Título original: L’année dernière à Marienbad
Lançamento: 1961
País(es): França e Itália
Direção: Alain Resnais
Atores: Delphine Seyrig, Giorgio Albertazzi, Sacha Pitoëff.
Duração: 94 min
Gênero: Drama
Existem filmes que simplesmente mexem com você de tal maneira que é difícil não recordar dele a todo instante.
O Ano Passado em Marienbad é um desses exemplos e se eu tivesse que escolher uma fita onírica por definição, seria essa do diretor francês Alain Resnais, único autor (no sentido de fazer cinema de autor, na concepção francesa instituída na Nouvelle Vague) a não escrever os próprios roteiros.

Minha relação com o filme é bastante particular. Quando o vi pela primeira vez, fiquei inconformado com o fato de que não havia entendido praticamente nada. Uma sensação estranha de que tinha visto imagens passar por mim sem captar a essência do que estava acontecendo, mas eu bravamente cheguei ao final.
O tempo passou e resolvi assistir de novo, o qual foi minha surpresa que… mais uma vez fiquei perdido naquelas imagens maravilhosas daquele luxuoso hotel de onde se passa a história de um homem tentando convencer uma mulher que os dois haviam se encontrado um ano antes e combinado de fugir; porém, com medo da reação do marido, ela pede um adiantamento de um ano, mas quando passa esse tempo, ela não o reconhece.
Para falar sobre ele aqui, revi novamente depois da segunda vez e comprovei aquilo que já desconfiava: Marienbad é um dos mais estonteantes exercícios de estilo do cinema, comparando-se com uma sinfonia, permeado com uma estrutura toda musical, que acaba nos fascinando justamente pelos planos magníficos e por conseguir ser um filme aberto à qualquer tipo de interpretação. Não é à toa que o filme é reconhecido como a perfeita obra-prima aberta.
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