22/04 2010
Rapidinhas de Cinema #2

Nada como uma rapidinha, um jogo rápido, nenhuma análise muito apurada, indicações ou críticas, who knows? Bom vamos cortar o papo furado.

Alice no País das Maravilhas de Tim Burton é sucesso de bilheteria, mas seria mais pelo hype do diretor ou porque existem muitos fãs do universo criado por Lewis Carroll? Esteticamente o filme não deixa a desejar, figurinos certeiros, cenários ricos e caracterizações muito boas, infelizmente a história deixa a desejar, pois, considerando que é uma continuação das duas histórias de Alice, segue por um caminho óbvio e sem emoção. Na verdade o que incomoda é que durante a permanência no mundo real, Alice quer sempre fugir do seu destino, enquanto que ao chegar no Mundo Subterrâneo reluta em aceitar sua missão (e a insistência de todos os personagens para que ela aceite é extremamente irritante, faltou um roteiro, talvez?), mas no fim aceita o fardo imposto pelo Oráculo. A perda de ritmo durante as passagens é outro ponto perdido, a trilha sonora é cansativa e a batalha final não tem tanto impacto. O 3D também é questionável, em muitos momentos considerei a técnica descartável por não enriquecer o visual, contudo em certos momentos o cenário parece com livros pop-up (tridimensionais que montam a cena da ilustração). Todavia, se você é fã dos livros irá gostar das principais referências aos dois livros, se encantará com a rainha branca e a rainha de copas (aliás, essa tem os melhores momentos do filme) e com certeza o Chapeleiro (chato em alguns momentos, mas nada tira seu mérito) e a Lebre farão todos rir um pouco.

ps: também resenhei sobre o livro.

Ilha do Medo é ao mesmo tempo o mais pessoal e profissional de Scorsese. Ele não tem reviravoltas mirabolantes, é um trajeto comum, o que vale na história é a entrega do personagem principal dentro de seu medo de encarar a loucura. O roteiro não tem furos, ele tem lapsos assim como seu personagem principal, o real e o imaginário em constante tangência criam a história e não sua linearidade. As cenas dentro dos sonhos de Teddy (desde os papéis voando durante sua invasão em Dachau ou as cinzas voando durante o incêndio) é uma das inserções mais incríveis que Scorsese poderia fazer. Ele suavizou, levando em consideração que muitas partes do livro (falando sobre a vida sexual, as brigas, as bebedeiras de Teddy) foram deixadas de lado para o espectador se focar no mistério que é o personagem principal, o mistério do desaparecimento e da ilha é para deixar de lado, o que interessa aqui é: até que ponto a mente de uma pessoa pode levá-la a caminhos obscuros? Esse é o cinema de Scorsese, ele é cru, ele não precisa se sustentar num mistério, mas em sua condução, na condição de deixar todos, que acompanham seu protagonista, cada vez mais sufocados. Lembrando que heróis não são sarcásticos o tempo todo e muito menos bonzinhos, Teddy é matador e tenta se redmir, ele é humano: sangra, tem dores de cabeça, etc. O desfecho do filme não poderia ser melhor, ao encarar a sua realidade, Teddy tem de tomar uma decisão e sua fala final exprime a entrega de alguém que vivia na angústia e finalmente sabe diferenciar o medo da tristeza.

ps: resenhei sobre o livro também.

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

9/04 2010
Rapidinhas de Cinema #1

Nada como uma rapidinha, um jogo rápido, nem uma análise muito apurada, indicações ou críticas, who know? Bom vamos cortar o papo furado.

O Mundo Imaginário do Dr. Paranassus tem um pequeno problema em sua produção, Heath Ledger[bb] morreu sem gravar todas as suas cenas, sendo o pilar do conflito no filme. Isso no histórico do diretor Terry Gilliam[bb] (Ex-Monty Python, 12 Macacos, Brazil – O Filme, Os Irmãos Grimm) mais um adendo de atraso de produções. Por sorte seus filmes nunca tiveram um quê de normalidade, e se tratando de um filme de fantasia, nada melhor do que substituir o ator australiano por Johnny Depp[bb], Colin Farell[bb] e Jude Law[bb].

Tony (os quatro atores citados) surge com amnésia e ajuda a trupe do Dr. Parnassus, um ex-monge que fez acordo com o diabo (Tom Waits[bb]) para receber vida eterna, a conseguir público para atravessar seu espelho e terem suas almas salvas. Ao atravessar o espelho as pessoas conhecem o mundo dos seus sonhos e podem escolher entre o dificil caminho para o céu ou o caminho para o inferno. Ironicamente transforma Tony em um personagem multifacetado (grata ironia com a troca de atores) que transforma o mundo através do espelho em algo particular até conhecer sua verdadeira face e caráter.

Esse filme de Gilliam tem uma das suas histórias menos complicadas de se entender, mas a mensagem sobre as tentações, a ambição, o amor e as aparências é forte.

Em Vicio Frenético com Nicolas Cage[bb] (em uma papel extraordinário após anos de caricaturas, aqui até a sua careca disfarçada vale a pena) e dirigido por Werner Herzog[bb] (a partir do filme de Abel Ferrara), vemos um policial que age acima da lei, o problema é que seus vícios o tornam um detetive que comete os erros mais banais. Misturando um thriller policial com uma viagem junkie (você vai torcer para que uma iguana apareça na sua frente depois de assistir), vemos a compulsão causada pelo vício do policial se desdobrar em sub-tramas familiares, morais, hilárias e tensas. Para Herzog, o personagem não é taxado de vilão ou mocinho, aqui temos uma amostra de alguém aquém dessa análise. Então curta essa viagem (porque tem Eva Mendes[bb]).

E para quem curte Sex and the City[bb], duas novidades: Em abril, dia 27, a Paramount Home Entertainment irá relançar a coleção completa da premiada série de TV, em embalagem especial e disco bônus inédito, contendo um tributo a série com homenagens, painel de discussões dos roteiristas, finais alternativos e cenas inéditas. A outra é que saiu o trailer de Sex and the City 2:

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

1/04 2010
Coelhos com larica e mais coisas de Páscoa

A páscoa chega e o que todo mundo lembra? Da ressurreição de Cristo, não comer carne na sexta-feira da paixão e muitos coelhos. Ok, mas se você é traumatizado em não ter um coelhinho de olhos vermelhos e pelo branquinho, muito assustado, poderia se inspirar em alguns exemplos.

O primeiro de todos é no filme cult de 2001, Donnie Darko, um jovem que recebe do coelho gigante Frank conselhos para evitar o fim do mundo. Apesar de ser um coelho perculiar, acabou ganhando seu espaço nos anos 2000

Ainda sobre coelhos gigantes, temos Elwood (James Stewart), personagem quase principal do filme Meu Amigo Harvey de 1950, que tem como melhor amigo o coelho gigante Harvey a quem não tem vergonha de apresentar para as pessoas.

Todavia, se não é possível conter a loucura de ter amigos-coelhos-imáginarios, você pode ter seus próprios coelhinhos como o personagem principal de “Carta a uma Senhorita em Paris” de Julio Cortázar. Nesse conto vemos o narrador descrever como vomita coelhinhos sem parar e tem que guardá-los dentro de um pequeno armário.

“Quando sinto que vou vomitar um coelhinho, ponho dois dedos na boca como uma pinça aberta, e espero sentir na garganta a penugem morna que sobe como uma efervescência de sal de frutas. Tudo é rápido e higiênico, transcorre em um brevíssimo instante. Tiro os dedos da boca, e neles trago preso pelas orelhas um coelhinho branco. O coelhinho parece contente, é um coelhinho normal e perfeito, só que muito pequeno, pequeno como um coelhinho de chocolate, mas branco e inteiramente um coelhinho. Ponho-o na palma da mão, levanto sua penugem com uma carícia dos dedos, o coelhinho parece satisfeito de haver nascido e bole e esfrega o focinho na minha pele,
mexendo-o com essa trituração silenciosa e cosquenta do focinho de um
coelhinho contra a pele de uma mão.”

Nos desenhos animados temos:

Roger Rabbit, o boa pinta casado com a vestal Jessica Rabbit

Pernalonga


Tambor, amigo do Bambi (evitando piadinhas óbvias)


Sansão, o coelho mais violento dos quadrinhos (ah vá, toda hora ele acerta alguém e deixa com HEMATOMAS)


Coelho Ricochete, o xerife mais rápido da Hannah-Barbera

E se você já cansou de ouvir a música de páscoa sobre os olhos vermelhos (cof, cof) e a larica dos coelhos, ouça Echo & The Bunnymen (e Feliz Páscoa).

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

31/03 2010
Nem tudo se resume a popozuda

É fato que ouvimos diversas músicas falando dos atributos da mulher brasileira: popozuda, gostosinha, que bundinha, ordinária (serve de atributo? eles pensam que sim), cachorra, atrevida, etc.

Mas nem todas as mulheres são homenageadas, nessa música do Ultraje a Rigor fica a nitida impressão de: não importa como é, machista ou feminista, eu gosto é de mulher.

“Guerreiro que é guerreiro faz zig-zig-zaaa (…) se a baranga me der mole eu pego mesmo”:

E aí você me diz que Chico Buarque faz música para mulheres sem ser vulgar, mas vamos lá, essas duas músicas acima são bem mais diretas.

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

22/03 2010
I’m Here, um curta de amor entre robô

Spike Jonze faz os mais chocantes, tocantes e originais filmes, seja em curta, média ou longa-metragem (e diversos comerciais). “I’m here”, encomendado pela Absolut, conta a história de um robô ordinário que se apaixona por uma robô fora de do comum (ou em curto-circuito, cof cof).

A trilha sonora é matadora. No site oficial existem “sessões” para assistir ao curta, mas quem não aguenta 2 horas de espera:

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

19/03 2010
Fit, um chiclete radical

Japoneses são excêntricos por natureza nipônica, cof, cof. Mas reparem nas inserções do Manequim e do cachorro.

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

16/03 2010
O segredo do álbum do Them Crooked Vultures

O álbum que reuni Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters),  John  Paul Jones (Led Zeppelin) e Josh Homme (Queens of the Stone Age) tem um segredo até pouco guardado. Uma droga que muitos músicos usam para inspiração.

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

15/03 2010
St. Patrick is coming to the town

Dia 17 de Março é Dia de São Patrício! E você com isso? Se é um admirador de reuniões etilicas e, principalmente, de Guinness, New Castle e até Johnny Walker deve ir ao pub mais perto vestido de verde para brindar! O tal “feriado” é comemorado aqui no Brasil também, com decorações de trevos, comidas e até músicas típicas:

The Dubliners – The Rare Old Mountain Dew

The Dubliners – Whiskey in the Jar

Então vista seu melhor suspensório, sua roupa verde acompanhada de um chapéu coco, depois de tanto se entupir de cerveja quem sabe você não vê um leprechaum por aí.


Hoje eu sou irlandês

Além de falar sobre horóscopo quando suas citações não surtem efeito, só a banalidade o interessa ultimamente.

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