “cult”, esse filme é A parada de 1992. Inimigos mortos no Vietnã que foram ressuscitados e transformados em soldados invencíveis, agora brigando no meio da cidade. É o tipo de filme que você SEMPRE para pra ver quando tá passando.

Carolina: A Morte Lhe Cai Bem (Robert Zemeckis)
Meryl Streep e Goldie Hawn representam duas amigas que simplesmente não aceitam a velhice. Acabam tomando uma poção da juventudade, mas a coisa tem uns efeitos colaterais não muito legais… Mais um clássico da sessão da tarde!

Juliana: Lua de Fel (Roman Polanski)
Nunca assisti um filme que me fizesse sentir o gosto de seus titulo de maneira tão fidedigna. Roman Polanski consegue unir traição, desejo, erotismo, vingança e, até mesmo humilhação, em um único filme e de maneira muito inteligente.

1993

Alexandre: Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros (Steven Spielbergi)
Eu sei que parece heresia falar desse filme num ano que teve Lista de Schindler, Filadélfia, O Fugitivo, Em Nome do Pai, Seis Graus de Separação (sou fanático por esse filme), Feitiço do Tempo (esse é foda), entre outros. Mas Jurassic Park é simplesmente o filme que mais influenciou na minha vida, mudou ela. Looooonga história, mas eu nunca poderia ignorar um filme que foi tão relevante na minha vida.

Bruno: O Estranho Mundo de Jack (Henry Selick)
Uma história simples, brilhante e com um dos personagens animados mais carismáticos já feitos. Além disso, conta com uma trilha sonora impecável feita pelo genial Danny Elfman. É um conto infantil, mas que passa uma ótima mensagem pra qualquer um que assista, independente da idade.

Carolina: Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador (Lasse Hallström)
Com Johnny Depp, Leonardo Di Caprio e Juliette Lewis, este filme maravilhoso conta a história de Gilbert, um rapaz que desde a morte do pai cuida da família, especialmente de seu irmão deficiente mental e sua mãe obesa. Sua vida muda quando conhece uma nova garota, Becky. Creio que o que mais me faz amar este filme são as atuações. Todos arrasando!

Juliana: O Pagamento Final (Brian de Palma)
Aqui temos Al Pacino sensacionalmente bem no papel de um mafioso que está tentando voltar para o caminho “certo”. Temos, também, seu amigo – Sean Penn – que em nada ajuda Carlito nessa empreitada. Excelente e clássico filme de mafiosos latinos!

1994

Alexandre: Forrest Gump – O Contador de Histórias (Robert Zemeckis)
Eu sei que muita gente torce o nariz pro Forrest Gump, mas pra mim é simplesmente uma história muito divertida, contada de forma extremamente simpático com um protagonista sensacional. É um dos filmes que não me canso de ver, um dos meus favoritos de todos os tempos. Sou fã de pipoca mesmo, foda-se. E Pulp Fiction, que também é de 94, é foda o bastante para cagar se entra ou não na lista.

Bruno: O Rei Leão (Roger Allers & Rob Minkoff)
Simplesmente a animação mais perfeita feita pela Disney. Músicas memoráveis, sequências de animação quebrando todos os padrões já vistos e uma história mais madura do que todos os outros desenhos infantis feitos anteriormente. Até hoje é meu longa de animação (não considerando os 3Ds) preferido.

Carolina: A Rainha Margot (Patrice Chéreau)
Para acabar com os conflitos entre católicos e protestantes, a católica Margot casa-se com o protestante Henri de Navarre, mas as coisas acabam piores do que antes do casamento, culminando no massacre dos protestantes na noite de São Bartolomeu. Com atuações maravilhosas, principalmente da Isabele Adjani, é um dos filmes mais fiéis à história que existem.

Juliana: Entrevista com um Vampiro (Neil Jordan)
Um clássico que reúne Brad Pitt, Tom Cruise e Antonio Banderas nos papeis de uma das figuras mais envolventes, místicas e sedutoras de todos os tempos: vampiros. Não precisa falar mais que isso.

Em breve a terceira parte, que vai de 1995 até 2000.

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