Quando o humorista tem talento, dá pra esperar coisas criativas e divertidas vindas dele. Quando o cara, além de talento, tem os melhores contatos do mundo, dá pra esperar a mesma coisa, mas com algumas das maiores celebridades do mundo.
É o caso do Jimmy Kimmel, de quem a gente já fala aqui há bastante tempo, em seu talk show. No seu especial do Oscar, ele reuniu dezenas de celebridades de Hollywood para mostrar o trailer daquele que seria o maior filme de todos os tempos, reunindo todos os clichês e temas que fazem sucesso na telona.
Épico:
O melhor é reviver os gritos que consagraram o Gary Oldman.
Alexandre Esposito Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.
Chegou o dia. Hoje vamos acompanhar juntos o Oscar 2012 e ver se nossas previsões foram em cheio ou não.
E além de curtirem juntos nossos comentários, palpites e piadinhas, vocês podem também dar seus pitacos no nosso live. Ao vivo, hoje, a partir das 21h.
Alexandre Esposito Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.
Compre os direitos de um best-seller, corra atrás de produtores conhecidos, pegue alguns bons atores e conte a história de uma sociedade aparentemente perfeita movida por uma massa de minorias marginalizadas que, em algum momento do roteiro, vão fazer a diferença. Aguarde alguns meses e espere a enxurrada de indicações a prêmios.
The Help, que no Brasil ganhou o nome “como-sempre-fiel” Histórias Cruzadas, é baseado no romance homônimo da escritora estreante Kathryn Stockett e adaptado pelo seu amigo de infância e diretor praticamente estreante Tate Taylor. Na trama, passada durante os anos 1960, a jovem Skeeter Phelan (Emma Stone) pega o diploma de jornalista, enfia debaixo do braço e volta para sua cidade natal, Jackson, no Mississipi. Nesses anos de ausência, suas amigas brancas e perfeitinhas arrumaram maridos brancos e perfeitinhos com filhos brancos e perfeitinhos, todos devidamente servidos pelas empregadas negras e oprimidas.
Nas últimas semanas vocês já acompanharam a nossa Maratona do Oscar, com os reviews da maioria dos filmes indicados às principais categorias da premiação. Mas independente da nossa opinião sobre cada filme, chegou a hora de saber o que esperar do próximo domingo.
Com as premiações dos sindicatos (principalmente dos atores, roteiristas e produtores), sem contar outras tendências, dá para ter uma boa noção de quem vai vencer em cada categoria.
Por isso preparamos esse guia, com os favoritos e zebras de cada categoria. Tirando documentários e curtas, porque desses a gente tem menos base para fazer os prognósticos. Mas quem sabe não te ajudamos num bolão para o Oscar, né?
Não é difícil entender porque A Invenção de Hugo Cabret é o filme recordista de indicações ao Oscar (embora não seja o favorito).
Afinal, mesmo longe de ser o melhor filme indicado, o longa de Martin Scorsese traz vários elementos e temas em comum com seus principais concorrentes.
Tem a grande homenagem à essência do cinema como uma fábrica dos sonhos, como O Artista. Passa pelo tema do legado, como Os Descendentes. E se passa justamente no local e período que o protagonista de Meia-Noite em Paris visita no filme: a Paris dos anos 20 (ou quase, já que o filme se passa em 1930).
Apesar disso, e mesmo com o lado técnico impecável, o filme não consegue superar esses três concorrentes. Mas ainda assim é uma fábula bem agradável e um lado do Scorsese que a gente nunca viu antes.
Não é irônico que um filme sobre dois caras com uma teoria sobre jogadores de baseball subestimados seja justamente um dos filmes mais superestimados do ano?
Não que O Homem Que Mudou o Jogo seja ruim. Longe disso. E as atuações de Brad Pitt e Jonah Hill (esse segundo principalmente, num papel bem mais introvertido e sutil do que nos acostumamos) também são justas, sem contar que a mensagem em favor da inovação e de fazer a diferença naquilo que você ama (seja a sua profissão ou a sua vida) é bacana.
Mas é só isso. Nada que justifique a indicação para Melhor Filme no Oscar.
O filme conta a história (verídica) de Billy Beane, que implementa com a ajuda de um assistente formado em economia, um novo modelo de contratações no Oakland Athletics, o pior time da liga americana de baseball. No começo dá tudo errado e todo o “mercado do esporte” fica contra ele, mas logo o método começa a se mostrar eficaz (principalmente depois que ele consegue impor que suas mudanças sejam colocadas em prática no campo).
Ou seja, um filme de superação, como não podia deixar de ser quando se fala em esporte. Mas o problema é que o filme nunca explora bem outro elemento essencial no esporte: a emoção. O longa é frio. Billy é um cara dedicado e vemos os arrependimentos do seu passado influenciando nas suas decisões, mas é sutil demais.
Esporte é explosão, catarse, e o filme acaba se contendo demais.
Bom, mas esquecível, como aquela vitória de 2 a 0 do seu time em cima da Desportiva Ferroviária (já que o assunto é esporte).
Alexandre Esposito Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.
Antigamente era “fácil” achar diretores de cinema capazes de encontrarem a atmosfera certa e deixar o espectador sempre tenso, sufocado, e aflito com algum suspense ou até com ação desesperadora.
O maior de todos a fazer isso foi Hitchcock. Mas até mesmo nas gerações recentes temos belos exemplos, como Ridley Scott e James Cameron em seus primeiros trabalhos. Mas hoje em dia, ninguém constrói atmosfera num filme tão bem como David Fincher.
E Millenium – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres* é mais uma prova disso.
A direção de Fincher, que merecia ter recebido uma indicação ao Oscar – depois da injustiça da derrota dele ano passado por A Rede Social – é o grande ponto alto desse belo filme, junto da atuação de Rooney Mara, que faz de sua Lisbeth Salander uma das personagens femininas mais interessantes que o cinema viu nos últimos anos.
Nunca li nenhum livro da série Millenium, e nem vi a versão sueca do filme. Sequer tinha curiosidade. Isso até que David Fincher e Rooney Mara me fizeram mudar de ideia com um dos melhores filmes do ano.
*Indicado a 4 Oscars: Melhor Atriz (Rooney Mara), Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Mixagem de Som.