21/09 2010
Entendendo Legião Urbana

Hoje nossa coluna vai tentar compreender uma das maiores e mais importantes bandas brasileiras de todos os tempos: Legião Urbana[bb].

Antes de qualquer outra coisa, preciso deixar claro que adoro Legião. Eu diria até mesmo que sou um fã, se não fosse por dois motivos. O primeiro é o fato de eu estar meio enjoado de Legião. Culpa não tanto das músicas, mas sim da maior maldição dessa banda: as rodinhas de violão.

Seja na praia, na fazenda ou naquele churrasco, rodinhas de violão são altamente questionáveis, principalmente uma vez que o gosto musical das 2 ou 3 pessoas que sabem tocar violão no recinto costumam ser também altamente questionáveis. Em meio a isso, sobram poucas unanimidades. E é aí que entra o Legião.

O problema maior nem é só a repetição eterna das seis mesmas músicas da banda, mas todo o ambiente: o cara que está com o violão tentando acompanhar o principal mas sempre fica atrasado, a menina cantando aos berros (e que geralmente é a que menos conhece a letra), o seu amigo bêbado dormindo e babando no seu ombro e a maconheira filosofando sobre aqueles versos.

O que me lembra de outra coisa: por mais que os fãs queiram pensar isso, nem todas as letras do Renato Russo[bb] são geniais.

Em algumas das músicas, dá pra perceber que a letra sofreu uma leve djavanização. Por exemplo:

“Sem essa de que estou sozinho
Somos muito mais que isso
Somos pingüins, somos golfinhos
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho”

Caramba, hein. Somos pingüins, golfinhos, homem, sereia, beija-flor, leão, leoa, leão-marinho. Resumindo: nós somos a Arca de Noé com uma leve dose de ácido.

E o nome da música desses versos é Vamos Fazer Um Filme. Sim, por essa letra vamos fazer um filme do David Lynch[bb], né?

Mas enfim, o segundo motivo de eu não dizer que sou fã do Legião Urbana é porque… bem, os fãs do Legião são muito chatos. Demais.

Fã já é uma coisa naturalmente irritante. Fã do Los Hermanos[bb] (e nesse grupo sim vocês podem me incluir), mais irritante ainda (admito). Mas fã de Legião Urbana leva tudo além. Não bastasse ouvirem Ainda É Cedo em loop, ainda fazem questão de enxergar uma profundidade que não existe nas letras e a execrar qualquer um que não ache a banda e o Renato Russo a coisa mais genial que já passou pela Terra.

Por favor, né? Menos.

E se os fãs de Legião Urbana são chatos, os não-fãs são quase tão ruins. Nesse caso não me refiro a quem não goste da banda, mas ao sujeito genérico que curte uma coisa ou outra, mas não é tão viciado no som deles. O tipo de gente que adora ouvir Que País É Este? só pra poder gritar no refrão “É a porra do Brasil!”.

Mas vamos deixar os fãs e leigos de lado e tentar refletir um pouco sobre algumas músicas do Legião. Começando por Faroeste Caboclo.

Eu, particularmente, gosto da música, sei a letra de cor e tudo (o que merece algum mérito, já que são mais de 9 minutos). Mas tem alguma coisa errada ali. Uma coisa chamada João de Santo Cristo.

O que muita gente não percebe em princípio é o quanto o João é vacilão.

Reparem nesse trecho da letra: “o Santo Cristo há muito não ia pra casa / e a saudade começou a apertar / Eu vou-me embora, vou ver Maria Lúcia / Já tá em tempo de a gente se casar”. O desfecho disso vocês já sabem: chegou lá e ela tava embuchada do Jeremias, com quem tinha se casado.

Jeremias é um filho da mãe? Com certeza. Maria Lúcia é meio vadia? Sem dúvida. Mas convenhamos: o João deu mole.

Como é que o cara fica longe de casa tempo o bastante pra mulher dele casar com outro e engravidar? Esse tipo de coisa não acontece do nada. O Jeremias deve ter investido um tempinho no flerte, e casamento não é coisa do dia pra noite.

João tava trabalhando muito? Pode até ser, mas isso não é desculpa pra ficar tanto tempo longe da mulher. O Jeremias também era traficante de renome, organizou a Rockonha e desvirginava mocinhas inocentes, mas mesmo assim tinha tempo para ter uma vida pessoal, uma esposa.

Administração de tempo, João. Esse é o segredo.

Você vacilou, acabando levando bola nas costas. E tiro nas costas. Viu o tamanho da merda que você provocou?


Bola nas costas?
A-DO-RO!

Por falar em protagonista bundão, o que dizer do João Roberto, de Dezesseis? Era o maioral, o cara fodão, e por causa de um pé na bunda se permitiu falhar na curva da morte durante um pega? Porra, Johnny!

Se você era tão foda, logo ia recuperar a mulher, ou arrumar outra. Não precisava dessa frescura.

E foi assim que, sem querer, a Legião Urbana criou em 1996 o primeiro emo do Brasil.

Mas não são apenas os protagonistas masculinos das músicas do Legião que têm problemas. Se o Santo Cristo era vacilão e o Johnny um emo, pior era aquela escrota poser da Mônica. E o pior é que a música meio que sempre defende o lado dessa chata.

Pra começar, na hora que o Eduardo está acordando, ela está tomando um conhaque em outro canto da cidade. Olha, eu não sou moralista nem nada, mas beber conhaque às 9 da manhã é um pouco de exagero. Se está virada da noite anterior, já era hora de parar. Se simplesmente começou a beber cedo, a situação é ainda pior, e a Mônica está caminhando para um alcoolismo perigoso. A Ke$ha[bb] começou assim.

Mas encher a cara é o de menos, o pior é ela tentando tirar o Eduardo de uma adolescência normal para uma vida pseudo-intelectual vendo filmes do Godard[bb], falando de Bandeira, Bauhaus e dos Mutantes.

Claro, todas essas coisas são legais, mas ela pode deixar o moleque jogar futebol de botão com o avô também. Botão é divertido, e não é muito comum jovens de 16 anos que dão atenção e passando um tempo com os avós. O Eduardo parece ser um sujeito legal, e a Mônica podia retribuir isso do jeito que um adolescente deseja: trepando com ele e não enchendo o saco depois.

Garanto que ele não ia reclamar.

E no fim quando o filho fica de recuperação, ainda chamam de “filhinho do Eduardo”. Por que não chamar de “filhinho da Mônica”? É mais fácil ele ter se dado mal na escola por ter bancada um pedante esnobe e enrolado nas provas do que por ter vivido um esquema escola-cinema-clube-televisão.


Eduardo e o vovô na maior curtição sem a chata da Mônica por perto.

É difícil achar alguma música do Legião que não tivesse um personagem disfuncional. Até Meninos e Meninas. Nada contra alguém gostar tanto de meninos e meninas. Mas porra, gostar de São Paulo é um puta mau-gosto, hein?

Por isso que Renato Russo é injusto consigo mesmo quando canta em Perfeição para brindar à estupidez de quem cantou essa canção. Estúpidos eram os personagens das suas músicas e não ele.

Ou não? Será?

Ainda é cedo pra dizer.

PS: Para os fãs que estão pensando em me xingar nos comentários: brigar pra que, se é sem querer?

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14/09 2010
Entendendo Lady Gaga

Nos últimos 18 meses, está praticamente impossível não ouvir falar de Lady Gaga[bb] toda semana (às vezes até todo dia). E em meio a tantas canções pop de sucesso e um visual cada vez mais bizarro, a gente não podia deixar de falar dela nessa nossa coluna.

Ainda mais depois de ter sido a grande vencedora do VMA no último fim de semana, último passo que faltava para terminar a jornada de um ícone pop da música.

Por isso, chegou a hora de entender a Lady Gaga.

Começando pelo seu pseudônimo. Pois é, caso você seja fã do Restart retardado, o nome real dela não é Lady Gaga. Batizada como Stefani Joanne Angelina Germanotta, ela diz ter adotado o Gaga por causa de Radio Gaga, a música do Queen. Mas pra mim isso é tudo papinho.

A Stef* só está envergonhada de admitir que a verdadeira origem do seu nome artístico é uma desordem da qual ela é acometida: a disfemia. Mais popularmente conhecida como… gagueira.

* Podemos chamá-la assim, né? De tanto que ela mostra os peitos, bunda e afins, acho que já posso dizer que somos íntimos…

Sim, como já havíamos notado no Confronto Lady Gaga x Outros Gagos que rolou aqui ano passado, a Lady Gaga tem esse nome justamente porque é gaga. Olha a prova:

E isso tudo antes da gaguejada esquizofrênica de Bad Romance (Rah-rah-ah-ah-ah-ah! Roma-roma-mamaa! Ga-ga-ooh-la-la!) e do Te-te-telephone.

Mas os distúrbios de fala da Lady Gaga estão longe de ser a coisa mais estranha nela. O que falar do visual? Primeiro foram as roupas estranhas. Aí veio a fantasia de Caco, o Sapo. Como superar isso? Lá vai a Gaga e cobre o corpo com fatias de carne.

Isso complica as coisas. Se algum cara falar que sonha em comer a Lady Gaga, não dá pra gente saber se ele está falando dela ou do vestido que ela está usando.

E ainda tem a notícia recente de que a Gaga cheira cocaína. Ela declarou que e envergonha disso, e que só consome a droga poucas vezes ao ano. Mas vocês já viram o tamanho daquela napa? É um nariz de fazer inveja a qualquer Cyrano de Bergerac.

Uma cheirada com aquele nariz equivale a uns 6 meses de Maradona. Se bem que faz sentido. Só cheirando tanto assim para o clipe de Telephone conseguir ter algum nexo.

E por falar em clipes, os da Lady Gaga são um assunto à parte. Desde a novelinha trash de Paparazzi, passando pela bizarrice divertida de Bad Romance até a mistureba pop de Telephone e a ode chata à Madonna[bb] em Alejandro, sempre os vídeos dela são, no mínimo, curiosos.

Mas o que eles realmente têm em comum é uma coisa: tenha certeza de que em menos de uma semana vai ter um monte de bichinha lançando algum vídeo bem vergonha alheia imitando o clipe.

Menos mal que esse público gay que adora imitar os clipes dela não aderiram ao vestuário. Já imaginou andar pelas ruas e passar por um monte de bibinha pobre vestindo um top de bife de fígado?


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31/08 2010
Entendendo Justin Bieber

De tempos em tempos surgem alguns artistas que rapidamente viram modinha e se tornam os ídolos adolescentes da estação. Geralmente de gosto duvidoso e com prazo de validade curto, devido ao talento limitado. Umas das bolas da vez é Justin Bieber[bb].

Nada contra ele ser tosco e mesmo assim ganhar fãs. Todo mundo já teve um ídolo do qual se arrependeu no futuro. Que o digam as fãs histéricas do Poison[bb] nos anos 80.

Mas tem algo estranho nesse fenômeno. Algo bizarro. O que não é de se estranhar, uma vez que ele ganhou fama na Internet. Se a origem da sua fama é a mesma do Keyboard Cat, da coruja do ORLY e da Gaga de Ilhéus, você não pode ser muito normal.

Mas enfim, ele começou a ser conhecido através de vídeos no Youtube, como uma versão gringa da Mallu Magalhães que o Marcelo Camello ainda não comeu (o que é apenas uma questão de tempo, já que ele consegue ser mais feminino do que a Mallu). E por algum motivo a indústria fonográfica, através da turma do hip-hop, resolveu apostar nele.

O mais bizarro é justamente ele ter ficado amigo dos rappers. Tipo, os caras são praticamente gangsters, sobreviveram a atentados, levaram tiros, e agora andam com uma criança branca à tira-colo. Acho que tem alguma piada irônica aí que a gente ainda não pescou. Ou talvez eles simplesmente estejam querendo parecer mais assustadores ainda, já que do lado do Justin Bieber até um poodle parece feroz e casca grossa.

Por falar em cachorros, talvez seja um bom momento para mencionar uma das características mais marcantes do Justin: afinal, o que raios tem embaixo daquele capacete que ele usa como cabelo?

Um 666 talvez? Hm, duvido. Tudo bem que Baby é uma música infernal, mas nem o próprio diabo seria tão sacana de criar o moleque chato. No fim das contas ele parece ser nada mais do que um mashup do Jordy com Playmobil.

Aliás, não podemos fechar sem falar de Baby, já que mesmo sendo um produto fabricado, Justin Bieber tenta se vender como músico. Mas pior pro Justin, que no seu caso, ele talvez nem aproveite seus 15 minutos de fama comendo milhões de mulheres e coisas do tipo, já que seu prazo de validade consegue ser menor do que o normal. Afinal, está quase mudando de voz, e dizem que nem consegue mais cantar Baby ao vivo.

Peraí… isso é bom pra gente, né?

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24/08 2010
Entendendo: He-Man e os Mestres do Universo

Esses dias eu estava lembrando dos meus desenhos preferidos da infância. Eram vários… Thundercats[bb], Caverna do Dragão[bb], até mesmo Cavalo de Fogo[bb]. Mas o favorito, acima de todos os outros, era He-Man e os Mestres do Universo[bb]. Eu gostava tanto de He-Man que tinha praticamente todos os bonecos, além – claro – do Castelo de Grayskull.

Só que depois de 20 e tantos anos, a gente já percebe algumas coisas estranhas que não chamavam nossa atenção aos 5 ou 6 anos de idade.

Pra começar, vamos falar da política de segurança falida de Eternia. Tudo bem que a PM aqui no Brasil não é lá muito eficiente também, mas será depender de um sujeito com cuecão peludo pra garantir a paz não é demais?

Se não dá pra derrotar o Esqueleto, pelo menos não daria pra fazer um cerco em volta da Serpente do Mal e manter o perigo longe da população? A impressão que eu tenho é que o Mentor era um funcionário público concursado que se acomodou com a estabilidade do emprego e vai levando seu trabalho com a barriga. Isso sem falar no nepotismo de dar emprego pra própria filha,a Teela. E tão incompetente quanto eles são os outros “heróis” de Eternia, como o Abelhão, Aríete e Stratos. Assim fica difícil.

Mas também, o que esperar de um governo que não é capaz sequer de proteger a própria filha e deixa que ela seja seqüestrada e viva em outro planeta por décadas? She-Ra é o resultado de pais negligentes. Não é à toa que tenha virado “rebelde”.

Menos mal que nos anos 80 isso resultasse em lutar contra os opressores de Etheria, porque se fosse hoje em dia ela provavelmente acabaria criando um videolog pra gritar de forma histérica contra as modinhas adolescentes. Já imaginaram que insuportável seria?

E a administração desastrosa do Rei Randor e da Rainha Marlena não pára por aí. O planeta tem dois seres mágicos. Um é a Feiticeira, sábia, poderosa, e que é responsável por dar a Adam o poder de He-Man e à Adora o poder de She-Ra. E o outro é o Gorpo, um atrapalhado anão voador que tem uma média de acertos nas suas magias proporcional ao Presto. E adivinha qual dos dois é o feiticeiro oficial da corte? Pois é, o alívio cômico.

Aí não é difícil entender porque o Esqueleto é tão folgado. E se bobear, ele poderia até mesmo implementar um governo melhor organizado. Claro, teria uma escravidãozinha aqui ou ali, mas os habitantes de Eternia já se fodem tanto com seus reis incompetentes que a vida deles nem ia piorar tanto. E pela burrice geral dessa gente, talvez eles até mereçam esse destino pior.

Afinal, só mesmo a imbecilidade coletiva consegue justificar o fato de ninguém perceber que o He-Man é o Príncipe Adam. Claro, o mesmo argumento poderia ser usado com o Super-Homem e outros heróis famosos. Mas no caso do Clark Kent, o óculos pelo menos tapa parte do rosto. Tem gente que fica razoavelmente diferente (que o digam as meninas feiosas que usam aqueles mega-óculos gigantes para parecerem mais bonitas – e até conseguem). Mas caramba, tudo o que o Adam faz é tirar a camisa e ficar bronzeado.

He-Man não passa de uma versão do Príncipe Adam passando férias em Búzios. Ou melhor, em Iguabinha, já que ele não me engana: tem a alma suburbana. Duvida? Então olha pra sobrancelha dele. É… aquele cabelinho ali é água oxigenada, nêm!

E o mais absurdo de tudo isso é que no fim do episódio ele ainda vinha dar lições de moral pras crianças. Peraí, você é um cara semi-nu, vascaíno, com cueca peluda e cabelo oxigenado com corte escroto de filhinho de mamãe. Quem é você pra dar lição de moral em alguém? Daqui a pouco as crianças vão estar pedindo conselhos pra algum go-go boy de boate gay achando que é a mesma coisa.

Não que tudo o que ele tivesse a dizer fosse absurdo. He-Man previu, por exemplo, a crise financeira mundial:

Mas finalmente, minha maior dúvida é: porque raios o nome do desenho era Mestres do Universo se He-Man e seus amigos não conseguiam ser mestres nem de Eternia inteira? O desenho era ótimo, bem divertido. Mas se fosse sincero, se chamaria He-Man e os Mestres da Vizinhança.

Tem coisas da nossa infância que é melhor ficarem apenas na nossa infância.

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21/07 2010
Entendendo Crepúsculo

Por muito tempo adiei esse post, mas agora não tem mais jeito. É hora do Vida Ordinária falar de Crepúsculo e escrotizar a saga. Não que eu precise de muito esforço pra isso, já que ela já se escrotiza por conta própria.

Não vou ser simplista de resumir esse post dizendo que Crepúsculo é sobre uma garota apática dividida entre a necrofilia e a zoofilia. Pra isso já existem os 174864928462 piadistas de twitter que já soltaram essa tirada.


- Se vocês dois me amam, porque não param de ficar
se comendo com os olhos? Get a room!

Mas o pior é que não fica longe disso. Não me sujeitei aos livros, já que os filmes foram suficientes para eu querer me matar. Mas é bem possível que a versão escrita seja menos ruim, uma vez que provavelmente não se resume galãs infanto-juvenis que não sabe atuar, sempre sem camisa.

Primeiro vamos falar do tal do Edward. Vocês não acham estranho que um cara eternamente num corpo de adolescente e com toda a sabedoria de anos e anos de vida teria um repertório suficiente pra pegar um monte de mulher? Então porque raios ele demora tanto tempo até se arrumar com uma, e foi logo com a insossa da Bella?

Minha teoria é de que na verdade ele era uma bichona enrustida, até que, quando percebeu que sua família já ia achar estranha essa solteirice eterna, arrumou uma amiguinha insossa que pudesse posar de sua namorada enquanto ele brincava com estacas.

Se isso não for indício suficiente, tem o lance de brilhar no sol. Não tem jeito, não tem defesa, isso é gay demais.


- Ai, amiga, se joga! Com esse sol a gente vai ar-ra-sar no brilho!

O Lestat de Entrevista Com o Vampiro era um viadaço que brincava de ser esposa do Louis (numa relação quase Madonna/Jesus Luz) e mesmo assim não conseguia ser mais gay que um vampiro que brilha no sol. Aliás, essa variedade de vampiros gays só reforça aquela minha velha teoria de que vampiro não é coisa de homem (ao contrário de zumbis).

Mas mesmo que o Edward seja macho, como posso respeitar um cara que em mais de um século só pegou uma garota? Não é machismo meu não, posso garantir. Se estivéssemos falando de uma vampira mulher, também seria muito estranho ela não conseguir ninguém nesse tempo.

Vale lembrar que até aqui na nossa terra a gente tem vampiros mais eficientes. Como o Bento Carneiro, o vampiro brasileiro de Chico Anysio, notório por suas dezenas de casamentos, muitos deles com mulheres que eram símbolos sexuais na época, ou ainda o Vlad, de Vamp, que mesmo sendo o Ney Latorraca (“significa”) deu uns pegas na Cláudia Ohana em seu auge.


Bento Carneiro, vampiro brasileiro e comedor de primeira linha
(a Zélia não conta… todo homem já teve sua baranga)

E aí tem o Jacob do outro lado. Um lobisomem que depila o peito. Na boa, não entendo porque as fãs ficam se dividindo em Team Edward e Team Jacob, uma vez que me parece bem claro que, no fim das contas, os dois jogam no mesmo time. Se é que vocês me entendem.

E por fim a Bella. Ah, a Bella. Uma menina linda. Mas que, o que tem de bonita, tem de insossa, apática e insegura. Qual é a dela ficar andando de cabeça baixa o tempo todo? De falar baixo, de ser antipática? Aproveita que você é bonita e pega o capitão do time de futebol americano. Ou se você não quer ser fútil, o nerd ajeitadinho. Deu certo em Adventureland, não foi? Mas não fica dando mole pro defunto afeminado e pro saco de pulga, caramba!


Quem diria que Jesse Eisenberg seria o melhor partido
a aparecer nesse post, né?

Bella é a típica adolescente que se sente sofrida sem motivo, que reclama de barriga cheia, e acha legal ser soturna, obscura e do contra. Aposto que ela ouve Nightwish.

E é nesse triângulo amoroso sofrível que a saga Crepúsculo se apóia. Assim não dá, né? Curioso como a principal sensação ao ver uma obra sobre vampiros, seres imortais, é a de querer morrer.

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14/07 2010
Entendendo a França

A Copa terminou, mas o nossa coluna sobre as curiosidades da vida, das pessoas e dos lugares ainda vai continuar falando de países.

Afinal, hoje é 14 de julho, aniversário da Queda da Bastilha, e nada mais justo que homenagearmos a data entendendo a França e seu povo, não?

A Queda da Bastilha foi um dos episódios mais marcantes da Revolução Francesa, o movimento popular que derrubou o absolutismo e finalmente deu voz às reivindicações da população, que finalmente pôde exercer todo o seu direito de ser arrogante com turistas, não raspar o sovaco e fuder o Brasil em Copas do Mundo.

A tal da Bastilha era uma prisão que os revolucionários destruíram. O que me leva a crer que, se eu fosse o Bruno ou o Macarrão, torceria pra estourar uma revolução no Brasil logo logo, porque só assim pra eles terem alguma chance se sair do chilindró (nunca tinha usado essa palavra antes, estou feliz de ter tido a oportunidade).

Mas voltando um pouco à arrogância francesa que eu mencionei antes, acho que tudo é culpa de Napoleão. Afinal, imagina que merda você ser um líder conquistador baixinho? Todo mundo espera sua chegada com o cu na mão e quando você aparece é um nanico de um metro e meio de altura. Com certeza a galera dava uma risada, fazia piadinhas. E aí só com guilhotina e marra para recuperar o respeito.

Certamente essa atitude se refletiu na sociedade francesa nos séculos seguintes. É como se fossem 65 milhões de baixinhos folgados, em uma nação de Romários. Edith Piaf não me deixa mentir.

Mas é injusto só falar mal dos franceses, então vou fazer como eles sempre fizeram e vou me render.

Me render por exemplo às belezas de Paris. Não, não tô falando da Torre Eiffel, de Notre Dame ou do Arco do Triunfo. Mas das dançarinas do Moulin Rouge. Afinal, um país que transforma em patrimônio cultural nacional uma dança onde as mulheres jogam a perna pro alto pros homens poderem ver suas intimidades merece meu respeito. É como se a Surra de Bunda virasse o hino nacional no Brasil.

Por falar em hino, o da França é a famosa Marseillese, considerada por muitos (eu inclusive) o hino mais bonito do mundo. É mesmo sensacional, mas será que toda essa gente acharia a letra da Marseillese legal se entendessem francês? Afinal, uma letra que fala de crianças e mulheres degoladas não é bem algo muito acessível, né? Ou algo imaginaria o Balão Mágico cantando isso?

Enfim, não dá pra falar de França sem lembrar dos queijos e vinhos. Ou melhor, da culinária francesa como um todo, a mais famosa do planeta. Mas que pra mim não passa de mais uma maneira dos franceses serem escrotos com o resto do mundo.

Eles fazem a gente acreditar que tudo aquilo é fino pra convencerem a gente comer lesma, quantidades ridículas de comida por preços exorbitantes e ainda queijos que só não fedem mais do que os próprios franceses.

E como eles conseguem fazer tudo isso sem que a gente perceba? Embebedando o mundo com seus vinhos. E como ninguém é doido de recusar um merlot, um cabernet e principalmente um champanhe, eles enganam o mundo todo.

Esses franceses…

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30/06 2010
Entendendo a Holanda

A Holanda é um dos poucos países que eu conheço que tem mais do que um nome. Afinal, a terra das flores e dos moinhos também é comumente conhecida como Países Baixos.

Um nome relacionado à sua relação com o nível do mar, embora qualquer tia beata sua vá jurar de pés juntos que tem a ver com a putaria que rola por lá. Afinal, a Holanda é a terra da libertinagem, um país onde a maconha e a prostituição são liberadas. E por isso mesmo, o lugar mais divertido do mundo.

Calma, esse post não é uma apologia às drogas, eu nunca sequer peguei num baseado na vida. Mas o fato é que eu nunca vi ninguém voltar de Amsterdã com algo ruim para falar. Até porque, mesmo se o lugar for uma merda, a maconha ajuda a esquecer. O que pode acabar inesquecível é alguma doença venérea adquirida na Red Zone, uma espécie de Vila Mimosa com grife que existe por lá.

Não que uma sífilis holandesa seja a ser tão sofrida, já que as mulheres de lá são lindas, vêm acompanhadas de garrafas Heineken e as que não são da Red Zone não reclamam se você não liga no dia seguinte, já que graças à maconha elas sequer se lembram de você no dia seguinte.

Mas essa semana nossa relação com a Holanda essa semana diz respeito ao jogo das quartas-de-final da Copa. A seleção holandesa é tão cheia de Vans que pode até achar que vai atropelar o Brasil*

*Sim, eu sei que esse trocadilho foi horrível, mas não consegui resistir.

Mas ainda assim acredito que o escrete canarinho (não confundir com escroto) é favorito, uma vez que os holandeses devem entrar de salto alto em campo. Não, eles não são arrogantes, é só que os calçados típico do país são os tamancos, altões mesmo.

E que no fim a Holanda e seus jogadores todos Van Tomar Nocu

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24/06 2010
Entendendo Portugal

Brasil e Portugal são dois países irmãos que desde Cabral e ao longo dos últimos cinco séculos trocaram muita coisa entre si. Enquanto eles nos deram nossa língua, nossos padeiros e viroses européias, retribuímos com novelas da Globo e metade da seleção deles.

Mas o objetivo hoje não é conhecer Portugal, e sim entender a nação lusitana que mandou por aqui muito tempo.

E a melhor maneira de começar a compreender um lugar é ver os seus líderes. O Brasil, por exemplo, é um país carismático, mas meio ignorante, como o Lula. Já em Portugal, poderíamos falar de D. Sebastião, o jovem monarca que desapareceu durante uma Cruzada e originou a lenda que um dia retornaria. O que não passa de uma típica armação, já que no século XVI “partir para uma Cruzada” era o equivalente a um “sair para comprar cigarro e não voltar”. O cara não morreu, simplesmente meteu o pé pra comer umas ninfetinhas do Oriente Médio e embuchou uma delas.

Então é melhor pensarmos no Imperador que conhecemos melhor: D. João VI. E se os outros absolutistas sobre os quais lemos metiam medo, colocando as cabeças de seus inimigos em lanças e promovendo massacres, D. João foi mais famoso pela sua fuga de Napoleão com o cu na mão e sua predileção por frango assado. Assim não dá, né? Depois os portugueses ainda reclamam das piadas.

Por falar em piada de português, tenho uma ótima aqui, mas não vou contar em respeito aos nossos leitores lusitanos. Meu receio não é de que eles se ofendam, é de que não entendam mesmo.

E se eles ficarem “boiando” nessas piadas, nem é muito problema, já que Portugal foi uma das nações pioneiras nas navegações.

Mas os portugueses não merecem tanta zoação, afinal são deles que vêm várias das receitas mais gostosas que conhecemos. Curiosamente a maioria delas tendo como ingrediente principal o bacalhau, um peixe que geralmente só vemos sem a cabeça.

Claro, Portugal vai muito além de imperadores glutões e piadas. Eles deram ao mundo Camões, Fernando Pessoa, Saramago e tantos outros mestres. Só que como essa é uma coluna de humor e escrotização, não tem lugar pra eles aqui. Então vamos seguir para outros portugueses famosos. E em tempos de Copa do Mundo é normal lembrar de Cristiano Ronaldo, o craque metrossexual que pra ser tão afeminado quanto as mulheres portuguesas só falta o bigode que elas ostentam. Um jogador que reforça a tese que, desde Figo, todo craque português é frutinha.

Agora, pouco importa se Cristiano Ronaldo dá ré no pastel de Santa Clara ou se ele dança o vira na horizontal: quando ele resolve jogar bola, é difícil segurar. Por isso é importante para a defesa brasileira se preparar para anular o cara, o que será possível graças ao Lúcio. Assim como nosso capitão não demorou para acertar o braço quebrado do Drogba, dessa vez basta ele mirar na unha do Ronaldo. Se quebrar ou sujar o esmalte da bicha, ela se desestabiliza e nossos problemas estão resolvidos.


Essa foto faz o Richarlyson parecer machão.

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