Há dizia o velho ditado: “Tudo na vida tem um lado bom, menos LP do Oswaldo Montenegro“.
Eu sei que havia prometido há séculos esse Fantasmas do Passado, mas só agora tive tempo, e para falar dessa figura, eu tinha que falar direito.
O cara tem uma longa lista de músicas que precisam ser lembradas para aqueles que ousaram esquecer. O cara é uma lenda. Afinal, não é qualquer um que, com aquela barba que o faz parecer um dos ewoks de Caravana da Coragem, consegue pegar a Paloma Duarte. Mas vamos nos focar nas duas mais bizarras.
E para começar, nada melhor, ou pior, que Bandolins. Meu Deus, dava pra Bandolins ser mais chata do que é? Acho que não.
Mas enfim, vamos tentar analisar a letra:
E por que não dizer que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins…
Ou seja, ela estava fazendo alguma dança erótica que na época era OK, mas que se tornou imprópria. E isso não faz o menor sentido, uma vez que o mundo ficou mais liberal (embora moralista), e não o contrário. Se hoje em dia a dança da bundinha, do Créu, do sei-lá-o-que, whatever, não são impróprias, que raio de dança é essa?
Mas vamos dar um pulinho mais pra frente.
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim…
Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
O vento e a madrugada iluminavam. Ok, o vento agora brilha. Agora ar ilumina alguém. Mas como se importar com isso quando temos a “fada do meu botequim”. WTF, né? Meio cafajeste, meio brega, totalmente ridículo. Mas o ponto principal é o dele falando que a fada valsava como valsa uma criança. Peraí! Não era uma porra de uma dança imprópria? Uma criança que “entra na roda” faz essa dança? Aposto que entrar na roda também é alguma alusão desse pervertido barbudo. Aliás, talvez a relação dele com a Paloma tenha um quê de pedofilismo… ela é bem mais nova, sempre teve jeito de ninfeta, mesmo depois que ficou maior de idade.

Prosseguindo… Lua e Flor. Tá, essa é bonita. Admito que até gosto (o que não significa porra nenhuma, já que em termos musicais tenho tendência a adorar o que é merda). Mas aí tem O Condor.
Quando voa o condor
Com o céu por detrás
Traz na asa o sonho
Com o céu por detrás
Voa o condor
Que a gente voa atrás
Caramba, esse condor voa mergulhando pro chão? Porque, caso contrário, o céu está acima dele, e não por detrás. Mas o pior vem no gritinho de “Voa o Condooooor!”. E peraí? Como ele espera que a gente voe atrás? Se a idéia é realmente mergulhar pro chão e ter o céu por detrás, seria O Condor uma sugestão pra gente se atirar de um prédio?
Ah! que o vôo do condor no sol
Trace a linha da nossa paixão
Eu quero que seja
Mostrada no meio da rua e rolando no chão
Ah! que a gente despedace em luz
Ah! que Deus seja o que quiser
Ok, vamos abstrair a parte do vôo traçar a linha da paixão, que não faz nenhum sentido. A menos, novamente, que seja o tal vôo em direção ao chão. Aí é um recado pra dizer que a paixão vai se espatifar no chão. Por falar em chão e em despedaçar, vejam só, ele fala justamente disso em seguida. Ou seja, aquela cara de líder de seita do Oswaldão não engana ninguém. Ele está propondo suicídio coletivo mesmo. Duvida?
Ah! e se o planeta explodir
Eu quero que seja
Em plena manhã de domingo e que eu possa assistir
Ah! Que a miserável condição
Da raça humana procurando o céu
Levante a cabeça
E ao levantar por encanto escorregue seu véu
“Se o planeta explodir”, “raça humana procurando o céu”, “escorregue o véu” (atravessar o véu é uma metáfora pra morte).
Oswaldo Montenegro, o líder de seita suicida pedófilo. Esquecido por muitos, mas lembrado pelo Vida Ordinária.